Médicos que tiveram a residência financiada com recursos da saúde do Estado de São Paulo trabalham principalmente para os planos de saúde depois de formados.
Segundo estudo inédito, realizado pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo e pela Secretaria de Estado da Saúde, apenas 40% têm mais da metade da clientela originada do SUS, o que fomenta discussões sobre o que fazer para que os mais de R$ 100 milhões anuais de recursos públicos investidos nos jovens médicos tragam mais retorno à saúde pública. Também participaram do levantamento a Santa Casa de São Paulo e a Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap), ligada ao governo estadual.
“Estamos investindo recursos do Estado e nada mais justo do que a formação contribuir para o SUS”, afirma Paulo Henrique D’Ângelo Seixas, responsável pela Coordenadoria de Recursos Humanos da secretaria e um dos autores da pesquisa que analisou dados de 17.117 médicos que fizeram residência entre 1990 e 2002. Do total, 12.942 estão na ativa e, entre eles, foram realizadas entrevistas com uma amostra de 1.627 profissionais.
Segundo o presidente do conselho, Henrique Carlos Gonçalves, a desigualdade entre investimentos públicos e resultados para a saúde pública fica mais evidente quando se destaca que no Estado cerca de 40% da população tem acesso a planos, contra a maioria SUS-dependente.”É necessária uma regulação forte do Estado”, defendeu Gonçalves, destacando que em outros países, como o Canadá, o Estado regula o financiamento e a inserção dos egressos das residências.
A secretaria acaba de assumir o pagamento direto das bolsas de estudos, antes gerenciadas pela Fundação do Desenvolvimento Administrativo. Segundo Seixas, trata-se de mais uma medida no processo de aproximar a formação das demandas do SUS.
Nos últimos anos, a pasta também tem procurado direcionar bolsas ociosas ofertadas pelas faculdades de Medicina para áreas em que há maior carência de profissionais do SUS. Mas os próprios autores destacam que medidas pontuais não terão efeito. O Estado de São Paulo atualmente é o segundo maior pagador de bolsas de residência médica no País - perde só para o Ministério da Educação. O total de 4.550 bolsas anuais corresponde a 27% das bolsas para residentes do Brasil.
O estudo mostra ainda que profissionais que se especializaram em áreas básicas e clínicas, como clínica médica, pediatria e ginecologia e obstetrícia, dedicam-se menos à área para qual estudaram. E que os que trocaram de área atribuem a decisão principalmente à baixa remuneração e à falta de oportunidades.
Aqueles que se especializaram em métodos e técnicas de diagnóstico e os dermatologistas são os que mais se fixaram em suas áreas.
Para Irineu Massaia, vice-presidente da Comissão de Residência Médica da Santa Casa , que tem 400 bolsas financiadas pela pasta, o estudo evidencia também a necessidade de o poder público melhorar salários e infra-estrutura para evitar que o mercado dite a formação dos médicos.
Também os ministérios da Saúde e da Educação já avançaram na discussão sobre a especialização médica, apontando a necessidade de formação para áreas carentes do SUS. As pastas realizam agora um levantamento do perfil das bolsas ociosas e já decidiram investir na formação de intensivistas (que atendem emergências), geriatras e psiquiatras, entre outros especialistas . "Serão vagas dentro dos critérios de qualidade", afirma Francisco de Campos, secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde.
NÚMEROS
Blog do Curso de Medicina da Universidade Estadual de Maringá para a discussão de temas de Educação Médica, Educação das Profissões da Saúde e áreas correlatas. Blog of University of Maringá Medical School for the discussion of issues of Medical Education, Health Professions Education and related areas.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
61% dos alunos de medicina são reprovados em exame do Cremesp
Percentual de reprovação praticamente dobrou em quatro anos.
De 679 participantes, apenas 262 foram aprovados.
O índice de reprovação dos estudantes de medicina no Exame do Conselho Regional de Medicina (Cremesp) atingiu 61% em 2008. A prova foi aplicada em agosto e setembro deste ano, em sua quarta edição. O percentual de reprovados praticamente dobrou desde o primeiro exame - passando de 31% em 2005 para 61% em 2008.
