quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Determinantes Sociais da Saúde



Síntese de Indicadores Sociais reforça distância da saúde brasileira dos Objetivos do Milênio

*Bruno C. Dias

Apesar de avançar na redução da mortalidade na infância, o Brasil ainda encontra-se distante de alcançar as metas traçadas pelas Organização das Nações Unidas no documento Objetivos do Milênio (ODM). Essa constatação pode ser aferida pela análise da Síntese de Indicadores Sociais de 2013 (SIS 2013), divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de  Geografia e Estatística (IBGE) e que condensa dados de diversas fontes entre os anos de 2010 e 2012.



No capítulo dedicado à saúde, o Instituto destaca as marcas nacionais em relação a três metas dos ODM. Entre elas, a mais próxima de o Brasil alcançar até 2015 é a redução da mortalidade infantil. De 2000 a 2010, houve diminuição de 14 pontos percentuais na taxa de mortalidade de crianças menores de 5 anos, passando de 32,8 para 18,6 por mil nascidos vivos. O índice do ODM 4 é de 17,9 por mil nascidos vivos.

Apesar da redução, as regiões Norte e Nordeste ainda encontram-se acima da taxa de 20 mortes por mil nascimentos, com índices em 25,0 e 22,1, respectivamente. O Centro-Oeste iguala a marca nacional e as regiões Sul e Sudeste apresentam taxas inferiores à média, com 13,5 e 15,5, respectivamente. As afecções perinatais são a principal causa da mortalidade, com 59,4% do total de 39.870 das mortes notificadas em 2010.

Em relação à mortalidade materna, apesar da expressiva queda de 51% entre 1990 e 2010, a marca nacional alcançada é de 68,2 mortes para 100 mil nascidos vivos. Essa taxa é quase o dobro do proposto pelo ODM 5, que trabalha com a perspectiva de 35 óbitos por 100 mil nascidos vivos.

O combate às epidemias globais, como a Aids, conhecido como ODM 6, não traz metas específicas e indica a redução da propagação das doenças e reversão do avanço. Entre 1997 e 2010, os casos de infecção pelo vírus do HIV mantiveram-se estáveis, variando de 17,1 a 17,9 por 100 mil habitantes, com queda também no coeficente da mortalidade: de 7,6 óbitos por 100 mil para 6,4 no mesmo período.

No entanto, o estudo aponta a manutenção da tendência de crescimento das taxas em quatro das cinco regiões nacionais, chegando à marca de 28,8 casos em 100 mil habitantes na região Sul e 20,6 casos por 100 mil habitantes na região Norte. A única que apresentou queda foi a Sudeste, de 26,3 para 17,6 casos por 100 mil habitantes no período de 1997 a 2010.

Outros dados: O SIS 2013 traz ainda índices relacionados à internações por saneamento ambiental inadequado,  100 mil habitantes) e transmitidas por inseto vetor (54,0 casos por 100 mil habitantes); a discrepância entre mortes por agressão entre pessoas de pela negra ou parda e pela branca, chegando a 43,9 pontos percentuais na faixa dos 15 a 29 anos; taxas de mortalidade das doenças crônicas não transmissíveis e a diferença de gastos entre os 10% mais ricos e os 40% mais pobres com assistência médica. O estudo completo pode ser acessado aqui.



*Bruno C. Dias é jornalista da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).

Fonte(s): Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco)

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Atenção primária em Saúde Mental



Projeto Caminhos do Cuidado

Projeto Caminhos do Cuidado vai capacitar trabalhadores em saúde de todo o país no atendimento aos usuários de crack e outras drogas


Num projeto que envolve  as instituições Fiocruz (RJ), o Grupo Hospitalar Conceição (RS)e a Rede de Escolas Técnicas do SUS, o Ministério da Saúde vai oferecer, em 2013 e 2014, cursos de formação para a totalidade dos agentes comunitários de saúde distribuídos por todos os estados e regiões do país.


Além desse público de agentes comunitários, o projeto vai abranger ainda um auxiliar ou técnico de enfermagem por cada equipe de saúde da família, perfazendo um total de 290.760 trabalhadores em saúde, que estarão recebendo informações sobre os melhores procedimentos e as práticas mais eficientes para o atendimento aos usuários de drogas, visando sempre a redução de danos.


