sexta-feira, 31 de julho de 2009

Influenza A


Reproduzo abaixo a nota pública divulgada pela ABRASCO - Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva que procura dar o tom apropriado a respeito das notícias que circulam sobre a infecção pelo H1N1.



Nota Pública sobre a Pandemia de Influenza A (H1N1)
A pandemia de Influenza A (H1N1), originada no México em abril de 2009, vem preocupando autoridades de Saúde Pública de todo o mundo. O Brasil, logo após a Organização Mundial da Saúde (OMS) notificar aos países membros a ocorrência de casos humanos desta Gripe vem adotando todas as medidas necessárias e indicadas ao controle desta emergência de Saúde Pública. Para tal instalou no Centro de Informações Estratégicas e Respostas em Vigilância em Saúde (CIEVS) do Ministério da Saúde um Gabinete Permanente composto por profissionais da área da saúde que, diu! turnamente, indicam e monitoram as ações que vêm sendo desenvolvidas. Alerta nacional foi dado tendo as Secretarias Estaduais de Saúde montado uma rede de vigilância ativa da doença que envolve centenas de Secretarias Municipais de Saúde. Equipes de triagem foram imediatamente implantadas em todos os aeroportos e portos internacionais e fronteiras terrestres, com orientação para os viajantes procedentes das áreas afetadas e pronto isolamento dos que apresentam sintomatologia compatível com esta Gripe. Informações diárias vêm sendo repassadas para a população por meio da mídia falada e escrita com transparência, de forma clara, simples e didática, incluindo a evolução clínica e epidemiológica dos casos suspeitos e confirmados, as recomendações indicada! s para proteção da população e as ! medidas que estão sendo adotadas pelo país. Dentre os cuidados indicados destacam-se: evitar contato direto com casos suspeitos, prováveis ou confirmados, evitar aglomerações em áreas/países com transmissão da doença e proceder à lavagem das mãos várias vezes ao dia. Além disso, sempre está alertando para a população não utilizar medicamentos sem orientação médica. Também foram divulgados telefones de contatos com a vigilância epidemiológica, nacional, estadual e local, e os sites, onde as informações estão sendo disponibilizadas (nacionais e internacionais). O medicamento específico contra o vírus H1N1está sendo adquirido com recursos públicos e distribuído para estados e municípios para ser utilizado de acordo com a indicação do médico assis! tente de cada caso, garantindo que só seja administrado quando de fato for necessário. Esta iniciativa visa garantir medicamento para todos os brasileiros que venham ser acometidos pela doença e evitar que o uso indevido e em larga escala do TAMIFLU seja responsável pelo desenvolvimento de resistência do H1N1 a esta droga, único antiviral que a OMS indica para tratamento desta doença.Toda a rede de serviços de saúde do país - pública (SUS), privada e conveniada - sob a orientação das equipes de dirigentes e técnicos do Ministério da Saúde está envidando esforços para atender os casos com sinais clínicos desta doença. As decisões e ações desenvolvidas estão sendo fundamentadas no conhecimento científico vigente e nos res! ultados das análises clínico-epidemiológi! cas dos dados, do Brasil e dos outros países afetados, que vêm sendo gerados no curso desta Pandemia. Fato favorável à adoção das medidas pertinentes tem sido a confiança e resposta dos brasileiros acometidos ou com suspeita da doença, que vêm aderindo às normas de isolamento e ao tratamento específico quando assim indicado. Assim, de modo equilibrado as autoridades de saúde do Brasil vêm cumprindo com responsabilidade e competência seu dever de contenção da pandemia, divulgação e democratização das informações para evitar pânico.Todos os cuidados e ações adotadas pelo setor saúde tem criado um clima de tranqüilidade e o uso racional, sob firmes bases científicas, das estratégias e ! instrumentos disponíveis para contenção da epidemia e atenção á saúde a quem necessita. Um dos resultados deste trabalho, considerado altamente positivo pela OPAS/OMS e sociedades científicas do país, é que o Brasil conseguiu retardar a circulação autóctone do vírus H1N1 no seu território por quase quatro meses. Quando esta se estabeleceu, em função da pressão da intensa circulação nos países vizinhos, de pronto divulgou e adequou as medidas necessárias a esta nova situação epidemiológica.Face ao exposto foi grande a preocupação da ABRASCO ao tomar conhecimento das notícias recentemente veiculadas que exibem matérias intempestivas e alarmistas, as quais, sem base-técnico científica adequada, anunciaram que ! o país terá de 35 a 65 milhões de casos d! a Gripe a H1N1. Este tipo de notícia traz conseqüências desastrosas para a população brasileira, pois, ao criar pânico, incertezas e inseguranças na sociedade prejudicam o trabalho dos profissionais e autoridades e não contribuem para o controle da doença. Todavia, dificultam sobremaneira o desenvolvimento de ações que efetivamente evitam casos, reduzem o tempo de doença e salvam vidas. Ademais, estimulam a promulgação de exigências de instâncias judiciais, as quais nem sempre se coadunam com reais indicações técnicas e muitas vezes são dirigidas ao atendimento de “predições” sem fundamento científico.Neste sentido, a ABRASCO consciente do seu papel enquanto sociedade científica em esclarecer e divulgar opiniões e discussões que venham a contri! buir para a redução de problemas de saúde que afetam nossa população, repudia veementemente atitudes alarmistas sem fundamento técnico-científico e conclama a sociedade brasileira para, com serenidade, continuar adotando as medidas preconizadas pelas autoridades de Saúde Pública, nacionais e internacionais, que comprovadamente podem vir a reduzir a carga de doença oriunda desta pandemia.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Cotas nas Universidades públicas

