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sexta-feira, 26 de abril de 2019

PET-Saúde / Interprofissionalidade



Brasil inicia programa de educação interprofissional com mais de 6.000 participantes

 

 


No dia 1º de abril de 2019, o Brasil iniciou o Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde), como parte das ações para implementar o plano de Educação Interprofissional em Saúde (EIP), elaborado pelo Ministério da Saúde, Ministério da Educação, Conselho Nacional de Saúde e universidades, em resposta ao chamado da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS / OMS) no ano de 2016.

O PET-Saúde / Interprofissionalidade tem como objetivo utilizar a EIP para promover mudanças nos cursos de graduação da área da saúde, para implementar a integração ensino-serviço-comunidade com foco no sistema de saúde e o desenvolvimento da docência em saúde.

O programa, que está em sua nona edição e tem duração de dois anos, conta com 6.573 participantes, sendo 1.102 professores, 2.063 profissionais de saúde e 3.288 estudantes de diferentes carreiras da área da saúde, os quais recebem bolsa mensal. 120 projetos elaborados por secretarias de saúde e universidades de todas as regiões do país foram contemplados para desenvolver atividades educacionais com foco na EIP.

A maioria dos projetos aprovados já realizou eventos para marcar o início das atividades do programa.






O que é o PET-Saúde

O PET-Saúde é um programa instituído em 2008 pelos Ministérios da Educação e da Saúde do Brasil que possibilita a aprendizagem em serviços de saúde, por meio da formação de grupos tutoriais, envolvendo estudantes, profissionais saúde, professores e usuários dos serviços de saúde, a fim de promover processos educativos mais próximos da realidade do trabalho em saúde.

Das edições anteriores do programa há evidências de que o PET-Saúde constitui uma importante iniciativa para a implementação da EIP. No entanto, é somente nesta edição que o tema da EIP aparece explicitamente em todo o conjunto normativo do programa.

Prevê-se que, nos próximos dois anos, o PET-Saúde / Interprofissionalidade garantirá a sustentabilidade da Educação Interprofissional e da Prática Colaborativa no Brasil, uma vez que os objetivos do programa buscam atuar em todos os níveis organizacionais, alcançando desde políticas de saúde, diretrizes curriculares, projetos pedagógicos, qualificação docente, apoio institucional, a mudanças nas relações profissionais nos serviços de saúde e instituições formadoras, com a expectativa de formar profissionais mais aptos para o trabalho colaborativo e, consequentemente ofertar uma atenção em saúde de qualidade.

 

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 Nota: A Universidade Estadual de Maringá, em cooperação com a Secretaria de Saúde de Maringá, participa do PET-Saúde / Interprofissionalidade com 5 grupos tutoriais com docentes, discentes e preceptores da gestão e dos serviços. As atividades iniciaram em Abril/2019 e estamos na fase inicial do cumprimento do plano de trabalho acordado.

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Educação interprofissional




Professor da Medicina defende doutorado sobre Disciplina interprofissional da UEM








No último dia 15/02/2019, o Professor Edson Roberto Arpini Miguel do Departamento de Medicina da UEM defendeu a sua tese de doutorado “Implantação e análise de disciplina interprofissional em cursos da área da saúde”, sob orientação da Profª Angélica Maria Bicudo, como requisito  do Programa de Pós-graduação em Clínica Médica – área de concentração em Ensino na Saúde da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).




 blob:https://web.whatsapp.com/f3ced4b9-6f3c-4a7e-957e-9b37495235a6

Este trabalho avaliou a implantação da disciplina de Atenção em Saúde, estando o Prof. Edson envolvido desde a sua idealização. Este componente curricular é obrigatório e comum a 7 Cursos da saúde da UEM (Biomedicina, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Medicina, Odontologia e Psicologia) e representa um potente articulador da integração ensino-serviço- comunidade e indutor de mudanças pedagógicas nos Cursos.

Nossos parabéns ao Professor Doutor Edson pela conquista e a todos os envolvidos, docentes, preceptores e discentes da Atenção em  Saúde pelo belo trabalho!