A primeira fase teve 934 inscritos e 679 candidatos que efetivamente fizeram a prova. Desse total, somente 262 participantes (39%) foram aprovados para a segunda fase.
Para ser convocado para a segunda etapa, quando é aplicada a prova prática, é preciso acertar o mínimo de 60% da prova objetiva da primeira fase, o que corresponde ao acerto de 72 questões, de um total de 120. Dos 262 aprovados na primeira fase, 231 compareceram à segunda fase. Destes, 24 foram reprovados.
O número de participantes na quarta edição do Exame do Cremesp corresponde a cerca de 30% do total de estudantes que cursam o 6º ano de medicina no estado. Segundo o Cremesp, ainda é grande a resistência e o boicote ao exame por parte de dirigentes, professores e alunos de algumas escolas.
Atualmente, 31 escolas médicas estão em atividade em São Paulo e 24 delas formam cerca de 2.300 alunos por ano. As demais, abertas há menos de seis anos, ainda não formaram suas primeiras turmas.O Exame do Cremesp não é como a prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A avaliação não é pré-requisito para o exercício profissional do médico e tem caráter voluntário.
Para o Cremesp, o exame indica a deterioração da qualidade no ensino médico em São Paulo. Segundo a instituição, devido ao caráter facultativo do exame, supostamente os alunos mais bem preparados demonstram maior interesse em participar da avaliação.
Média de acertos
A média de questões respondidas corretamente na primeira fase do exame de 2008 foi de 60,93%. O participante com nota mínima acertou 42 questões e a maior nota foi o acerto de 102 questões (dentre 120 questões).Abaixo de 60% de acertos o resultado por área de conhecimento é considerado insatisfatório. No exame de 2008, o desempenho acima de 60% ocorreu apenas nas áreas de saúde pública, bioética e saúde mental. Os estudantes demonstraram deficiências em campos como pediatria, obstetrícia, ginecologia e clínica médica.
Escola particular vai pior
No resultado da primeira fase, o índice de reprovação foi maior entre os cursos de medicina privados. Dentre os alunos de escolas privadas, 32,5% foram aprovados; já dentre os de escolas médicas públicas, 54,1% tiveram aprovação na primeira fase.
Na comparação das médias de acertos por áreas de conhecimento os participantes que cursaram escolas médicas públicas também tiveram melhor desempenho.
Dentre as instituições com participação representativa, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) foi a primeira colocada, com 64% de aprovação na primeira fase. Em seguida, aparecem a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, com 56% de aprovados, e a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com 52% dos candidatos convocados para a segunda fase.
Em dez anos, de 1998 a 2007, o número de denúncias protocoladas no Cremesp aumentou em 140%, muito acima da taxa de crescimento de médicos inscritos (42%) e da taxa de crescimento da população do Estado no mesmo período (12%).
De 679 participantes, apenas 262 foram aprovados.
O índice de reprovação dos estudantes de medicina no Exame do Conselho Regional de Medicina (Cremesp) atingiu 61% em 2008. A prova foi aplicada em agosto e setembro deste ano, em sua quarta edição. O percentual de reprovados praticamente dobrou desde o primeiro exame - passando de 31% em 2005 para 61% em 2008.
A primeira fase teve 934 inscritos e 679 candidatos que efetivamente fizeram a prova. Desse total, somente 262 participantes (39%) foram aprovados para a segunda fase.
Para ser convocado para a segunda etapa, quando é aplicada a prova prática, é preciso acertar o mínimo de 60% da prova objetiva da primeira fase, o que corresponde ao acerto de 72 questões, de um total de 120. Dos 262 aprovados na primeira fase, 231 compareceram à segunda fase. Destes, 24 foram reprovados.
O número de participantes na quarta edição do Exame do Cremesp corresponde a cerca de 30% do total de estudantes que cursam o 6º ano de medicina no estado. Segundo o Cremesp, ainda é grande a resistência e o boicote ao exame por parte de dirigentes, professores e alunos de algumas escolas.