O Projeto “Caminhos do Cuidado” se configura na ‘Formação de agentes comunitários de saúde, auxiliares e técnicos de enfermagem da saúde da família – saúde mental ênfase em crack, álcool e outras drogas’ visando melhorar a atenção ao usuário e seus familiares, por meio da formação e qualificação dos profissionais da Rede de Atenção Básica à Saúde.


Esta ação se insere no eixo do Cuidado do plano integrado de combate às drogas ‘Crack, é Possível Vencer’, sob responsabilidade do Ministério da Saúde e coordenação da Casa Civil.”


Veja abaixo um vídeo do lançamento nacional do projeto nos 6 estados-piloto: Acre, Distrito Federal, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Aprendizado em Rede



Why Learning Through Social Networks Is The Future

vancouverfilmschool-learningthroughnetworks 

Paul Moss, edmerger.com

Students Need Professional Learning Networks, Too

Learning to create, manage and promote a professional learning network (PLN) will soon become, if it’s not already, one of the most necessary and sought after skills for a global citizen, and as such, must become a prominent feature of any school curriculum.

Few progressive educationalists would argue that a personal learning network (PLN) is not incredibly valuable and important. Passionate advocates including Murray, Whitby, and Sheninger lead with clarity in such discussions. The wealth of professional development that stems from such a network is quickly defining it as an essential tool for teachers, and will, I believe, replace organised costly professional development undertaken by organisations.

However presently, few discussions and promotions of PLN’s venture further than lauding specific benefits for teachers. But why just teachers, and not students? Could students benefit from a network of learners? Considering the importance of exams in determining futures, it seems that professional development for students not only has unbounded potential, but must be taught as a matter of urgency.

Establishing a PLN seems simple enough on the surface, but to do it successfully and optimize its potential contains within in it a challenging and vigorous set of learning opportunities. Curating, managing, and promoting a PLN develops critical, creative, 21st century, and an increasingly important set of socio-emotional capabilities. Integration into modern curriculums would be seamless. Of course the best way to teach is to show, not tell, so here is a list, but by no means a definitive list, of the skills that are learned:

learning-through-networks-sized

1. Curating (Ideas & Community)

To curate or not to curate – that is actually not the question. The question is how good are you at it. In a world where information is amassing exponentially on the internet, becoming skillful at filtering and selecting appropriate information will become imperative, and much sooner than we think.

The trend is irrefutable (Rosenbaum), and can facilitate reaching political disruption as Twitter founder Evan Williams notes. Some education companies are emerging (Learni.st, Knodium) who understand the context, but exponents agree that successful curators are those who are able to:

  • Understand a rubric and what texts represent it.
  • Filter information to suit purpose.
  • Evaluate content from the Internet and justify suitability/relevance.
  • Succinctly describe and label choice of texts.
  • Defend choices against criticisms from peers.
  • Be creative in choice of content. Understanding an audience and curating content that will suit it, including considering context, use of humour, use of suitable language.

2. Managing (Networks & Information)

Successful managers are those who are able to:
  • Decide on choice of application to aggregate content by ‘shopping around’, scan, browse the web, and listen to peers etc. to ascertain the best solution.
  • Manage time in viewing and responding to posts (come on you Twitter lovers, you know social media can be addictive).
  • Choose who to follow, and how to judge whether they should follow someone who is following them.
  • How to deal with inappropriate posts and uploads and comments, both physically and emotionally.

3. Socializing (Thinking & Interaction) 

This develops a range of enterprise skills, beginning with knowledge of creating a theme or mood or personal brand. Successful promoters are those who are able to:

  • Know their audience – who is going to provide them with relevant resources, and who is going to connect them to others who have quality resources
  • Know how to attract quality members/teachers to their network. What mood needs to be created, and is it consistent over their posts and uploads?
  • Know the importance of posting good quality content.
  • Know how to post to specific people, and understand specific contact’s style and tone
  • Negotiate meta-language of applications, and utilize specific functions to generate more exposure, including using tags effectively.
  • Know when to post – timing (time zones, time of day in terms of mood etc).
  • Persevere – patience in creating contacts, and hanging in there when people don’t respond
  • Follow social media etiquette – what’s cool and what’s not.
  • Post for learning and not popularity
  • Reflect on the potential of the network, in terms of immediate learning and entrepreneurial opportunities.
  • Honoring spirit of digital citizenship

Learning Through Networks

The advantages of learning of such skills are clear, but there is one ultimate perk. The creation of an independent learner, a learner who can adapt to changing contexts by engaging their network, a learner who can confidently navigate through the jungle of the Internet. But let’s not make students wait while teachers themselves come to terms with the power of the PLN. Students already have a very solid prior knowledge of the power and functionality of networks. They enthusiastically engage with them everyday for social and entertainment purposes. The skilled teacher is the one who can take that prior knowledge and enthusiasm and teach students to leverage it to their learning advantage.