Aluno ganha matrícula na justiça em BH

Candidato não-classificado em vestibular da UFMG devido a cotas estuda há 2 anos amparado por liminar.
Assista ao vídeo com a reportagem no endereço abaixo:
A questão de cotas na universidade é controversa e recentemente foram aprovadas cotas sociais na UEM.
Contribua para o debate deixando o seu comentário. Lembro que comentários anônimos podem ser aceitos (não são estimulados) mas posturas agressivas ou ofensivas, não.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Aulas Expositivas

Keeping Students Thinking in Lectures

Derek Bok
Center for Teaching and Learning, Harvard Univ
.
When students engage actively with material, they generally understand it better and remember it longer. Student participation often results in covering less material during a semester. Yet it also can mean that students learn more information than when the material is simply "covered" because they actively use it and have more chances to clear up confusion. Large numbers of students in class do not preclude interaction. The following techniques to open up lectures to student participation have been used in classes of up to 1200 students, as well as with smaller groups.
Begin the course or the lecture with a question or questions that help you to understand what students are thinking: "What are some of the differences between clinical medicine and public health?" "What would be a feminist perspective on contraceptive research?" "What are some examples of marginalized populations?"
To introduce new topics and find out students' assumptions, ask students to jot down answers to some questions on their own and then combine answers in a small group. Examples from a pre-course survey: "List up to 10 major environmental disasters. Name up to 10 health disorders in which environmental agents are causative; list the 10 etiologic agents. Identify the kinds of data needed to characterize an environmental health hazard."
When a student asks a question, instead of answering it yourself, ask for an answer from other members of the class.
Ask questions throughout the lecture, so that the lecture becomes more of a conversation. Asking students to raise their hands (for example, "What is the direction of the data: increasing? decreasing?") is easier than asking them to speak. Questions with surprising answers can engage students' interest (for example, "What is the probability that two people in this room have the same birthday?"). Generally, questions are more evocative if you are not looking for one right answer. The most fruitful questions are thought-provoking and, often, counterintuitive.
Pause in the lecture after making a major point. Show students a multiple-choice question based on the material you have been talking about. Ask students to vote on the right answer, and then to turn to their neighbors to persuade them of the answer within the space of two minutes. When time is up, ask them to vote a second time. Usually far more students arrive at the correct answer when voting the second time.
Stop the lecture and ask students to write for one or two minutes in response to a particular question. Then ask them to discuss their answers with their neighbor. The writing will give everyone a chance to think about and articulate a response, and may enable broader participation.
Allow time for questions at the end of the lecture. Ask if students would like to have a point clarified.
End the lecture with a provocative question. If you have TAs, ask them to begin their sections with a discussion of that problem or issue.
Do a one-minute paper at the end of class. In this exercise, students write down what they consider (a) the main point of the class and (b) the main question they still have as they leave. Collect and read these unsigned papers. You can use some of these questions to begin the next lecture. This technique encourages students to listen more carefully, to review their notes, and to think about the lecture before running to their next class.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Uniformização das denominações das graduações em saúde