Atualmente, 31 escolas médicas estão em atividade em São Paulo e 24 delas formam cerca de 2.300 alunos por ano. As demais, abertas há menos de seis anos, ainda não formaram suas primeiras turmas.O Exame do Cremesp não é como a prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A avaliação não é pré-requisito para o exercício profissional do médico e tem caráter voluntário.
Para o Cremesp, o exame indica a deterioração da qualidade no ensino médico em São Paulo. Segundo a instituição, devido ao caráter facultativo do exame, supostamente os alunos mais bem preparados demonstram maior interesse em participar da avaliação.
Média de acertos
A média de questões respondidas corretamente na primeira fase do exame de 2008 foi de 60,93%. O participante com nota mínima acertou 42 questões e a maior nota foi o acerto de 102 questões (dentre 120 questões).Abaixo de 60% de acertos o resultado por área de conhecimento é considerado insatisfatório. No exame de 2008, o desempenho acima de 60% ocorreu apenas nas áreas de saúde pública, bioética e saúde mental. Os estudantes demonstraram deficiências em campos como pediatria, obstetrícia, ginecologia e clínica médica.
Escola particular vai pior
No resultado da primeira fase, o índice de reprovação foi maior entre os cursos de medicina privados. Dentre os alunos de escolas privadas, 32,5% foram aprovados; já dentre os de escolas médicas públicas, 54,1% tiveram aprovação na primeira fase.
Na comparação das médias de acertos por áreas de conhecimento os participantes que cursaram escolas médicas públicas também tiveram melhor desempenho.
Dentre as instituições com participação representativa, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) foi a primeira colocada, com 64% de aprovação na primeira fase. Em seguida, aparecem a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, com 56% de aprovados, e a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com 52% dos candidatos convocados para a segunda fase.
Em dez anos, de 1998 a 2007, o número de denúncias protocoladas no Cremesp aumentou em 140%, muito acima da taxa de crescimento de médicos inscritos (42%) e da taxa de crescimento da população do Estado no mesmo período (12%).
sábado, 1 de novembro de 2008
MEC propõe 14 anos de ensino obrigatório
MEC propõe 14 anos de ensino obrigatório
UOL Educação - 29/10/008
O ministro da Educação, Fernando Haddad, encaminhou ao Palácio do Planalto, nesta última terça-feira (28), uma proposta de mudança no tempo mínimo de ensino obrigatório, dos atuais nove anos para 14 anos.
De acordo com o documento, as crianças teriam de ser matriculadas na escola aos quatro anos de idade e permanecer até os 17, pelo menos. Esse período abrange a pré-escola (quatro e cinco anos), ensino fundamental (seis a 14) e ensino médio (15 a 17). Hoje, a obrigatoriedade é apenas para o ensino fundamental.
"Estamos discutindo as regras de transição com o Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) e a Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) para que isso se efetive em torno de cinco ou seis anos", afirmou Haddad.
A mudança deve ser feita por proposta de emenda à Constituição, mas o projeto ainda não foi apresentado à Câmara dos Deputados ou ao Senado Federal. Haddad enviou ao Planalto apenas uma nota técnica com suas intenções.
UOL Educação - 29/10/008
O ministro da Educação, Fernando Haddad, encaminhou ao Palácio do Planalto, nesta última terça-feira (28), uma proposta de mudança no tempo mínimo de ensino obrigatório, dos atuais nove anos para 14 anos.
De acordo com o documento, as crianças teriam de ser matriculadas na escola aos quatro anos de idade e permanecer até os 17, pelo menos. Esse período abrange a pré-escola (quatro e cinco anos), ensino fundamental (seis a 14) e ensino médio (15 a 17). Hoje, a obrigatoriedade é apenas para o ensino fundamental.
"Estamos discutindo as regras de transição com o Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) e a Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) para que isso se efetive em torno de cinco ou seis anos", afirmou Haddad.
A mudança deve ser feita por proposta de emenda à Constituição, mas o projeto ainda não foi apresentado à Câmara dos Deputados ou ao Senado Federal. Haddad enviou ao Planalto apenas uma nota técnica com suas intenções.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Revista Brasileira de Educação Médica
Prezados colegas,
informamos que o terceiro número do volume 32 da Revista Brasileira de Educação Médica já está integralmente disponível para consulta e leitura na Scielo.