Networking is not just a trend, a fad that will die out soon enough. The success of Facebook, Twitter and LinkedIn is not simply a result of cool fashionable technology. Dawson suggests networking is actually very intuitive, and his analogy of it as an organic breathing entity is useful. Indeed, all nature is organised in such a fashion, from DNA and cell functionality to chemistry to successful social interaction. Many things benefit from not being in isolation.

Defoe’s Robinson Crusoe was a warning, not just a story. Let’s not let students leave school in isolation, with only Friday on their minds. Let’s ensure they are well connected, independent, and empowered to learn anywhere, anytime.


Paul Moss has a Masters Degree in Education specializing in integrating technology into the curriculum, and student motivation, and has spent 10 years teaching across the world in Australia, Spain, and the UK. Paul is a passionate advocate of student voice and increasing opportunities for independent learning, and is gaining reputation as a pedagogy watchdog. Paul is the CEO of EDmerger. Paul is the proud father of 3 daughters. Follow Paul on twitter @edmerger, and on Tumblr at paulgmoss.tumblr.com; Image attribution flickr user vancouverfilmschool; Why Learning Through Social Networks Is The Future

Autopoiese e conhecimento



A 40 años de la autopoiesis de Maturana, el concepto más revolucionario de la ciencia chilena a nivel mundial

El alcance de éste se estudia en medicina, educación, filosofía y psicología cognitiva. Maturana partió con la biología molecular, pasó al sistema nervioso y luego siguió con la biología del conocimiento y el lenguaje. Hoy, afirma que los humanos somos seres donde la biología y la cultura son "autopoiéticas". Durante los últimos 50 años el biólogo sistémico ha dedicado su tiempo a comprender el conocimiento y el entendimiento humano.


maturana
Humberto Maturana

Hace más de 50 años, Humberto Maturana era un joven biólogo que comenzaba a hacer clases en el ex Instituto de Ciencias, hoy Facultad de Ciencias de la Universidad de Chile. Entonces tenía poco más de 30 años y ya lo obsesionaba intentar dar respuesta a preguntas imposibles, o imposibles para quienes no buscan afanosamente encontrar respuestas. En sus propias palabras recuerda: “Yo me creía capaz de responder todas las preguntas, pero hubo una que me hizo un alumno en 1960 que no supe responder”. En esa clase Maturana estaba hablando de los primeros seres vivos en el mundo y calculó que la vida había comenzado hacía 2.800 millones de años. Entonces el alumno preguntó: “¿Que comienza hace 2.800 millones de años, de modo que usted me dice ahora que los seres vivos comenzaron entonces?

Maturana se quedó en silencio, después de unos segundos respondió: “No lo sé, pero si usted vuelve a mi clase el próximo año le voy a proponer una respuesta”. Si el alumno volvió o no a la clase nadie lo recuerda, pero a partir de ese momento la búsqueda de la respuesta se convirtió en su tema. Se hizo biólogo sistémico, con su ex discípulo Francisco Varela formó una de las duplas científicas chilenas que más ha aportado al conocimiento mundial, escribió varios cientos de papers y ha dado miles de horas en charlas, clases y simposios. Los resultados de sus estudios se han aplicado a la biología, la medicina, la educación, la filosofía y la psicología cognitiva.

No obstante todo ello, hubo un solo concepto que dio el punto de partida. Un concepto que hoy cumple 40 años y por el cual este viernes el profesor Maturana será homenajeado en el marco de un seminario internacional organizado por el Instituto de Filosofía y Ciencias de la Complejidad (IFICC): la autopoiesis.


Del Quijote a la autopoiesis


Francisco Varela
Francisco Varela


Antes de intentar explicar la autopoiesis –que a modo de introducción sería necesario señalar que es un término que no ha conocido límites de aplicación–, habría que contar cómo fue que Maturana ya siendo un próspero científico progresista –a mediados de los 60– aceptó a un joven discípulo para crear junto a él el primer libro en que se habla de sistemas autopoiéticos, De máquinas y seres vivos.