MEC mudará nomes de graduações da área de saúde

UOL Educação

O MEC (Ministério da Educação) inicia nesta quarta-feira (15) a consulta pública para a mudança da nomenclatura de graduações de ciências biológicas e da área de saúde. A proposta é reduzir para 14 nomes as atuais 40 denominações. A sociedade poderá enviar sugestões e propostas de mudança até o dia 14 de agosto.


Segundo o diretor de regulação e supervisão da Sesu (Secretaria de Educação Superior), Paulo Wollinger, o objetivo é sistematizar as nomenclaturas que, muitas vezes, são digitadas erradas ou têm nomes adicionais: "o MEC não pretende acabar com cursos, mas agrupá-los em um mesmo perfil formativo, com o nome mais consensual no meio acadêmico", explica.

As novas denominações só valerão para turmas que iniciarem a partir de 1º de janeiro 2010. Alunos que já ingressaram em cursos com nome atualizado receberão diploma com a nomenclatura atual e quem já se formou permanecerá com o mesmo diploma. As instituições de educação superior terão um prazo para fazer a transição, que termina no próximo ciclo avaliativo do Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior) de cada uma.

Na nova nomenclatura, o curso de "análises clínicas e toxicológicas" passará a se chamar "farmácia"; o de "ciências da atividade física e do esporte" virará "educação física"; e o de "saúde animal" será chamado de "medicina veterinária".

Depois da consulta pública, uma comissão de especialistas se reunirá para fazer as devidas modificações nos referenciais dos cursos das áreas de saúde. A versão final do documento, que facilita a elaboração de projetos pedagógicos e dá orientações sobre os cursos, estará disponível em novembro.

Neste ano, a primeira área a ter os nomes atualizados foi a da engenharia, que ainda terá consulta pública até o dia 31 de julho.

A atualização das nomenclaturas será feita anualmente, para o caso de surgirem novos cursos, de caráter definitivo ou experimental. Em 2010, por exemplo, haverá uma nova consulta pública entre agosto e setembro, para a revisão dos referenciais de todos os cursos.

Para ver a lista proposta de novas denominações, clique aqui.

sábado, 11 de julho de 2009

Revalidação de diplomas estrangeiros

Faculdade de Medicina da UnB suspende revalidação
de diplomas estrangeiros



Fonte: UnB Agência - 02/07/2009



Está suspensa a revalidação de diplomas estrangeiros na Faculdade de Medicina da UnB. A secretaria da unidade receberia os documentos a partir de hoje, 1º de julho, contudo a direção cancelou o processo para se adaptar às regras do MEC. O Conselho Nacional de Educação alterou a resolução nº 1/2002 sobre as normas de revalidação dos diplomas em 2007 e o diretor da Faculdade, Paulo César de Jesus, alega não ter condições de cumprir a lei.

“Estamos suspendendo o processo por tempo indeterminado para nos adequarmos às regras”, afirmou Paulo César de Jesus. Entre as mudanças feitas em 2007, estão a retirada do Artigo 10º - em que cada universidade fazia sua resolução sobre o processo – e a oferta de disciplinas complementares para os candidatos reprovados.

“Não temos condições de receber mais estudantes em disciplinas. Medicina é um dos cursos mais concorridos da UnB, chega a 80 candidatos por vaga. É justo um brasileiro ter que passar por esse filtro e os estrangeiros ingressarem dessa maneira?”, questiona o diretor.