RESUMO



As mudanças no perfil etário da população e os diagnósticos de doenças crônicas cumulativas, exigem atendimentos, estabelecendo-se demandas em relação ao ensino nas profissões da saúde buscando a integralidade do cuidado. A reorientação da formação profissional por meio de políticas públicas ofereceu a oportunidade paraa criação de componentes curriculares, para formar estudantes que exercitem práticas interprofissionais. Este trabalho faz uma análise do contexto e implicações sobre a implantação de uma disciplina interprofissional nos cursos da saúde em uma universidade pública. Após a análise descritiva da implantação da disciplina de Atenção em Saúde e suas implicações acadêmicas, foi realizado um estudo com perfil exploratório de abordagem qualitativa utilizando-se grupos focais constituídos por tutores, preceptores e estudantes. Definidas as categorias e seus descritores foi utilizado o modelo 3P para a análise de conteúdo e dos resultados. Vale destacar a resignificação do papel docente, a percepção dos estudantes frente aos desafios do ensino interprofessional e a aproximação com o serviço de saúde. Correlacionamos na discussão geral deste texto linhas de discussão junto à assistência à pessoa, à sociologia e à pedagogia. A inovação proposta pela disciplina interprofissional de Atenção em Saúde seguiu o ideário de uma agenda internacional. Os relatos de tutores, preceptores e estudantes foram um estimulo decisivo para prosseguir avançando nas demais séries dos cursos, em atividades colaborativas e práticas interprofissionais.
Palavras-chave: Ensino interprofissional, Currículo, Metodologias ativas.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Social accountability


Symposium on Social Accountability in Healthcare
THE NETWORK: TUFH invites you to join us for this Expert Symposium on Social Accountability in Healthcare.

Listen, learn, and participate in a thought leadership conversation about the latest Social Accountability Accreditation and Standards.  Learn about the current thinking regarding academic training, professional development, and interprofessional education exchanges to encourage Health Care Professionals to go where they are needed.  
REGISTER: LIMITED SPACES
SYMPOSIUM DESCRIPTION
Social accountability is the capacity to respond to society's priority health needs and health system challenges to meet such needs. It emphasizes the potential of medical schools to partner with key stakeholders in the health sector and organize medical education in a way that it has the greatest chances to yield most relevant outcomes and highest impact on people's health.
Interprofessional education (also known as inter-professional education or “IPE”) refers to occasions when students from two or more professions in health and social care learn together during all or part of their professional training with the object of cultivating collaborative practice for providing client- or patient-centered health care. 
PANELISTS
1. How can Accreditation Criteria and Standards be used to advance Social Accountability Practices and be utilized as a lever for change?
2. How do we encourage Health Care Professionals and Graduates to go where needed (e.g. rural and underserved regions)? For example through Academic Training, Continuing Professional Development, and/or Interprofessional Education exchanges.  
3. How do we ensure Health Care professionals are advocates promoting Social Accountability?

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

PET-Saúde/Interprofissinalidade




Perguntas Mais Frequentes Sobre o
Edital PETSaúde/
Interprofissionalidade


O Ministério da Saúde do Brasil  por intermédio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) publicou o Edital Nº 10, de 23 julho de 2018, para seleção de projetos para o Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-SAÚDE/INTERPROFISSIONALIDADE).

Para a submissão dos projetos encontra-se o documento anexo com as principais orientações e esclarecimentos.