“Francisco Varela fue alumno mío en el Instituto de Ciencias, enviado por un profesor de la Católica. Tenía 20 años y estaba estudiando medicina y yo lo entrevisté. Fue en el curso de una conversación larga. Yo no tenía preestablecido lo que iba a ser. La conversación fue sobre sus intereses. Tenía intereses filosóficos, pero estaba estudiando medicina, tenía intereses políticos. En algún momento, yo le pregunto: ‘¿Bueno, pero qué te interesa en la vida?’”

“Y él me dice: ´Quiero entender el psiquismo en el universo’”.
“‘Humm…, bien, bienvenido’ y lo acepté. ¿Y por qué lo hice? Yo creo porque me gustó la audacia de quien quiere estudiar el psiquismo en el universo”. 

Con este estudiante, que rápidamente dejó la medicina, Maturana comenzó a madurar la respuesta sobre el origen de los seres vivos que casi 10 años antes le había hecho el otro estudiante. Sentía que ya tenía la respuesta, pero le faltaba el concepto. Como su especialidad es la biología sistémica, el biólogo aventuró su teoría en términos moleculares. “Los seres vivos son sistemas de dinámicas cíclicas, cerradas en sí mismas, como redes de autoproducción de los componentes moleculares que las constituyen”. En palabras simples, sería algo así como que los seres vivos se hacen a sí mismos, se autoproducen, que el resultado de estos sistemas cíclicos de producción molecular es el mismo ser vivo. Hoy, es probable que esto no constituya novedad, pero hace 40 años fue toda una revolución, porque se propuso dejar de pensar en la función de los órganos (la preocupación científica de esos días) para concentrarse en el resultado del proceso molecular. Esta aventura, originalmente biológica, alcanzó ribetes entonces insospechados, que llevó al biólogo a otro mundo, para nada menos complejo: el conocimiento, el entendimiento humano.

Mientras Varela pensaba que era necesario formalizar la teoría, es decir, darle validez mediante un razonamiento matemático, a Maturana se le cruza este conocimiento con lo que ya había empezado a ver en el sistema nervioso, que también eran procesos cerrados internos. Y se le viene una nueva gran pregunta. Y si el sistema nervioso es un sistema cíclico de producción molecular que se autoproduce, ¿qué pasa con la percepción?, ¿son los elementos externos los percibidos o es la experiencia, lo que le pasa a uno, lo que le da el sentido?

Mientras, el concepto que finalmente terminó por definir el proceso nació de una conversación anecdótica con un literato, Juan de Dios Bulnes. “Él me contó que su tesis había sido sobre el dilema del Quijote, que era si debía dedicarse a la producción (poiesis) de cuentos de caballería o a la praxis, la caballería misma. Ésa es la palabra que yo necesito, me dije,  ’poiesis’, porque lo seres vivos se producen a sí mismos. ¡Autopoiesis! Y así creé una palabra griega legítima”.

La biología del conocer

¿Si los seres vivos son sistemas cíclicos cerrados que se autoproducen y el sistema nervioso lo es asimismo también, qué es lo que nos hace entender las cosas, qué hace que la gente pueda convivir, si la percepción no depende tanto de lo que está afuera sino de lo que ocurre en nuestro interior? Para dar una respuesta a esta pregunta, que aún siendo lógica deja abierta muchas más interrogantes, Maturana recurre a un ejemplo sencillo para explicar la percepción, y cómo todo finalmente se arma en el lenguaje.  Nuestros ojos, explica, nuestra retina, no percibe la misma composición espectral de los colores. Está claro que frente a un color, que podría ser verde, no todos vemos la misma composición, pero todos lo llamamos igual. Entonces el color no se capta en la retina, se da en la experiencia, en la palabra.

“Todos ven verde, pero todos no ven el mismo verde. No sabemos lo que ven, eso es lo que no sabemos, pero todos le ponen el mismo nombre y si le ponen el mismo nombre quiere decir que ven lo mismo, porque resulta que el nombre no es lo que está allá, sino lo que le pasa a uno, entonces yo pude demostrar que la actividad en la retina se correlaciona con el nombre del color, no con la composición espectral del color”.