Em 2002, a Faculdade de Medicina recebeu 140 processos de revalidação de diplomas estrangeiros, maior parte de profissionais formados em Cuba e na Bolívia. Um ano depois, a unidade aprovou uma resolução limitando a 20 o número de processos por ano. Em 2008, apenas seis candidatos pediram revalidação de diploma.

A redução deve-se, principalmente, ao baixo número de aprovações. Em média, de cada dez candidatos apenas dois são aprovados. Eles fazem as provas de residência aplicadas aos recém-formados brasileiros. “Falam de corporativismo, mas na verdade o que temos mesmo é seriedade no assunto. Revalidação de diplomas na área de saúde envolve diretamente risco de morte”, defendeu Paulo César.

Como a resolução pede complementação de estudos aos candidatos reprovados, Paulo César de Jesus teme ter que elaborar uma prova por área para avaliar os candidatos. “Isso dificulta muito o processo”, disse.

A decana de Ensino de Graduação da UnB, Márcia Abrahão, disse que a orientação encaminhada a todos os institutos e faculdades da UnB é para o cumprimento da resolução. “A universidade é obrigada a cumprir e, ao mesmo tempo, vamos trabalhar para não onerar as unidades acadêmicas”. Segundo ela, a Faculdade de Medicina manifestou ser inviável realizar o processo este ano, mas trabalhará para se ajustar às novas regras.

Até o momento, nenhum outro departamento informou que não abriria o processo. Sem aviso prévio, a decisão da Faculdade de Medicina fez com que muitos candidatos que aguardavam por dar início ao processo voltassem para casa. Pelo menos cinco foram pela manhã à Secretaria de Administração Acadêmica (SAA) da UnB com os documentos em mãos.

Os ministérios da Educação, da Saúde e de Relações Exteriores, criaram um grupo de trabalho em fevereiro deste ano para viabilizar uma prova nacional de revalidação de diplomas de médicos formados em Cuba. Paulo César de Jesus defende que a proposta seja ampliada a todos os países.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

A Família e a Educação infantil




"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...

Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

Influenza A (H1N1)

CVSP oferece curso gratuito sobre Influenza A (H1N1)

A OPAS, através do Campus Virtual de Saúde Pública (CVSP), coloca disponível um 'Curso sobre a Influenza A (H1N1)' (em espanhol). É um programa que pode ser utilizado individualmente ou por equipes de saúde de todos os níveis de atenção em todos os países da região das Américas.
O número de unidades de aprendizagem e sua ordem, podem ser definidos pelos usuários de acordo com suas necessidades. É um bem público para os países. O objetivo do curso é melhorar os conhecimentos e capacidades dos trabalhadores de saúde frente a epidemia de Influenza A para limitar sua transmissão e reduzir seu impacto. O link para o curso encontra-se no Campus Virtual do Brasil, uma iniciativa da OPAS, onde a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca coordena o Nodo Brasil, e conta com a parceria da rede de Escolas e Centros formadores em Saúde Pública.
Influenza A: acompanhe informações diretamente das ferramentas de internet do Ministério da Saúde
A mobilização criada no combate ao vírus da Influenza A - doença respiratória aguda (gripe) causada pelo vírus A (H1N1) -, conta também com forte aparato na guerra de informações, tendo como campo de batalha a internet. O Ministério da Saúde monitora diversos sites, blogs e fóruns com o objetivo de manter informada a população da melhor forma possível. Acompanhe aqui as informações sobre a Influenza A diretamente do Portal Saúde, do Ministério da Saúde.
Na página especial do Ministério da Saúde sobre a Influenza A, estão disponíveis informes técnicos, as recomendações feitas pelo MS, notas divulgadas à imprensa, o 'Plano brasileiro para enfrentamento de pandemia de Influenza', além de áudios de entrevistas coletivas com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, do secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Gerson Penna, e do diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, José Agenor Álvares. O Ministério da Saúde colocou no ar ainda uma série de vídeos de capacitação para explicar melhor a doença e uma listagem dos Hospitais de Referência para atendimento.
Influenza A no Twitter
Uma das ferramentas utilizadas pelos funcionários do Ministério da Saúde é o Twitter. O canal do Ministério da Saúde (http://twitter.com/msinfluenzaa) já teve 300 inserções. Internautas também ajudam a divulgar informações, como os sintomas que ajudam no diagnóstico da gripe suína e sobre o Tamiflu, antiviral que combate os vírus da Influenza A e B, que teve todo o estoque preservado pelo governo federal.
É a primeira vez que o Ministério da Saúde se articula para combater a desinformação sobre uma doença numa ação dessa magnitude. Em agosto do ano passado, chegou a agir contra um e-mail apócrifo durante a vacinação da rubéola. Os internautas que divulgaram a informação foram localizados. Ontem, o ministério informou que monitora 38 casos suspeitos da gripe suína no país. Até agora, foram 8 casos confirmados.
Influenza A no Informe ENSP
A Influenza A também tem sido tema de diversas atividades científicas na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. Uma delas foi a abertura da Jornada de Iniciação Científica 2009 com o epidemiologista e pesquisador do Instituto de Estudos de Saúde Coletiva (Iesc/UFRJ), Roberto Medronho, que, em entrevista exclusiva ao Informe ENSP, explicou melhor o que é a Influenza A.
Mais informações sobre a Influenza A podem ser obtidas nos endereços:
Agência Fiocruz de Notícias: www.fiocruz.br/ccs
Organização Pan-americana de Saúde (em espanhol): http://new.paho.org/hq/index.php?lang=es
Organização Mundial da Saúde (em inglês): http://www.who.int/csr/disease/swineflu/en/index.html

