domingo, 30 de abril de 2017

Ensino de Imunologia



Software Livre para práticas em imunologia

Facilitar o aprendizado de imunologia tem sido o objetivo de muitos docentes da área. Um desses docentes que busca maneiras facilitadoras de ensinar é o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Luiz Anastácio Alves, idealizador do software “Imunologia Virtual”. O programa, que pode ser utilizado por qualquer pessoa e de forma gratuita, simula uma prática sobre o tema órgãos e tecidos linfoides.
Um dos orientandos do pesquisador, Filipe Faria Berçot, em sua pesquisa de mestrado e um dos desenvolvedores do software, afirma que é importante que o aluno compreenda as funções dos órgãos e dos tecidos linfoides, pois, tratam-se do “ponto de partida” do ensino da imunologia básica e têm participação essencial, no processo da resposta imune e na defesa do organismo, contra agentes infecciosos.




O software funciona da seguinte forma: ao acessar o programa, o aluno (ou qualquer outra pessoa) é recebido por uma assistente virtual que guia o usuário pelas atividades oferecidas. Dentre essas atividades é possível praticar, por exemplo, a extração de um órgão linfoide, como o baço e os linfonodos, de um roedor.
Para Alves, os processos em imunologia são muitos complexos para que sejam apenas decorados pelos alunos. “Muitos estudantes não entendem esses processos para aplicar na vida real. O projeto é voltado para que os alunos tenham uma aprendizagem significativa sobre conceitos imunológicos e não fiquem só decorando, sem entender o que realmente estão fazendo”, afirma o pesquisador.
O projeto, que já possui quase sete anos de existência, nasceu dentro do curso de Ensino de Biociências e Saúde (Lato Sensu e Stricto Sensu) que tem como alunos vários professores regentes da rede pública e particular de ensino do Rio de Janeiro. “Eles tinham grande dificuldade para entender as nomenclaturas da imunologia, então começamos a trabalhar com estratégias didáticas para que eles realmente aprendessem”, comenta Alves. O software também é muito utilizado no curso técnico de Biotecnologia do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), pelo professor Rodrigo Bisaggio, que participa da equipe para o desenvolvimento (aperfeiçoamento) do software Imunologia Virtual.
A acessibilidade do software
O software também recebeu uma adaptação para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), a partir da pesquisa de mestrado de Ana Santana, da Universidade Federal Fluminense (UFF), tendo como orientadoras as professoras Elenilde Torres e Helena C. Castro. Foram produzidos vídeos referentes ao conteúdo do programa, de modo a permitir a inclusão de surdos e de ouvintes. Os vídeos foram adicionados ao material computacional já existente com adequações visuais, linguística e temporal, para serem testados com alunos do Ensino Médio.
No momento, o programa só funciona em computadores tipo Desktop, usando o sistema operacional Windows, mas está sendo adaptado para os sistemas Androide e IOS.

 
Serviço
Nome Projeto: Software livre para práticas em imunologia
Data de criação: 2010 Coordenadores: Luiz Anastácio Alves Locais onde atua: O software é aberto para qualquer pessoa, e pode ser acessado no site: http://www.lcc.kftox.com/pratica%20nanquim%20pata.html
Se você deseja saber mais informações sobre o projeto, entre em contato via o email: alveslaa@gmail.com

terça-feira, 25 de abril de 2017

Universidade Estadual de Maringá



Carta Aberta da Comissão em Defesa da Universidade Estadual de Maringá aos cidadãos paranaenses