Esta función que se da en el lenguaje no responde a un conjunto de símbolos codificados mediante un consenso. Para Maturana lo fundamental es la acción del lenguaje y la interacción, es decir, la convivencia que se da en los seres humanos en el lenguaje. Y como se trata de una acción, no de un conjunto simbólico, el biólogo prefiere hablar de lenguajear.

ximena-humberto

 

La Matríztica y la biología cultural

De acuerdo a la lógica maturaniana, la convivencia que se da en el lenguaje entre los seres humanos es la clave para entender cómo la experiencia es la que nos va dirigiendo en la vida, según cada circunstancia. Para entender esta nueva conceptualización, el profesor acuñó el concepto de “deriva natural”, que se une a la evolución de la especies. Para el pensador, el vivir en convivencia y el conocer están siempre a la deriva, al igual que el navegante de un velero que ha perdido el motor de la nave, las velas y los remos y se encuentra a merced de las corrientes. “Los organismos realizan su vivir en la tangente que va apareciendo momento a momento en el deslizarse en un entorno sin que ellos sepan para dónde van”. La sobrevivencia en el ejemplo, entonces, tiene que ver con las decisiones que se toman sobre la base de las experiencias. De modo que si está a la deriva, pero conoce la dirección y velocidad que toman las corrientes, podría calcular la hora y el destino.

Esas experiencias, bajo la misma lógica, están determinadas por la emoción. En este punto el conocimiento se vuelve también autopoiético, y aunque si bien la autopoiesis define un concepto de producción molecular, también sirve para identificar que los seres humanos, en tanto personas, vale decir, individualidades que se relacionan a través del lenguaje y que conviven en la deriva natural, constituyen un todo compuesto de biología con cultura.

Hablar de que los seres humanos somos biológicos y culturales parece una obviedad tremenda, por eso es que Maturana elimina el “y”, y sostiene que las personas somos seres “biológicosculturales” indivisibles, así como la biología y la química es bioquímica.

Esta reflexión es el fundamento de la Matríztica, el instituto que el doctor Maturana ha levantado junto a Ximena Dávila, también discípula, para investigar la matriz biológico-cultural de la existencia humana. La propuesta del instituto es explicar las experiencias desde las experiencias, como un hacer propio del modo de vivir humano (cultura) en un fluir en el entrelazamiento del lenguajear y el emocionar (conversar), que es donde sucede todo lo humano.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Diversidade no Ensino Médico


The Relationship between Racial and Ethnic Diversity in a Class and Students' Perceptions of Having Learned From Others

Within higher education, institutional differences in racial-ethnic diversity are positively associated with educational benefits. This Analysis in Brief examines the relationship between student body racial and ethnic diversity and level of student agreement with statements about learning from individuals from different backgrounds. It seeks to establish whether educational benefits from small increases in diversity can be achieved regardless of initial diversity amounts. Results show that students in the most racially diverse graduating classes report the highest levels of agreement that they have learned from others who are different from themselves, and students in the least racially diverse classes report the lowest level of agreement that they have learned from others who are different from themselves. This study advances existing knowledge about benefits of diversity by focusing on associations between diversity and benefits of learning among the most diverse schools and among the least diverse schools.  This information can facilitate schools’ capacity to address benefits of their diversity policies.



Analysis in Brief presents recent findings from the AAMC's data collection and research activities in a concise, easy-to-read report. Published several times a year, it addresses a wide range of topics and trends that affect medical schools and teaching hospitals.

Ética na Experimentação Animal


Nota pública: a Fiocruz e o uso de animais em pesquisas científicas


A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), instituição que desde 1900 atua a serviço da saúde pública e da população brasileira, frente aos acontecimentos recentes observados no país, vem a público cumprir seu papel de esclarecimento e reafirmar perante a sociedade seu compromisso ético no uso de animais para finalidades científicas.

É fundamental ressaltar que, apesar de muitos esforços em todo o mundo, nas condições atuais, a ciência não pode prescindir do uso de animais em experimentação. Importante pontuar ainda que os medicamentos, vacinas e alternativas terapêuticas disponíveis hoje para uso humano dependeram de fases anteriores de experimentação em animais. As atividades de experimentação animal são necessárias, inclusive, no campo da veterinária.

As pesquisas científicas envolvendo animais são pautadas pelos princípios de bem-estar animal, adotando-se, dentre outros, os critérios de redução, utilizando-se o menor número possível de animais a cada experimento, e de substituição do uso de animais por outra estratégia, sempre que tecnicamente viável.