Contribua com nossa Revista: leia, cite, debata, escreva!
Abraços
Sergio Rego
Editor da Rbem
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=0100-550220080003&lng=pt&nrm=iso
informamos que o terceiro número do volume 32 da Revista Brasileira de Educação Médica já está integralmente disponível para consulta e leitura na Scielo.
Contribua com nossa Revista: leia, cite, debata, escreva!
Abraços
Sergio Rego
Editor da Rbem
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=0100-550220080003&lng=pt&nrm=iso
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Eles podem inspirar a busca por soluções
Nos países que contam com os melhores sistemas educacionais a valorização da profissão docente é a chave para garantir a qualidade
Ana Rita Martins, Beatriz Santomauro e Rodrigo Ratier
Como os países com os melhores sistemas educacionais do planeta conseguiram esse feito? Em busca de respostas a essa pergunta, um recente estudo da consultoria americana McKinsey, chamado Como os Sistemas Escolares de Melhor Desempenho do Mundo Chegaram ao Topo, identificou as medidas que levam esse seleto grupo de nações aos lugares mais altos nos rankings dos exames internacionais. As descobertas foram sintetizadas em quatro lições: selecionar os melhores professores, cuidar da formação docente, não deixar nenhum aluno para trás e capacitar equipes de gestores. Com exceção dessa última medida, relativa à importância da liderança escolar, as outras três confirmam algo que inúmeros estudos anteriores já apontavam: a qualidade do professor é a característica que mais influencia a aprendizagem.
*** Aproveito para parabenizar todos os professores pelo Dia 15/10 *** Administrador
Ana Rita Martins, Beatriz Santomauro e Rodrigo Ratier
Como os países com os melhores sistemas educacionais do planeta conseguiram esse feito? Em busca de respostas a essa pergunta, um recente estudo da consultoria americana McKinsey, chamado Como os Sistemas Escolares de Melhor Desempenho do Mundo Chegaram ao Topo, identificou as medidas que levam esse seleto grupo de nações aos lugares mais altos nos rankings dos exames internacionais. As descobertas foram sintetizadas em quatro lições: selecionar os melhores professores, cuidar da formação docente, não deixar nenhum aluno para trás e capacitar equipes de gestores. Com exceção dessa última medida, relativa à importância da liderança escolar, as outras três confirmam algo que inúmeros estudos anteriores já apontavam: a qualidade do professor é a característica que mais influencia a aprendizagem.
*** Aproveito para parabenizar todos os professores pelo Dia 15/10 *** Administrador
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Casa de Ferreiro, Espeto de Pau
CFM divulga estudo sobre saúde dos médicos do Brasil
O CFM acaba de divulgar o livro "O Perfil da Saúde dos Médicos do Brasil", fruto de pesquisa realizada entre os médicos em atividade no Brasil no ano de 2007. O estudo mostra que os profissionais são negligentes com a promoção da própria saúde e têm altos níveis de adoecimento.
O trabalho na íntegra pode ser acessado em:
www.portalmedico.org.br/include/asaudedosmedicosdobrasil.pdf
O CFM acaba de divulgar o livro "O Perfil da Saúde dos Médicos do Brasil", fruto de pesquisa realizada entre os médicos em atividade no Brasil no ano de 2007. O estudo mostra que os profissionais são negligentes com a promoção da própria saúde e têm altos níveis de adoecimento.
O trabalho na íntegra pode ser acessado em:
www.portalmedico.org.br/include/asaudedosmedicosdobrasil.pdf
sábado, 4 de outubro de 2008
Risco Psicossocial entre Médicos e Estudantes de Medicina
Research article
Psychosocial health risk factors and resources of medical students and physicians: a cross-sectional study
Edgar Voltmer , Ulf Kieschke , David LB Schwappach , Michael Wirsching and Claudia Spahn
BMC Medical Education 2008, 8:46doi:10.1186/1472-6920-8-46
Published: 2 October 2008
Abstract (provisional)
BackgroundEpidemiological data indicate elevated psychosocial health risks for physicians, e. g., burnout, depression, marital disturbances, alcohol and substance abuse, and suicide. The purpose of this study was to identify psychosocial health resources and risk factors in profession-related behaviour and experience patterns of medical students and physicians that may serve as a basis for appropriate health promoting interventions.