Está disponível também o link para acesso ao documento: https://bit.ly/2B5biyX

Atenciosamente,




1. O que é PET-Saúde?
O Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde - PET-Saúde tem como pressuposto a
educação pelo trabalho. Foi instituído no âmbito do Ministério da Saúde e Ministério da
Educação (MEC), em 2008, com o objetivo inicial de fomentar grupos de aprendizagem
tutorial na Estratégia Saúde da Família (ESF), sendo posteriormente estendido para outras
áreas estratégicas do SUS.
O PET-Saúde tem como objetivo promover a integração ensino-serviço-comunidade,
envolvendo docentes, estudantes de graduação e profissionais de saúde para o
desenvolvimento de atividades na rede pública de saúde, de forma que as necessidades dos
serviços sejam fonte de produção de conhecimento e pesquisa em temas e áreas estratégicas
do SUS
O que é PET-Saúde/Interprofissionalidade?
Para essa edição, o Ministério da Saúde, por intermédio da Secretaria de Gestão do Trabalho
e da Educação na Saúde (SGTES), publicou o Edital Nº 10, de 23 julho de 2018, para seleção
de projetos para o PET-Saúde/Interprofissionalidade.
O PET-Saúde/Interprofissionalidade tem como tema central a Educação Interprofissional
(EIP). Essa edição do PET-Saúde faz parte do conjunto de ações do plano de ação do país
para implementação da EIP, conforme acordo estabelecido com a Organização Pan-
Americana de Saúde (OPAS/OMS) e prevê, dentre outras ações constantes no edital, a
qualificação dos processos de integração ensino-serviço-comunidade de forma articulada
entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e as instituições de ensino, de modo a promover a EIP
e a Prática Colaborativa em saúde (PC).
Os projetos deverão propor ações para:
a) Adequação dos cursos às Diretrizes Curriculares Nacionais com foco na
Interprofissionalidade e iniciativas de educação e trabalho interprofissional em saúde
alinhadas aos processos de mudança curricular;
b) Promoção da integração ensino-serviço-comunidade com foco no desenvolvimento do SUS
a partir dos elementos teóricos e metodológicos da EIP e;
c) Desenvolvimento da docência e da preceptoria na saúde para utilização dos fundamentos
teórico-conceituais e metodológicos da EIP.
3. Quem pode participar?
Podem participar do Programa, as Secretarias Municipais e/ou Estaduais de Saúde, em
conjunto com instituições de ensino superior (IES), públicas ou privadas sem fins lucrativos.
Os projetos devem envolver os cursos de graduação da área da saúde reconhecidos pelo
Conselho Nacional de Saúde (CNS).
4. Instituições privadas com fins lucrativos podem participar?
Não, apenas instituições públicas e privadas sem fins lucrativos.
5. É possível enviar mais de um projeto por IES?
Cada instituição deverá apresentar um único projeto por campus.
6. É possível envolver mais de um município no projeto?
Sim, é possível. Conforme edital, o projeto terá que demonstrar o envolvimento das
Secretarias Municipais de Saúde, não apenas com declaração de apoio, mas com a
especificação do papel de cada uma no desenvolvimento do projeto. Além do que o Termo de
Compromisso constante do Anexo II do edital, deverá ser assinado por todos os dirigentes
das instituições envolvidas.
7. Quais são os requisitos para a formulação do projeto?
Os projetos deverão ser elaborados e apresentados conjuntamente pela(s) Secretaria(s)
Municipal(is) e/ou Estadual(is) de Saúde e pela(s) IES, conforme anexo I do edital.
Cada projeto deverá solicitar no mínimo 02 grupos de aprendizagem tutoriais e no máximo
06.