A atividade é regulamentada por dispositivos legais nacionais e internacionais, ao mesmo tempo em que vigoram instâncias regulatórias de diversos níveis, ligadas ao Governo Federal (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal – Concea), aos Conselhos de Veterinária e também no âmbito interno das instituições científicas (os Comitê de Ética no Uso de Animais – CEUAs).

A Fiocruz aproveita a oportunidade para informar à sociedade que a Lei 11.794/2008, que regulamenta a Constituição Federal sobre o uso científico de animais, foi amplamente defendida por sua comunidade, inclusive tendo sido relatada pelo então deputado federal Sergio Arouca, sanitarista e ex-presidente da Fiocruz. Além disso, a Fundação foi uma das primeiras instituições a estabelecer uma CEUA no país. Esta instância é responsável por aprovar todos os projetos científicos que incluem o uso de animais, verificando a ética nos procedimentos, a quantidade de animais, entre outras questões.

A Fiocruz mantém ainda linhas de pesquisa com foco no desenvolvimento de métodos alternativos ao uso de animais.  Em 2011, por meio do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz), criou o Centro Brasileiro de Validação de Métodos Alternativos (BraCVAM). É o primeiro centro da América Latina a validar e coordenar estudos de validação de métodos de substituição – ou redução, ou refinamento – do emprego de cobaias em testes de laboratório.  Trata-se de uma iniciativa que foi viabilizada graças a uma parceria da Fiocruz com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Recursos Humanos na Saúde



The Recife Political Declaration on Human Resources for Health


Renewed commitments towards universal health coverage

The largest ever forum focussing on health workers and global health has concluded with a series of renewed commitments that will ensure more countries move with greater speed towards the goal of universal health coverage. 

The commitments, both at the global and national level, harness political leadership on human resources for health - an area of public health often left sidelined on international development agendas - to the extent that real and lasting impact will be felt both by those on the frontline of delivering health care, as well as those on the receiving end. 



Dr Marie-Paule Kieny, WHO Assistant Director-General for Health Systems and Innovation as well as Executive Director a.i. of the Global health Workforce Alliance, welcomed the formal adoption of the commitments in the 'Recife Declaration' on the final day of the Third Global Forum on Human Resources for health in Recife in Brazil. 

"The achievements delivered for the world to see in the Recife Declaration should not be underestimated. We are entering a new era in human resource for health," said Dr Kieny. "Country after country has outlined actions that will ultimately transform and improve the landscape for health workers, and prioritize their needs in a world with ever growing demands being placed on them."

"WHO will work closely with Member States, with partners, and with civil society to track and monitor progress on the commitments, as well as provide support where necessary. Challenges exist, but so now does the energy and momentum to overcome those obstacles." 

Measures listed in the declaration are multiple and all of critical and equal importance. Some are linked to increasing financial resources while others focus on improving the use of existing resources through improved governance, improved management and performance, tasks sharing, better equality and accessibility, improved training and better distribution and retention of existing staff. It emphasizes the importance of strengthening HRH information systems, adopting innovative solutions and investing in research. Each country will have to take appropriate measures according to its own situation, keeping in mind that funding is only one part of the problem.

The forum was the largest ever on human resources for health with more than 2000 participants from 93 Member States representing various constituencies, academia, professional associations and civil society.

"In addition to the contributions from the participants who provided valuable insight during high-level roundtables and parallel track sessions, I'd also like to thank the Government of Brazil for hosting this landmark event, and for their leadership and guidance in steering the forum to a successful conclusion," added Dr Kieny. 


About the Global Health Workforce Alliance


Health workers are the heart and soul of health systems. And yet, the world is faced with a chronic shortage - an estimated 4.2 million health workers are needed to bridge the gap, with 1.5 million needed in Africa alone. The critical shortage is recognized as one of the most fundamental constraints to achieving progress on health and reaching health and development goals.
The Global Health Workforce Alliance (The Alliance) was created in 2006 as a common platform for action to address the crisis. The Alliance is a partnership of national governments, civil society, international agencies, finance institutions, researchers, educators and professional associations dedicated to identifying, implementing and advocating for solutions.

Educação das Profissões da Saúde



Network 2014 Annual Meeting in Brazil

Every year, The Network: Towards Unity For Health organizes its annual meeting, together with one of its member institutions. In 2014, it will be held in Fortaleza, Brazil. 
It will be an excelent opportunity to share innovative experiences and to improve your professional network. 
 