Methods
The questionnaire "Work-Related Behaviour and Experience Patterns (AVEM)" was administered in cross-sectional surveys to students in the first (n=475) and in the fifth year of studies (n=355) in required courses at three German universities and to physicians in early professional life in the vicinity of these universities (n=381).
Results
Scores reflecting a healthy behaviour pattern were less likely in physicians (16.7%) compared to 5th year (26.0%) and 1st year students (35.1%) while scores representing unambitious and resigned patterns were more common among physicians (43.4% vs. 24.4% vs. 41.0% and 27.3% vs. 17.2% vs. 23.3 respectively). Female and male responders differed in the domains professional commitment, resistance to stress and emotional well-being. Female physicians on average scored higher in the dimensions resignation tendencies, satisfaction with life and experience of social support, and lower in career ambition.
Conclusions
The results show distinct psychosocial stress patterns among medical students and physicians. Health promotion and prevention of psychosocial symptoms and impairments should be integrated as a required part of the medical curriculum and be considered an important issue during the further training of physicians.
Psychosocial health risk factors and resources of medical students and physicians: a cross-sectional study
Edgar Voltmer , Ulf Kieschke , David LB Schwappach , Michael Wirsching and Claudia Spahn
BMC Medical Education 2008, 8:46doi:10.1186/1472-6920-8-46
Published: 2 October 2008
Abstract (provisional)
BackgroundEpidemiological data indicate elevated psychosocial health risks for physicians, e. g., burnout, depression, marital disturbances, alcohol and substance abuse, and suicide. The purpose of this study was to identify psychosocial health resources and risk factors in profession-related behaviour and experience patterns of medical students and physicians that may serve as a basis for appropriate health promoting interventions.
Methods
The questionnaire "Work-Related Behaviour and Experience Patterns (AVEM)" was administered in cross-sectional surveys to students in the first (n=475) and in the fifth year of studies (n=355) in required courses at three German universities and to physicians in early professional life in the vicinity of these universities (n=381).
Results
Scores reflecting a healthy behaviour pattern were less likely in physicians (16.7%) compared to 5th year (26.0%) and 1st year students (35.1%) while scores representing unambitious and resigned patterns were more common among physicians (43.4% vs. 24.4% vs. 41.0% and 27.3% vs. 17.2% vs. 23.3 respectively). Female and male responders differed in the domains professional commitment, resistance to stress and emotional well-being. Female physicians on average scored higher in the dimensions resignation tendencies, satisfaction with life and experience of social support, and lower in career ambition.
Conclusions
The results show distinct psychosocial stress patterns among medical students and physicians. Health promotion and prevention of psychosocial symptoms and impairments should be integrated as a required part of the medical curriculum and be considered an important issue during the further training of physicians.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Sobre a CAEM
A nossa Escola aderiu ao Projeto CAEM e a execução na UEM é da Profª Elisabete Kobayashi.
Segue o texto de apresentação da equipe do projeto.
Comissão de Avaliação das Escolas Médicas (CAEM) é uma das comissões da Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM) formada por professores estudiosos envolvidos com avaliação no âmbito da educação médica, com a participação de representação discente. Foi constituída no ano de 2006, tendo sua primeira reunião em março do mesmo ano, onde discutiu amplamente e aprovou o Projeto Avaliação de Tendências de Mudanças no Curso de Graduação das Escolas Médicas Brasileiras, baseado no trabalho de tese de doutorado de Lampert (ENSP/Fiocruz, 2002).
Esta comissão surge em virtude da participação ativa da ABEM na discussão e na construção do processo de avaliação da Educação Médica Brasileira, tendo consciência das dificuldades das escolas realizarem mudanças na formação do médico de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais (MEC, 2001).