Prezados cidadãos e cidadãs do Paraná, em especial de Maringá e Região, nós, da COMISSÃO EM DEFESA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ, constituída em reunião realizada em 17 de abril de 2017, preocupados com o destino da NOSSA UEM, Patrimônio Público do Povo do Paraná, externamos nosso compromisso em defesa desta instituição de ensino superior. A proposta é garantir o futuro da UEM, a formação de pessoas, o desenvolvimento de pesquisas e a oferta de serviços à sociedade, com alto padrão de  qualidade, pautados no espírito público. 
Nos últimos anos, as universidades públicas do Paraná têm sofrido com a não reposição do quadro de professores e agentes universitários e com os cortes orçamentários para as despesas de custeio. 
Essas medidas vêm prejudicando as atividades na UEM, comprometendo a formação acadêmica e colocando em risco a excelência do ensino, pesquisa e extensão alcançados ao longo de quase 50 anos de história.  
Os maiores danos são sentidos pelos cursos criados a partir de 2010, muitos dos quais não contam com professores efetivos em seus quadros. Outro agravante é a falta de infraestrutura. Hoje, a Universidade convive com a triste realidade de obras inacabadas. São 36 construções paralisadas, das quais 15 de grande porte, sem os recursos financeiros necessários para a conclusão. 
Com 69 cursos de graduação, 52 de mestrado, 26 de doutorado, 60 de especialização, 450 projetos extensão e 920 projetos de pesquisa, a UEM é reconhecida como uma das melhores universidades do Brasil. 
Porém, a continuidade da política de cortes certamente se refletirá na qualidade dos serviços prestados, na formação de alunos e na produção de pesquisas, significando a rápida degradação deste importante Patrimônio Público do interior do Paraná, comprometendo o futuro da UEM, uma das melhores universidades do Brasil e América Latina em todas as áreas do conhecimento.
A UEM foi criada a partir da vontade da comunidade maringaense e da região, que soube firmar coalizões externas e atuar para que o governo da época assinasse o projeto de lei de criação da Universidade. Como teria sido o desenvolvimento regional sem a presença da UEM? Deixaremos que esse exitoso projeto seja comprometido? 
Por isso, nós da COMISSÃO EM DEFESA DA UEM somos contrários à continuidade dos cortes orçamentários, à falta de reposição de agentes universitários e professores efetivos, em regime de dedicação exclusiva. Nosso objetivo é unir esforços e, de forma organizada ampliar o canal de comunicação com o Governo do Estado, dialogando em prol da Universidade e garantindo que esse Patrimônio Público continue se desenvolvendo conforme idealizado. 
Considerando que o sucateamento é um problema que atinge as demais universidades estaduais, convidamos toda a sociedade paranaense a se unir na ação em defesa das Instituições Públicas de Ensino Superior, Patrimônio Público do Interior do Paraná.

Assinam este documento: 
Ulisses Maia - Prefeito de Maringá.
D. Anuar Battisti - Arcebispo da Arquidiocese de Maringá.
Pr. Noel Cruz - Presidente da Ordem dos Pastores de Maringá.
Carlos Mariucci - Câmara Municipal de Maringá.
Sidney Teles - Câmara Municipal de Maringá.
Ana Cláudia Bandeira - Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Maringá).
Mohamad Ali Awada - Associação Comercial e Industrial de Maringá (Acim).
Ilson da Silva Rezende - Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem).
Carlos Alexandre Ferraz - Sindicado da Indústria do Vestuário de Maringá (Sindvest).
Álvaro Pereira da Silva - Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Paraná (Sinduscon-Nor).
Walter Fernandez - Sindicato dos Empregados no Comércio de Maringá (Sincomar).
Aline Stocco - Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Paraná (Sindmetal).
Dirceu Gambini - Convention Visitors Bureau de Maringá.
Edmilson A. Silva - Seção Sindical dos Docentes da UEM (Sesduem).
Nelson Garcia - Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar).
Sidinei Silvério da Silva – Associação dos Funcionários da UEM
Elaine Rosely Lepri- Associação dos Docentes da UEM (Aduem).
Leonardo Fagundes - Diretório Central dos Estudantes (DCE).
Virgílio Marchesini - Movimento Brasil Livre. 
Marcos Roberto Silva – Centro Acadêmicos de Engenharia Elétrica

terça-feira, 18 de abril de 2017

Medical Ethics



Lectures on Inhumanity: Teaching Medical Ethics in German Medical Schools Under Nazism

 

 doi:10.7326/M16-2758

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CAMEM



CAMEM - Comissão de Acompanhamento e Monitoramento de Escolas Médicas

PORTARIA Nº 13, DE 4 DE ABRIL DE 2017. SECRETARIA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO.
O SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR, SUBSTITUTO DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, no uso de suas atribuições e, considerando o disposto no artigo 19 do Anexo I do Decreto nº 9.005, de 14 de março de 2017, resolve:

Art. 1º Designar os Membros Integrantes, Coordenador, Coordenador-Adjunto e Presidente da Comissão de Acompanhamento e Monitoramento de Escolas Médicas - CAMEM, nos termos da Portaria Normativa nº 15, de 22 de julho de 2013, e nos termos da Portaria Normativa nº 306, de 26 de março de 2015:

I - ALESSANDRA CARLA DE ALMEIDA RIBEIRO - Universidade Federal de Uberlândia - Membro Integrante;
II - ANTONIO CARLOS ONOFRE DE LIRA – Hospital Sírio-Libanês - Membro Integrante;
III - ANTONIO SANSEVERO MARTINS – Universidade Federal de Roraima - Membro Integrante;
IV - CRISTINA MARIA GANNS CHAVES DIAS – Universidade Federal de Viçosa - Membro Integrante;
V - DANIEL RIANI GOTARDELO - Instituto Metropolitano de Ensino Superior - Membro Integrante;
VI - DENISE HERDY AFONSO - Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Membro Integrante;
VII - EDSON ROBERTO ARPINI MIGUEL – Universidade Estadual de Maringá - Membro Integrante;
VIII - EVANDRO GUIMARAES DE SOUSA – Universidade Federal de Uberlândia - Membro Integrante;
IX - EVELIN MASSAE OGATTA MURAGUCHI – Universidade Estadual de Londrina - Membro Integrante;
X - FERNANDO CUPERTINO - Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) - Membro Integrante;
XI - FRANCIS GALERA - Universidade Federal de Mato Grosso - Membro Integrante;
XII - FRANCIS SOLANGE VIEIRA TOURINHO – Universidade Federal de Santa Catarina - Membro Integrante;
XIII - FRANCISCO DAS CHAGAS MEDEIROS – Universidade Federal do Ceará - Membro Integrante;
XIV - GEORGE DANTAS AZEVEDO - Universidade Federal do Rio Grande do Norte - Membro Integrante;
XV - GERALDO PEREIRA JOTZ - Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Membro Integrante;
XVI - GERSON ALVES PEREIRA JÚNIOR – Universidade de São Paulo - Membro Integrante;
XVII - HELENA BORGES MARTINS DA SILVA PARO - Universidade Federal de Uberlândia - Membro Integrante;
XVIII - HENRY DE HOLANDA CAMPOS – Universidade Federal do Ceará - Coordenador;
XIX - ISABELA DE CARLOS BACK - Universidade Federal de Santa Catarina - Membro Integrante;
XX - IZABEL CRISTINA MEISTER MARTINS COELHO - Universidade Federal do Paraná - Membro Integrante;
XXI - JOAO CARLOS DA SILVA BIZARIO – Universidade Municipal de São Caetano do Sul - Membro Integrante;
XXII - JORGE CARVALHO GUEDES - Universidade Federal da Bahia - Membro Integrante;
XXIII - JULIO CRODA - Universidade Federal de Grande Dourados - Membro Integrante;
XXIV - LUISA PATRÍCIA FOGAROLLI DE CARVALHO - Universidade Federal de Alfenas - Membro Integrante;
XXV - MARCELO DI BONIFÁCIO - Santa Casa de Ribeirão Preto - Membro Integrante;
XXVI - MARIA GORETTI FROTA RIBEIRO – Universidade Federal do Ceará - Membro Integrante;
XXVII - MÁRIO DOS ANJOS NETO FILHO – Centro Universitário Ingá - Membro Integrante;
XXVIII - MARIA HELENA SENGER - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Sorocaba - Membro Integrante;
XXIX - MARIA JOSÉ PEREIRA VILAR – Universidade Federal do Rio Grande do Norte - Membro Integrante;
XXX - MARIA NEILE TORRES ARAÚJO - Universidade Federal do Ceará - Coordenadora Adjunta;
XXXI - MARISE REIS DE FREITAS - Universidade Federal do Rio Grande do Norte - Membro Integrante;
XXXII - OSCARINA DA SILVA EZEQUIEL – Universidade Federal de Juiz de Fora - Membro Integrante;
XXXIII - PAULO MARCONDES CARVALHO JÚNIOR - Faculdade de Medicina de Marília - Membro Integrante;
XXXIV - ROSANA ALVES - Universidade Federal do Espírito Santo - Membro Integrante;
XXXV - ROSÂNGELA MINARDI MITRE COTTA – Universidade Federal de Viçosa - Membro Integrante;
XXXVI - ROSUITA FRATARI BONITO - Universidade Federal de Uberlândia - Membro Integrante;
XXXVII - SANDRA HELENA CERRATO TIBIRIÇÁ - Universidade Federal de Juiz de Fora - Membro Integrante;
XXXVIII - SIGISFREDO LUIS BRENELLI – Associação Brasileira de Educação Médica - Membro Integrante;
XXXIX - SILVIO JOSÉ CECCHI - Diretoria de Desenvolvimento da Educação em Saúde, Secretaria de Educação Superior, Ministério da Educação - Presidente;
XL - VALERIA GÓES FERREIRA PINHEIRO – Universidade Federal do Ceará - Membro Integrante.