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Prevenção de acidentes na infância

Apesar de não ser tão frequente quanto os acidentes domésticos (p.ex., a ingestão de produtos químicos e as quedas) e os acidentes ligados ao trânsito (p.ex, o não-uso do cinto de segurança e dos assentos específicos), vale a lembrança dos acidentes com vidros elétricos.
Prestem atenção nas simulações mostradas no vídeo.
Qual a sua opinião: os acidentes na infância têm sido abordados adequadamente na formação dos profissionais da saúde?

video

sábado, 4 de julho de 2009

Ensaios randomizados em periódicos chineses

Randomized trials published in some Chinese journals: how many are randomized?

Taixiang Wu, Youping Li , Zhaoxiang Bian , Guanjian Liu and David Moher

Trials 2009, 10:46doi:10.1186/1745-6215-10-46

Background


The approximately 1100 medical journals now active in China are publishing a rapidly increasing number of research reports, including many studies identified by their authors as randomized controlled trials. It has been noticed that these reports mostly present positive results, and their quality and authenticity have consequently been called into question. We investigated the adequacy of randomization of clinical trials published in recent years in China to determine how many of them met acceptable standards for allocating participants to treatment groups.

Methods

The China National Knowledge Infrastructure electronic database was searched for reports of randomized controlled trials on 20 common diseases published from January 1994 to June 2005. From this sample, a subset of trials that appeared to have used randomization methods was selected. Twenty-one investigators trained in the relevant knowledge, communication skills and quality control issues interviewed the original authors of these trials about the participant randomization methods and related quality-control features of their trials.

Results

From an initial sample of 37,313 articles identified in the China National Knowledge Infrastructure database, we found 3137 apparent randomized controlled trials. Of these, 1452 were studies of conventional medicine (published in 411 journals) and 1685 were studies of traditional Chinese medicine (published in 352 journals). Interviews with the authors of 2235 of these reports revealed that only 207 studies adhered to accepted methodology for randomization and could on those grounds be deemed authentic randomized controlled trials (6.8%, 95% confidence interval 5.9-7.7). There was no statistically significant difference in the rate of authenticity between randomized controlled trials of traditional interventions and those of conventional interventions. Randomized controlled trials conducted at hospitals affiliated to medical universities were more likely to be authentic than trials conducted at level 3 and level 2 hospitals (relative risk 1.58, 95% confidence interval 1.18-2.13, and relative risk 14.42, 95% confidence interval 9.40-22.10, respectively). The likelihood of authenticity was higher in level 3 hospitals than in level 2 hospitals (relative risk 9.32, 95% confidence interval 5.83-14.89). All randomized controlled trials of pre-market drug clinical trial were authentic by our criteria. Of the trials conducted at university-affiliated hospitals, 56.3% were authentic (95% confidence interval 32.0-81.0).