A CAEM tem a perspectiva de potencializar o entendimento da avaliação como processo democrático e construtivo, tendo como objetivos neste trabalho: promover e acompanhar as mudanças nas escolas médicas para atender às Diretrizes Curriculares com perspectivas a consolidação do SUS; e incentivar e apoiar a construção do processo de avaliação (auto-avaliação, avaliação externa, meta-avaliação) em cada escola médica no atendimento aos princípios do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES) (MEC, 2004).
Segue o texto de apresentação da equipe do projeto.
Comissão de Avaliação das Escolas Médicas (CAEM) é uma das comissões da Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM) formada por professores estudiosos envolvidos com avaliação no âmbito da educação médica, com a participação de representação discente. Foi constituída no ano de 2006, tendo sua primeira reunião em março do mesmo ano, onde discutiu amplamente e aprovou o Projeto Avaliação de Tendências de Mudanças no Curso de Graduação das Escolas Médicas Brasileiras, baseado no trabalho de tese de doutorado de Lampert (ENSP/Fiocruz, 2002).
Esta comissão surge em virtude da participação ativa da ABEM na discussão e na construção do processo de avaliação da Educação Médica Brasileira, tendo consciência das dificuldades das escolas realizarem mudanças na formação do médico de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais (MEC, 2001).
A CAEM tem a perspectiva de potencializar o entendimento da avaliação como processo democrático e construtivo, tendo como objetivos neste trabalho: promover e acompanhar as mudanças nas escolas médicas para atender às Diretrizes Curriculares com perspectivas a consolidação do SUS; e incentivar e apoiar a construção do processo de avaliação (auto-avaliação, avaliação externa, meta-avaliação) em cada escola médica no atendimento aos princípios do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES) (MEC, 2004).
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Universidades criticam novo índice do MEC
Universidades criticam novo índice do MEC
Federais dizem que comparação entre instituições grandes e pequenas distorce o resultado; UFRJ vai propor mudança
Natália Soares e Demétrio Weber
RIO e BRASÍLIA.
Um dia após o Ministério da Educação (MEC) divulgar o novo indicador que reprovou um terço das instituições de ensino superior, dirigentes de universidades públicas e privadas criticaram ontem o índice. Eles argumentam que o IGC não é capaz de refletir a qualidade de uma instituição e tampouco permite a comparação de estabelecimentos de tamanhos diferentes. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) vai propor ao MEC que se faça uma diferenciação em seus critérios, de acordo com o tamanho das universidades.
- Quando este índice é aplicado a várias universidades de tamanhos e realidades diferentes, pode causar distorção. Da forma como está sendo feito, uma universidade com um curso de pós-graduação bem conceituado e cinco de graduação com boas notas, pode se sair melhor do que uma universidade com muito mais cursos - disse a pró-reitora de Graduação da UFRJ, Belkis Valdman.
A UFRJ obteve a sétima posição entre as melhores universidades do país, atrás de instituições menores como a Universidade Federal de Viçosa e a Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Para a decana do Centro de Ciências da Matemática e da Natureza, Ângela Rocha dos Santos, o ranking não aponta a real posição da universidade:
- No cenário nacional, a UFRJ certamente ocupa os primeiros lugares em qualidade. Estas avaliações em grande escala são importantes para o ministério direcionar políticas públicas, mas acho que rankings não dizem muita coisa. Estão comparando laranjas com maçãs. As universidades menores têm vantagens na comparação.
Ressalvando que são favoráveis à avaliação, reitores temem prejuízo à imagem dos centros de ensino.
- O indicador é um avanço, mas não conseguiu captar a universidade como um todo. O MEC precisa dialogar mais. Depois que divulga os resultados, não adianta fazer seminário - disse Amaro Lins, presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).
Lins é reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que está na 22ª posição no ranking de 173 universidades. Segundo ele, a UFPE oferece mais de 80 cursos contra apenas um da Escola Brasileira de Economia e Finanças, da Fundação Getúlio Vargas, do Rio, que atingiu a nota mais alta.
- A contribuição de uma universidade com 40 cursos muito bons será mais significativa do que uma com apenas três.
