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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Demografia Médica 2015


Demografia Médica 2015: Seis especialidades respondem por metade dos titulados

Ao encontrar um médico especialista, há uma chance de 50% de que ele seja clínico, pediatra, cirurgião geral, ginecologista, anestesiologista ou cardiologista. Isso porque essas seis especialidades respondem por 49,1% de todos os títulos de especialistas em vigor no país. Os dados fazem parte do estudo Demografia Médica do Brasil 2015, disponibilizado nesta segunda-feira (30) e que pode ser acessado aqui.
A Clínica Médica concentra o maior número de títulos (35.060), seguida da Pediatria (34.637), da cirurgia geral (29.200), da ginecologia e obstetrícia (28.280), da Anestesiologia (20.898) e da Cardiologia (13.420). Na outra ponta está a genética médica, que conta com 241 especialistas.
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Já as seis especialidades consideradas básicas ou gerais (clínica médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia, medicina de família e comunidade e medicina preventiva e social) concentram 40,3% do total de especialistas.
Idade - As três especialidades com menor média de idade foram Medicina de Família e Comunidade (41,4 anos), Clínica Médica (41,9) e Cirurgia Geral (43,3). Já as especialidades que concentram os médicos com mais idade são Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (média de 58,5 anos), Homeopatia (57,5), Medicina Legal e Perícia Médica (56,9).
Para os pesquisadores, a média de idade pode indicar o encolhimento ou expansão de determinadas especialidades, o que pode ter relação com a maior oferta de vagas em Residências Médicas, mas também com a maior ou menor atratividade em função do mercado de trabalho.
Em posição intermediária na média por idade, encontram-se especialidades tradicionais, como Pediatria (47,1 anos) e Ginecologia e Obstetrícia (48,9 anos).
Também há especialidades onde se destacam as presenças masculina ou feminina. As mulheres são, por exemplo, 74,4% dos dermatologistas e 71,7% dos pediatras. Elas também são mais de 60% entre os endocrinologistas, alergistas e hematologista. Apesar de estreita diferença também já são maioria na Clínica Médica (50,4%), Ginecologia e Obstetrícia (52,9%) e Medicina de Família e Comunidade (56,5%).
As mulheres são minoria, no entanto, em todas as especialidades cirúrgicas, inclusive na cirurgia geral, que tem apenas 18,4% de médicas. A especialidade com menor participação feminina é a urologia, que tem apenas 83 mulheres tituladas, ou 1,86% do universo de urologistas.
  

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Remote area Health


Medical student selection criteria and socio-demographic factors as predictors of ultimately working rurally after graduation

Ian B Puddey*, Annette Mercer, Denese E Playford and Geoffrey J Riley
 
*Corresponding author: Ian B Puddey
 
BMC Medical Education 2015, 15:74
doi:10.1186/s12909-015-0359-5
Published: 14 April 2015 
 

Abstract (provisional)

Background We have previously demonstrated that both coming from a rural background and spending a year-long clinical rotation in our Rural Clinical School (RCS) have independent and additive effects to increase the likelihood of medical students practicing rurally following graduation. The current study assesses the extent to which medical school selection criteria and/or the socio-demographic profile of medical students may further facilitate or hamper the selection of students ultimately destined for the rural medical workforce. Methods The study comprised 729 students, admitted from secondary school since 1999 and having graduated by 2011, whose actual workplace location in 2014 was classified as either urban or rural using the Australian Health Practitioner Regulation Agency database. Selection factors on entry (score from a standardised interview, percentile scores for the 3 components of the Undergraduate Medicine and Health Sciences Admission Test (UMAT) and prior academic performance as assessed by the Australian Tertiary Admissions Rank) together with socio-demographic factors (age, gender, decile for the Index of Relative Socioeconomic Advantage and Disadvantage (IRSAD)), were examined in relation to ultimate rural destination of practice. Results In logistic regression, those practicing in a rural location in 2014 were more likely to have come from the lower 6 IRSAD deciles (OR 2.75, 95% CI 1.44, 5.23, P = 0.002), to be older (OR 1.86, 95% CI 1.09, 3.18, p = 0.023) and to have a lower UMAT-3 (Non-verbal communication) score (OR 0.98, 95% CI 0.97, 0.99, P = 0.005). After further controlling for either rural background or RCS participation, only age and UMAT-3 remained as independent predictors of current rural practice. Conclusions In terms of the socio-demographic profiles of those selected for medical school entry from secondary school, only older age weakly augmented the selection of graduates likely to ultimately work in a rural destination. Among the selection factors, having achieved higher scores in UMAT-3 tended to mitigate this outcome. The major focus in attempts to grow the rural medical workforce should therefore remain on recruiting medical students from a rural background together with providing maximal opportunity for prolonged immersion in rural clinical environments during their training. 

The complete article is available as a provisional PDF.