Conclusion

Most reports of randomized controlled trials published in Chinese journals lacked an adequate description of randomization. Similarly, most so called 'randomized controlled trials' were not real randomized controlled trials owing toa lack of adequate understanding on the part of the authors of rigorous clinical trial design. All randomized controlled trials of pre-market drug clinical trial included in this research were authentic. Randomized controlled trials conducted by authors in high level hospitals, especially in hospitals affiliated to medical universities had a higher rate of authenticity. That so many non- randomized controlled trials were published as randomized controlled trials reflected the fact that peer review needs to be improved and a good practice guide for peer review including how to identify the authenticity of the study urgently needs to be developed.

Para acessar a versão provisória deste artigo, clique em http://www.trialsjournal.com/content/pdf/1745-6215-10-46.pdf

quinta-feira, 2 de julho de 2009

100 Anos de Doença de Chagas

Chagas: one hundred years later

This April marked the 100th anniversary of Carlos Chagas’s discovery of a new disease. Yet most people in need still lack access to diagnosis and treatment.

Claudia Jurberg

Bulletin of World Health Organization Volume 87, Number 7, July 2009, 485-564

Her name is Maria Luiza Alves Ferreira and she was born on a cattle farm in Minas Gerais, south-eastern Brazil in 1949. She had nine siblings at the outset. And then there were three. “I lost six brothers to Chagas disease,” she says matter-of-factly. “They all died in a short period of time.” What killed them was a parasite carried by a blood sucking insect, the reduviid bug. Forty years before Maria Luiza was born, Brazilian physician Carlos Ribeiro Justiniano das Chagas, who had been brought up on a farm just like hers, had identified the parasite and what it did.

Chagas stands alone in the annals of tropical medicine as the only researcher ever to describe a new infectious disease in all its aspects, from the causal pathogen, the vector – the blood-sucking triatomine bug that transmits it – and the parasite’s life-cycle with its natural reservoirs to a description of the disease itself. In 1908, he discovered the parasite and then, in the following year, while observing blood samples from a two-year-old girl, he identified the pathogen infecting her as the same flagellate protozoan. This parasite, he found, was carried in the gut of a bug known in the Americas by several names, notably ‘the barber’ and ‘the kissing bug’ because it bites the face of its sleeping victims.

Carlos Ribeiro Justiniano das Chagas
Courtesy of the Oswaldo Cruz Institute
Carlos Ribeiro Justiniano das Chagas

Chagas mistakenly thought that the triatomine bug’s bite was the main route of infection. Transmission, in fact, occurs via the insect’s faeces, as the bugs defecate on a person’s skin while feeding on their blood. But his achievement still stands. Identifying the pathogen as a new species of Trypanosoma, he named it Trypanosoma cruzi, abbreviated to T. cruzi, after Oswaldo Cruz, the great Brazilian scientist – his mentor and boss. “The discovery caused a considerable stir in the Brazilian scientific community,” says historian Simone Kropf of the Oswaldo Cruz Foundation, noting that the National Academy of Medicine took the unprecedented step of creating a new membership position to invite Chagas into its ranks in 1910.

Usually, people who have been bitten become infected when the triatomine bug’s faeces enter the insect bite, or when they rub their eyes or through breaks or cuts in the skin. But T. cruzi can also be transmitted through blood transfusions, contaminated food and drink, congenitally – when babies are born to infected mothers – and even through organ transplants. The acute phase of the disease lasts around two months and is usually asymptomatic. That is followed by the chronic phase that will last a lifetime without treatment. Some 30% of cases can lead to heart disease, while 5–10% of cases take on a digestive or mixed form, combining heart and digestive problems.