The Network: Towards Unity for Health is an international organization of academic health professions institutions and organizations promoting equity in health through community-oriented education, research and service.

What we do


We promote equity and quality in health through community-oriented education, research and service.
We seek equity, quality, relevance and cost-effectiveness in health care for all communities.
We address health professions education, health services, health policy development and research.
We participate in actions for a change of policies according to our objectives.

Who we are


The Network: TUFH brings together member institutions and individuals from all over the world:
  • Multi-professional and interprofessional health providers
  • Academic health professionals
  • Stakeholders in health systems developments

The Network: Towards Unity For Health is a non-governmental organization in an official relationship with the World Health Organization.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Produção Científica



Produção e produtividade em debate no Ceensp

O Centro de Estudos da ENSP de 6/11 debateu a questão da produção científica. Produção e produtividade foram os temas trazidos pelas palestrantes Marcela Pronko, vice-diretora de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), e Regina Simões Barbosa, pesquisadora do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Iesc/UFRJ).  Sob coordenação da vice-diretora de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da ENSP, Sheila Mendonça, a atividade levantou questões como produção de conhecimento, processo de produtividade, normas de avaliação, entre outras.
 


A vice-diretora de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), Marcela Pronko, destacou no início de sua fala a importância de trazer esse debate para as instituições de pesquisa. Marcela apresentou algumas reflexões fruto de um trabalho desenvolvido por ela intitulado Políticas de Ciência e Tecnologia no Brasil, e dividiu sua fala quatro tópicos. O primeiro deles, uma breve reflexão sobre a ideologia da sociedade do conhecimento. Em um segundo momento apontou determinantes para política de Ciência e Tecnologia no Brasil.

Marcela Pronko trouxe ainda um breve relato sobre a reconfiguração da política de C&T e por fim descreveu algumas implicações dos elementos no processo de construção do conhecimento. Em suas reflexões sobre a ideologia da sociedade do conhecimento, a vice-diretora citou que o desenvolvimento tecnológico constitui um elemento estrutural para lógica do capitalismo. “Com o capitalismo o desenvolvimento científico e tecnológico passou a ser objeto sistemático de planejamento e políticas governamentais. Temos a impressão de estarmos em uma nova era do conhecimento, mas a centralidade da lógica tecnológica é tão velha quanto o capitalismo. Ela só vem se redesenhando”, descreveu.

Sobre a produção de conhecimento, Marcela apontou que no mundo contemporâneo ela se dá no âmbito da divisão do trabalho. “A proposta do Banco Mundial é que conhecimento é fundamental para o desenvolvimento. Mas será que o conhecimento alcança a todos?”, questionou. No contexto das políticas de Ciência e Tecnologia no Brasil, a vice-diretora disse que a partir da década de 80 a discussão das políticas passou a entrar na agenda na tentativa de dar organicidade ao tema.

Por fim, Marcela defendeu que atualmente o que se conta é quantos artigos existem, e não qual a qualidade deles. Em seguida a pesquisadora do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IESC/UFRJ), Regina Simões Barbosa, expôs suas reflexões sobre o processo de construção do conhecimento. Segundo ela, “vivemos tempos nebulosos, em que as palavras perdem seus sentidos históricos e políticos, os significados tornam-se múltiplos, ambíguos, vagos, retóricos e, mesmo quando se assume um tom de crítica, muitas vezes esta é superficial e genérica, contra uma sociedade abstrata, contra poderes abstratos, contra processos que, embora reconhecidamente tornem a sobrevivência humana ameaçada, não têm denominação e, portanto, entendimento”.

Regina aproveitou a ocasião para levantar um questionamento. Se assumirmos que a ciência não é neutra e que toda teoria ou modelo explicativo da sociedade implica, mesmo que não explicitamente, em um posicionamento político, como nós – professores, pesquisadores, acadêmicos em geral – temos nos colocado, individual e coletivamente, em relação a esta sociedade problemática? A pesquisadora enfatizou também a questão do silêncio em torno das questões envolvidas no processo de produção.

A pesquisadora apontou também alguns impactos e consequencias da lógica da produção de conhecimento atualmente. No âmbito dos processos de trabalho em saúde, Regina citou como consequência a desarticulação do trabalho multi e interdisciplinar. No contexto da saúde física e mental dos trabalhadores de saúde, aumento dos processos de sofrimento e adoecimento também foram apontadas por Regina como grandes consequências.