Art. 2º Esta Portaria substitui a Portaria SESu n° 05, de 08 de abril de 2016.

Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

MAURO LUIZ RABELO
(DOU de 05/04/2017 – Seção II – p. 31)

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Saúde Mental dos Estudantes de Medicina




Medicina da USP se mobiliza após tentativas de suicídio


CLÁUDIA COLLUCCI



Painel pintado por alunos do 4º ano de medicina da USP no subsolo da faculdade


 
 
 


Um série de tentativas de suicídio entre alunos do quarto ano de medicina da USP tem mobilizado estudantes e professores de uma das melhores faculdades do país. 

Ao menos seis casos foram registrados neste ano –três nas últimas semanas.

O clima de tensão aparece em páginas do Facebook dos estudantes –que citam "surto de suicídios"– e em textos de professores aos alunos.

"Ficamos muito chocados com os acontecimentos recentes envolvendo a saúde dos alunos. Há uma grande apreensão e tristeza pairando em todos nós", escreveu o coordenador do curso de clínica médica do quarto ano, Arnaldo Lichtenstein, que adiou a prova na última sexta (7).

Em outra carta, um grupo de profissionais do serviço de psicoterapia do IPq (Instituto de Psiquiatria da USP) fala sobre a angústia dos alunos.

"Esgotamento, ansiedade, depressão, internações psiquiátricas, tentativas de suicídio, mortes. Os relatos [dos estudantes] nos parecem crescentes em frequência e intensidade, e soam como um pedido de ajuda."

O texto fala sobre as dificuldades em lidar com o assunto no ambiente acadêmico e termina com um convite para que os alunos saiam do silêncio e falem "do que não se fala, a não ser na privacidade dos corredores".

Na condição de anonimato, a Folha conversou com seis estudantes. Eles relatam que, no quarto ano, o aluno fica mais vulnerável porque as pressões se multiplicam.

"A formatura está próxima e a realidade da profissão vai matando as ilusões dos tempos de calouros. Há disputas infantis por notas, muitas divulgadas nominalmente."

Outro afirma que não existe tempo suficiente para atividades que não estejam ligadas ao mundo médico. As aulas começam às 8h e terminam às 18h quase todos dias.

"Além do cansaço mental, da desumanização cotidiana, temos que ter a cabeça tranquila para estudar doenças."

Os alunos apontam como um dos focos do problema a disciplina de clínica médica. "Em apenas dez semanas de duração, somos cobrados sobre fisiopatologia das doenças, sobre diagnósticos e sobre quais exames solicitar para excluir ou confirmar hipóteses", relata um deles.

Ele se queixam também que a saúde mental do aluno não é considerada quando se trata de faltas. "As notas de conceito [quase 50% da nota final] são multiplicadas pela frequência. Se o aluno está deprimido, não consegue ir às aulas. Mas não podemos faltar sem punição. Não temos tempo para cuidar da nossa saúde mental e física."

Outro fator de estresse são as "panelas". No quarto ano, são formados grupos de cerca de 15 alunos para o estágio obrigatório (internato).

Em várias universidades, como na Unicamp, os grupos são formados por sorteio, mas, na USP, é por livre escolha. São os alunos que decidem com quem se agruparão, o que gera grupos de exclusão e perseguição.

"Alunos mal vistos ou que não são bem relacionados, por inúmeros motivos, acabam sobrando e formando a famigerada 'panela lixo' ou são excluídos e têm que mendigar uma vaga entre os grupinhos já formados."


APOIO PSICOLÓGICO

Para Francisco Lotufo Neto, professor de psiquiatria indicado pela diretoria da FMUSP para falar sobre o assunto, as tentativas de suicídio estão relacionadas a uma soma de fatores.

"São jovens em amadurecimento, enfrentando a entrada numa profissão que tem contato com o sofrimento humano. É um curso difícil, que exige das pessoas. Também há a pressão pelo sucesso."
Em sua opinião, isso tudo leva a uma maior predisposição à depressão, que é mais prevalente entre os estudantes de medicina do que na população em geral.

Segundo ele, na comissão de graduação já existe um grupo que acompanha os alunos com dificuldades (por exemplo, que foram mal nas provas ou que têm faltado às aulas), mas que agora, após as tentativas de suicídio, foi criado um grupo de atendimento psicológico para atendimento individualizado.