“While Brazil’s scientific community celebrated Chagas’s achievement, they were also forced to take stock of the precarious sanitary and living conditions experienced by many of their countrymen in rural areas,” says Kropf, who notes that the disease was and still is closely associated with poverty. According to the Pan American Health Organization, WHO’s regional office in the Americas, most people affected by Chagas today come from low-income groups living in poorly constructed houses. In their natural state, the bugs that transmit the parasite live in palm trees and rock crevices, but some have adapted to life in human dwellings, typically hiding during the day in the cracked walls of mud or mud-brick houses, and coming out at night to feed.

It is estimated that about 10 million people are infected with Chagas in the Americas, 2 million of them in Brazil alone. More than 10 000 die each year as a result. Because Chagas disease affects mainly poor people in developing countries, little has been invested in diagnostics and treatment – despite intensive research on the disease. But in the last few years several research projects have taken up the challenge.

The Special Programme for Research and Training in Tropical Diseases, which is sponsored by WHO and other United Nations agencies, is supporting three projects involving new drug and diagnostics development for Chagas. One is a clinical trial in collaboration with the Canadian Institutes of Health Research to examine the role of trypanocidal treatment in individuals in the chronic phase of asymptomatic Chagas.

Other research is going on, including projects in Argentina, Brazil, Canada, Colombia, France and the United States [of America], some of this supported by the Drugs for Neglected Diseases initiative. There is also a T. cruzi genome project run by the Seattle Biomedical Research Institute in the USA and the Karolinska Institute in Sweden.

José Rodrigues Coura, a researcher at the Oswaldo Cruz Institute in Rio de Janeiro, Brazil.
Courtesy of José Rodrigues Coura
José Rodrigues Coura, a researcher at the Oswaldo Cruz Institute in Rio de Janeiro, Brazil.

“It is a disgrace that we have known about Chagas for 100 years and yet most people in need still do not have access to diagnosis and treatment,” says Dr Pedro Albajar Vinas, a technical officer from the department of Neglected Tropical Diseases at the World Health Organization (WHO) in Geneva. “But with renewed commitment from countries in the Americas, Europe and the Western Pacific, we hope this will change.”

Countries most affected by the disease are working together to control Chagas in other ways too, notably with intergovernmental initiatives. The Southern Cone Initiative is one; launched in 1991, it brings together the ministers of health of Argentina, the Plurinational State of Bolivia, Brazil, Chile, Paraguay and Uruguay. Since then, Argentina, Brazil, Chile and Uruguay have made considerable progress in reducing transmission of the disease. João Carlos Pinto Dias, a researcher from the René Rachou Institute in the Brazilian city of Minas Gerais, says that vectoral and transfusion transmission of Chagas disease in large areas of the country has been dramatically reduced. “The incidence of new cases reported annually was 100 000 per year in the 1970s. Today, the country sees around 100 to 150 cases per year and most of those are the result of oral transmission in the Amazon region,” he says, adding; “But we cannot forget the millions of chronic cases, they are still a challenge.”

WHO’s Member States committed themselves to halting transmission of Chagas by 2010 in a resolution at the World Health Assembly in 1998 – a goal they will not achieve. The challenges are great. T. cruzi is a moving target and does not limit itself to triatomine bugs but has multiple animal reservoirs. Moreover, as habitats change so do the parasite’s opportunities for colonization. André Luiz Rodrigues Roque, a researcher who with his colleagues has set up mobile laboratories in the Brazilian states of Santa Catarina, Tocantins, Pará and Ceará, spends a good deal of time investigating outbreaks in the field. He has observed that deforestation and a reduction of fauna diversity can lead to animals with high T. cruzi parasite loads in their blood. “The Amazon region is a mosaic,” Roque says. “This means we cannot take only one action to fight the disease, because there are different habitats and different epidemiological profiles.”

In recent years rapid jet travel and migration of populations has led to the importation of Chagas into countries outside Latin America, including Australia, Canada, France, Germany, Italy, Japan, Spain and the USA.