Encerrando, Regina ressaltou que o campo da saúde, que lida com questões tão caras à vida humana – sofrimento, dor, superação, solidariedade – é emblemático. “Ele exige nosso compromisso com valores éticos e sociais que resultam de muitos séculos de história, de lutas e conquistas humanas. Não podemos permitir que os processos de banalização e mercantilização da vida nos transformem em profissionais, pesquisadores e pessoas insensíveis, indiferentes ou alienados em relação ao sofrimento e à injustiça”, conclui. 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Formação de pesquisadores



What is the scientist's role in society and how do we teach it? 

Early career researchers need to learn how policy is made and assessed to encourage more joined-up thinking in science 

Photograph: Alamy


Will Hutton recently set alarm bells ringing regarding the importance of postgraduate training in UK universities, pointing to the decline in the numbers of English graduates going on to study at postgraduate level. But should we also be concerned about whether our current training of science PhDs and postdoctoral researchers prepares them for future employment? 

This is particularly critical given that only one in 10 postdocs can now expect to find senior posts in academia, usually after years as research assistants supported by short-term grants. Many science PhDs will need to find employment in fields other than those for which their training prepared them. 

Our lives are increasingly affected, for better or worse, by innovations in science; some of these innovations we rely on to present future threats. Developments in fields ranging from gene technology to energy production offer real benefits to society, but also raise wider societal questions. We urgently need a better understanding of where, and how, science and technology fit into the cultural and industrial life of the nation. Scientists should become more proactive in providing advice to politicians and policy-makers where proposed new policies involve knowledge they possess from their research. 

Yet there is often a disconnect between our policy-makers and the scientific community. The nation would gain much if these two elements of our public life could be brought closer to create some better joined-up thinking. There should be some preparation, in their postgraduate training, for this aspect of the scientist's role in society. 

Training for most postgraduate scientists starts – and too often ends – in the laboratory, despite the fact that due to the shortage of senior university posts, many will need to deploy their skills elsewhere. With today's emphasis on obtaining funding, the focus in universities is on achieving "high research ratings" through research published in premier league journals. This is not a bad objective, but in the process, preparing PhD students and postdocs for careers outside academia receives scant attention. 

There should be a widening of training and experience to fit them for roles outside mainstream research. They should be encouraged to see the relevance and political consequences of science and technology in general, and the relevance of their field of science in particular to national policy. They should be prepared to be proactive in explaining the nature of scientific evidence to those who ultimately make the policy decisions. 

Published research is rarely black or white and there are significant areas of uncertainty and debate among experts in areas such as, for example, climate change, insecticides and bee health, and badgers and bovine TB. The policy-makers err towards a consensus view rather than a sound understanding of the underlying science.

The scientist's role should therefore be to interpret evidence for them and bring perspective, particularly where there is a body of evidence pointing in a different direction. It would also be of benefit if the fundamental concepts behind the "scientific method" could be more widely applied to policy-making. 

Postgraduate and postdoctoral researchers should learn something of the way that policy is made and assessed – and the routes available to provide information and advice to the policy-makers. Newton's Apple Foundation was established to help bridge this gap between the science community and the policy-making processes. Over the past four years, it has run workshops in universities, in Westminster and elsewhere to introduce early career researchers to the world of policy-making. 

Researchers are brought into contact with those in parliament, government and the civil service with the main objective to help them understand that they have a part to play in the process. Crucially, they are given positive examples where scientists have affected policy thinking, such as their influence on the 2008 human fertilisation and embryology act and the reconsideration of the EU directive which would prevent the use of MRI in hospitals. 

Approaching 1,000 students have taken part in these workshops, and the demand for them is increasing. The great majority are naive about how policy is made. However, feedback indicates that attending has awakened an appreciation of the importance of scientific evidence and advice in policymaking. 

In training PhD candidates and postdocs, we should be offering a wider experience to open them up to other career options outside the academic research environment. These include in industrial R&D and management, the civil service and even non-scientific roles in businesses and the professions. They should be helped to understand where science and technology fit into the life of the nation, and where they will find useful roles in which their knowledge and experience will be valued.  

* Michael W Elves is chairman and Ian Gibson is president of president of Newton's Apple Foundation