Foi instituída também uma linha telefônica que funciona 24 horas para onde os alunos podem ligar em situações de emergência. "Fiquei como plantonista o fim de semana todo, mas ninguém ligou", diz Lotufo.

Sobre as queixas relativas à falta de tempo dos alunos, ele afirma que a nova grade curricular da medicina, implantada a partir de 2015, já prevê mais tempo livre aos alunos. "O atual quarto ano ainda segue a grade antiga."

Em relação às panelas, disse que já houve uma proposta da direção em adotar sorteios na formação dos grupos, mas que a maioria dos alunos foi contrária à ideia.




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Sinais de Alerta



Ilustração Carolina Daffara/Editoria de Arte/Folhapress















 
  • falar sobre querer morrer
  • procurar formas de se matar
  • falar sobre estar sem esperança ou sobre não ter propósito
  • falar sobre estar se sentindo preso ou sob dor insuportável
  • falar sobre ser um peso para os outros
  • aumento no uso de do álcool e drogas
  • agir de modo ansioso, agitado ou irresponsável
  • dormir muito ou pouco
  • se sentir isolado
  • demonstrar raiva ou falar sobre vingança
  • ter alterações de humor extremas
  • quanto mais sinais, maior pode ser o risco da pessoa





Ilustração Carolina Daffara/Editoria de Arte/Folhapress



O que fazer
  • não deixar a pessoa sozinha
  • tirar de perto armas de fogo, álcool, drogas ou objetos cortantes
  • ligar para canais de ajuda
  • levar a pessoa para uma assistência especializada 








Ilustração Carolina Daffara/Editoria de Arte/Folhapress



Alguns pontos de alerta para depressão em adolescentes:
  • Mudanças marcantes na personalidade ou nos hábitos
  • Piora do desempenho na escola, no trabalho e em outras atividades rotineiras
  • Afastamento da família e de amigos
  • Perda de interesse em atividades de que gostava
  • Descuido com a aparência
  • Perda ou ganho inusitado de peso
  • Comentários autodepreciativos persistentes
  • Pessimismo em relação ao futuro, desesperança
  • Disforia marcante (combinação de tristeza, irritabilidade e acessos de raiva)
  • Comentários sobre morte, sobre pessoas falecidas e interesse por essa temática
  • Doação de pertences que valorizava

Cerca de 90% das pessoas que morrem de suicídio possuíam transtornos mentais. Elas poderiam ser tratadas e acompanhadas


Mitos em relação ao suicídio

 
Se eu perguntar sobre suicídio, poderei induzir uma pessoa a isso
Questionar sobre ideias de suicídio, fazendo-o de modo sensato e franco, fortalece o vínculo com uma pessoa, que se sente acolhida e respeitada por alguém que se interessa pela extensão de seu sofrimento.
Ele está ameaçando o suicídio apenas para manipular...
Muitas pessoas que se matam dão previamente sinais verbais ou não verbais de sua intenção para amigos, familiares ou médicos. Ainda que em alguns casos possa haver um componente manipulativo, não se pode deixar de considerar a existência do risco de suicídio.
Quem quer se matar, se mata mesmo
Essa ideia pode conduzir ao imobilismo. Ao contrário dessa ideia, as pessoas que pensam em suicídio frequentemente estão ambivalentes entre viver ou morrer. Quando falamos em prevenção, não se trata de evitar todos os suicídios, mas sim os que podem ser evitados.
Veja se da próxima vez você se mata mesmo!
O comportamento suicida exerce um impacto emocional sobre nós, desencadeia sentimentos de franca hostilidade e rejeição. Isso nos impede de tomar a tentativa de suicídio como um marco a partir do qual podem se mobilizar forças para uma mudança de vida.
Uma vez suicida, sempre suicida!
A elevação do risco de suicídio costuma ser passageira e relacionada a algumas condições de vida. Embora a ideação suicida possa retornar em outros momentos, ela não é permanente. Pessoas que já tentaram o suicídio podem viver, e bem, uma longa vida. 


Telefones e sites de ajuda:

Centro de Valorização da Vida (CVV): 141
Também é possível entrar em contato e receber apoio emocional do CVV via internet, a partir de email, chat e Skype 24 horas por dia 

Fontes
American Foundation for Suicide Prevention; 
Centro de Valorização da Vida; 
"Comportamento suicida: vamos conversar sobre isso?", de Neury José Botega, membro-fundador da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suicídio; 
"Preventing Suicide: A Global Imperative", da Organização Mundial da Saúde