Researcher André Luiz Rodrigues Roque (front right) and his colleagues working at a mobile laboratory that investigates outbreaks of Chagas in the field.
José Pantoja
Researcher André Luiz Rodrigues Roque (front right) and his colleagues working at a mobile laboratory that investigates outbreaks of Chagas in the field.

For José Rodrigues Coura, a researcher at the Oswaldo Cruz Institute in Rio de Janeiro, nothing less than “constant vigilance” is needed to deal with Chagas disease – a relentless attack on all fronts including: vector control, in so far as this is possible; housing improvement; the provision of comprehensive and accessible medical care; blood-screening programmes, and the treatment of already infected individuals. “It is a disease that occurred for thousands of years and it will occur for another thousand,” says Coura. While eradication cannot be considered, there is hope for halting transmission.

After all, the past 40 years or so have seen significant progress, and there are now some promising developments in terms of new diagnostics and treatment. WHO’s Albajar Vinas is looking forward to 2010, when countries are set to re-affirm their commitment to controlling Chagas in a resolution at the World Health Assembly. The resolution, originally scheduled for this year’s assembly, was postponed until next year. “We have a better understanding of how to treat and manage Chagas disease. We know that using the present tools we can control the disease in most places in the world,” he says. “We need this commitment to maximize the use of the tools we already have.” ■

Fim de disciplinas no ensino médio

Conselho de Educação aprova fim de disciplinas no ensino médio; cem escolas devem implantar
UOL Educação

O CNE (Conselho Nacional de Educação) aprovou nesta terça-feira (30), em Brasília, a proposta do MEC (Ministério da Educação) de apoiar currículos inovadores para o ensino médio. Pelo projeto, será possível lecionar os conteúdos de maneira interdisciplinar, sem que sejam divididos nas tradicionais disciplinas como história, matemática ou química. O aluno também terá condições de escolher parte de sua grade de estudos.

O que você acha da ideia?

Valorização da leitura será peça chave do novo ensino médio
Estudantes animam-se com flexibilização do ensino médio

partir de 2010, cerca de cem escolas deverão receber financiamento da pasta para implantar mudanças curriculares com o objetivo de tornar a etapa de estudos mais atraente."Esperamos que essa proposta seja acompanhada e avaliada e possa se tornar uma política universal", disse a secretária de educação básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda. De acordo com ela, a intenção é que o programa seja estendido e que todas as escolas que oferecem ensino médio possam adotar as mudanças curriculares. "Nossa intenção não é ter escolas modelos, mas que todas possam oferecer ensino de mais qualidade", disse o coordenador-geral do ensino médio da Secretaria de Educação Básica, Carlos Artexes Simões.
Como funciona a ideiaPela proposta, o ministério financiará projetos de escolas públicas que privilegiem, entre outras mudanças, um currículo interdisciplinar e flexível para o ensino médio. A intenção é que a atual estrutura curricular - organizada em disciplinas - seja substituída pela organização dos conteúdos em quatro eixos: trabalho, ciência, tecnologia e cultura, para que os conteúdos ensinados ganhem maior relação com o cotidiano e façam mais sentido para os alunos. Outra mudança a ser estimulada é a flexibilidade do currículo: 20% da grade curricular deve ser escolhida pelo estudante.O texto prevê o aumento da carga horária mínima do ensino médio - de 2,4 mil horas anuais para 3 mil - além do foco na leitura, que deve passar por todos os campos do conhecimento. A proposta estimula experiências com a participação social dos alunos e o desenvolvimento de atividades culturais, esportivas e de preparação para o mundo do trabalho.Segundo Artexes, a partir das recomendações do CNE à proposta, o ministério terá condições de organizar o programa e apresentá-lo aos estados e ao Distrito Federal. "Nos próximos 40 dias, o ministério definirá o volume de recursos disponível para o programa e a forma de financiamento, se diretamente à escola ou se por meio de convênio com as secretarias estaduais", afirmou.

* Com informações da Assessoria de Imprensa do MEC