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Programa Mais Médicos

 

Apenas 6% das vagas do Mais Médicos são preenchidas

Lucas Marchesini
Ariana Lindquist/Bloomberg


Balanço do Ministério da Saúde apontou nesta terça-feira que apenas 6% das vagas abertas no progama Mais Médicos foram preenchidas, com 938 profissionais. O percentual é parecido com o número de brasileiros que concluíram a inscrição considerando que a primeira etapa recebeu 16.500 cadastrados.
Os dados apontam ainda que apenas 11,5% dos municípios que se inscreveram no programa receberão profissionais brasileiros. No total, 3.511 cidades solicitaram o envio de médicos, mas apenas 404 os receberão, além de 16 distritos indígenas.
Essas cidades são, em sua maioria, no Nordeste, que teve 203 cidades (50,2% do total) atendidas. Em seguida vêm o Sudeste com 77 municípios (19%), o Sul (53 cidades, ou 13,11%), o Norte (49 municípios ou 12,1%) e o Centro-Oeste (22 municípios ou 5,44% do total). Esse número pode crescer, visto que os médicos com registros no exterior inscritos no programa (1.920) ainda não indicaram as cidades de sua preferência, o que acontecerá entre 10 e 12 de agosto.
Diante do baixo número de médicos que serão enviados de fato para os municípios, o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Antonio Nardi, saudou a importação de médicos estrangeiros e atacou as associações do setor, que se opõem ao Mais Médicos.
“Se o mercado nacional não é capaz de atender, que se abra sim, que venham os médicos estrangeiros”, disse Nardi. Logo em seguida, ele completou: “que não aconteça o que o corporativismo dessas instituições está querendo incidir, mudando o foco das respostas que a população está pedindo”.
Além do baixo número de municípios que receberão médicos, 2.028 dos 3.511 não receberam qualquer indicação de interesse. Desses, 782 faziam parte do grupo de 1.557 municípios considerados prioritários por causa da carência de médicos.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Médicos no Brasil

Médicos no Brasil

Alexandre Garcia comenta a falta de médicos no interior do país.

"Não faltam médicos. O que há é que médicos não querem se arriscar onde faltam meios para exercer a Medicina"


domingo, 3 de fevereiro de 2013

Carreira de Estado para a Medicina



CCJ deve votar criação de carreira de médico de Estado
 
A criação de carreiras de Estado no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) pode ser um caminho para melhorar o atendimento à população nos serviços públicos de saúde. Quem apostou nessa possibilidade foi o senador Vital do Rego (PMDB-PB) ao apresentar proposta de emenda à Constituição (PEC 34/2011) criando a carreira de médico de Estado. A matéria está pronta para ser votada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Os médicos de Estado serão selecionados por meio de concurso público e deverão exercer suas atividades exclusivamente no SUS. A estabilidade será conquistada após três anos de efetivo exercício e as promoções na carreira obedecerão a critérios de antiguidade e merecimento. O cargo exige ainda que o profissional resida no município ou na região metropolitana da respectiva lotação.

Quanto à remuneração, será feita por subsídio, fixado em lei e escalonado, em nível federal, estadual, distrital e municipal, conforme as respectivas categorias da estrutura orgânica da medicina do Estado. A diferença de remuneração entre cada uma dessas categoriais não poderá ser superior a 10% ou inferior a 5%, proibindo-se que o subsídio mensal exceda a 95% da remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Transição
Uma regra de transição foi incluída na PEC 34/2011 para permitir aos atuais médicos servidores da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios ingressarem na nova carreira. Quem não fizer esta opção ficará lotado numa carreira em extinção no SUS.

A fiscalização da atuação destes profissionais será realizada pelos conselhos de Medicina, assegurando-se aos médicos de Estado estáveis critérios e garantias especiais para a perda do cargo. Quem tiver desempenho considerado insuficiente somente perderá o cargo após passar por processo administrativo em que lhe seja assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Desconcentração
Vital do Rego acredita que a melhoria na remuneração vai ajudar a solucionar o principal problema do Sistema Único de Saúde, apontado pela população em pesquisa realizada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Neste levantamento, 58,1% dos entrevistados creditaram as mazelas do sistema à falta de médicos.

A medida pode estimular também, segundo observou o peemedebista, a melhor distribuição desses profissionais pelo país. De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), eles se concentram nas regiões Sul e Sudeste, no litoral e nas capitais.

"Na cidade de São Paulo, por exemplo, há um médico para 239 habitantes, média superior à de países europeus, enquanto que em Roraima há um profissional para 10.306 habitantes, proporção que equivale a de Estados africanos com baixo índice de desenvolvimento humano", comentou Vital do Rego.

Esses argumentos convenceram o relator, senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), a recomendar a aprovação da proposta.
"Já passa da hora de valorizarmos os médicos servidores públicos. Médicos bem remunerados e integrantes de uma carreira sólida, naturalmente, sentem-se valorizados, comprometidos e motivados. Ainda que se beneficiem imediatamente esses profissionais, os verdadeiros favorecidos são os brasileiros que compõem a grande parcela da população que somente tem acesso a atendimento médico e ambulatorial quando prestado pelo SUS", declarou no voto favorável à PEC 34/2011.

Se for aprovada pela CCJ, a matéria será submetida a dois turnos de votação no Plenário do Senado antes de seguir para a Câmara dos Deputados.
Fonte: Agência Senado