                      Esquema para formulação do projeto



8. Deve haver quantos participantes em cada grupo tutorial?
No mínimo 08 e no máximo 12. Sendo de 04 a 06 estudantes, 02 docentes (sendo 01
coordenador do grupo) e de 02 a 04 preceptores.
9. Quais são os cursos de graduação na saúde reconhecidos pelo Conselho
Nacional de Saúde (CNS) e autorizados pelo Ministério da Educação (MEC) e
que estão aptos a participarem do edital.
São os seguintes: Biomedicina; Ciências Biológicas – Bacharelado; Educação Física;
Enfermagem; Farmácia; Fisioterapia; Fonoaudiologia; Medicina; Medicina Veterinária;
Nutrição; Odontologia; Psicologia; Saúde Coletiva; Serviço Social e Terapia Ocupacional.
10. Sou docente de uma IES que apresenta somente dois cursos da área da
saúde. Posso submeter projeto para o PET-Saúde/Interprofissionalidade?
O edital prevê que o projeto deverá ser submetido envolvendo grupos tutoriais, compostos
por estudantes, preceptores e docentes para a realização das atividades. Os grupos tutoriais
deverão contemplar a participação mínima de estudantes de três cursos de graduação na
saúde distintos. No entanto, é possível que a IES interessada faça contato com outra(s) IES
para a formulação do projeto, de modo a constituir os grupos tutoriais com no mínimo
estudantes de três cursos de graduação da área da saúde distintos. E de forma a atender os
requisitos do edital, poderá submeter o projeto. Para tanto, o Termo de Compromisso
constante do Anexo II do edital, deverá ser assinado por todos os dirigentes das instituições
envolvidas.
11. O coordenador do projeto deverá ser, obrigatoriamente, um representante
da gestão da saúde, como na edição anterior?
Não. Para o Pet-Saúde/Inteprofissionalidade, o coordenador do projeto poderá ser
representante da gestão da saúde ou representante da IES. No entanto, o coordenador do
projeto deverá ser indicado pela gestão local do SUS.
8. E para a coordenação do grupo tutorial? Poderá ser um representante da
gestão da saúde?
Não. Obrigatoriamente deverá ser professor de graduação que esteja em pleno exercício da
docência, envolvido com processo de mudança curricular e de integração ensino-serviçocomunidade,
com ênfase no desenvolvimento de iniciativas interprofissionais, selecionado
por meio de processo seletivo organizado membros das IES e gestor municipal ou estadual de
saúde.
9. A IES a qual eu atuo deseja submeter um projeto juntamente com a gestão
local de saúde. Para a composição do grupo tutorial é permitido que os dois
docentes tenham a mesma formação profissional? Obs.: os dois interessados
são dentistas.
Não. Obrigatoriamente os dois docentes que comporão o grupo tutorial deverão ser de
formações distintas.
10. Os preceptores podem ser da mesma categoria profissional?
Não. Devem ser de 02 profissões distintas, minimamente.
11. É possível submeter o projeto com um grupo tutorial composto por
estudantes, sendo um do curso de enfermagem, um de farmácia, um de
medicina, e um de saúde coletiva?
Sim. O critério é que o grupo tutorial seja composto por minimamente alunos de três cursos
distintos.
12. A gestão local da saúde e a IES do município decidiram que submeterão o
projeto com a solicitação de apenas 01 grupo tutorial. É possível?
Não. Cada projeto deverá solicitar de 02 até 06 grupos tutoriais.
12. É obrigatório que a IES interessada em submeter o projeto PETSaúde/
Interprofissionalidade tenha o curso de medicina, como na edição
anterior?
Não. Neste edital não é obrigatório que no projeto conste a participação de estudante de
curso de medicina. É obrigatório que contemple estudantes, sendo no mínimo de três cursos
de graduação distintos da área da saúde, reconhecidos pelo CNS.
13. O coordenador do projeto está incluído no quantitativo de participantes do
Grupo tutorial? Não. Os grupos tutorias deverão ter no mínimo 08 e no máximo 12
participantes e o coordenador do projeto não está incluído neste quantitativo.
14. E o coordenador do grupo tutorial?
Este sim.
15. Meu município ainda não assinou o COAPES, como faço?
A ideia não é ter o COAPES pronto ou assinado no momento do envio do projeto para o
Edital do PET-Saúde/Interprofissionalidade, mas sim que apresentem um plano para o
desenvolvimento do processo de contratualização. O projeto precisa apontar como se dará
esse processo no território, quem será envolvido, como será organizado, quem se
responsabilizará pelo processo, quais pontos/pautas entendem que precisam contempladas
pela contratualização.
16. Como deve ser o processo de seleção dos preceptores de tutores no serviço?
O Edital propõe que seja feito um processo seletivo para todos os participantes. A forma
como esse processo ocorrerá e os critérios de seleção deverão ser definidos conjuntamente
pelas instituições envolvidas, considerando também o que estabelece o Edital.
17. Quais os prazos para o Edital?
Apresentação das propostas - 01/08/2018 a 14/09/2018 (23 horas e 59 minutos, horário de
Brasília)
Publicação dos resultados – 29/10/2018
Apresentação de recursos - três dias úteis após a publicação dos resultados
Publicação do resultado final – 09/11/2018
18. Uma vez divulgado o resultado do edital, quais os próximos passos?
Após a divulgação do resultado, haverá um prazo para as adequações dos projetos, caso
sejam solicitadas pela Comissão Técnica, e para seleção dos estudantes. Depois irão cadastrar
os participantes no Sistema de Informações Gerenciais do PET-Saúde.
19. Quando se inicia a vigência do projeto?
A previsão é iniciarmos os projetos em novembro, com a realização de atividades de
planejamento das ações e orientações, conforme prevê o cronograma do edital.
20. Onde posso encontrar materiais para auxiliar na elaboração do projeto?
No anexo III do edital, há um conjunto de referências.

Aqui disponibilizamos o endereço eletrônico do Ministério da Saúde para acesso a
publicações sobre o tema da Educação Interprofissional (EIP).

http://portalms.saude.gov.br/trabalho-educacao-e-qualificacao

Para entender um pouco mais sobre o tema, acesse o nosso curso sobre Educação
Interprofissional em Saúde, disponibilizado no Ambiente Virtual de Aprendizagem -

AVASUS
https://avasus.ufrn.br