"Os alunos não têm compromisso com o exame"
O presidente da Associação Brasileira de Mantenedores de Ensino Superior (Abmes), Gabriel Mário Rodrigues, disse que as instituições públicas têm melhores notas, na média, porque recebem alunos do ensino básico privado. Falando em nome do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, Rodrigues criticou o Enade, que serve de base para o novo Índice Geral de Cursos (IGC) das instituições. O IGC também considera as notas de mestrados e doutorados avaliados pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).
- Os alunos não têm compromisso com o exame - disse Rodrigues.
Federais dizem que comparação entre instituições grandes e pequenas distorce o resultado; UFRJ vai propor mudança
Natália Soares e Demétrio Weber
RIO e BRASÍLIA.
Um dia após o Ministério da Educação (MEC) divulgar o novo indicador que reprovou um terço das instituições de ensino superior, dirigentes de universidades públicas e privadas criticaram ontem o índice. Eles argumentam que o IGC não é capaz de refletir a qualidade de uma instituição e tampouco permite a comparação de estabelecimentos de tamanhos diferentes. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) vai propor ao MEC que se faça uma diferenciação em seus critérios, de acordo com o tamanho das universidades.
- Quando este índice é aplicado a várias universidades de tamanhos e realidades diferentes, pode causar distorção. Da forma como está sendo feito, uma universidade com um curso de pós-graduação bem conceituado e cinco de graduação com boas notas, pode se sair melhor do que uma universidade com muito mais cursos - disse a pró-reitora de Graduação da UFRJ, Belkis Valdman.
A UFRJ obteve a sétima posição entre as melhores universidades do país, atrás de instituições menores como a Universidade Federal de Viçosa e a Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Para a decana do Centro de Ciências da Matemática e da Natureza, Ângela Rocha dos Santos, o ranking não aponta a real posição da universidade:
- No cenário nacional, a UFRJ certamente ocupa os primeiros lugares em qualidade. Estas avaliações em grande escala são importantes para o ministério direcionar políticas públicas, mas acho que rankings não dizem muita coisa. Estão comparando laranjas com maçãs. As universidades menores têm vantagens na comparação.
Ressalvando que são favoráveis à avaliação, reitores temem prejuízo à imagem dos centros de ensino.
- O indicador é um avanço, mas não conseguiu captar a universidade como um todo. O MEC precisa dialogar mais. Depois que divulga os resultados, não adianta fazer seminário - disse Amaro Lins, presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).
Lins é reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que está na 22ª posição no ranking de 173 universidades. Segundo ele, a UFPE oferece mais de 80 cursos contra apenas um da Escola Brasileira de Economia e Finanças, da Fundação Getúlio Vargas, do Rio, que atingiu a nota mais alta.
- A contribuição de uma universidade com 40 cursos muito bons será mais significativa do que uma com apenas três.
"Os alunos não têm compromisso com o exame"
O presidente da Associação Brasileira de Mantenedores de Ensino Superior (Abmes), Gabriel Mário Rodrigues, disse que as instituições públicas têm melhores notas, na média, porque recebem alunos do ensino básico privado. Falando em nome do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, Rodrigues criticou o Enade, que serve de base para o novo Índice Geral de Cursos (IGC) das instituições. O IGC também considera as notas de mestrados e doutorados avaliados pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).
- Os alunos não têm compromisso com o exame - disse Rodrigues.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
UEM: IGC 341 / Faixa 04
Sem USP e Unicamp, MEC aponta Unifesp como a melhor entre as públicas
UOL - 08/09/2008.
A Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) está no topo do ranking das universidades públicas com melhor desempenho, segundo o novo indicador de qualidade do MEC (Ministério da Educação) divulgado nesta segunda-feira (8). A avaliação, no entanto, não inclui a USP (Universidade de São Paulo) e a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), entre outras públicas.
Os dados, chamados de IGC (Índice Geral de Cursos da Instituição), foram divulgados pela primeira vez pelo MEC. O índice sintetiza, para cada instituição, a qualidade de todos os seus cursos de graduação, mestrado e doutorado, distribuídos em campi e municípios onde a instituição atua.
A Unifesp, cuja cúpula renunciou há duas semanas devido a denúncias de irregularidades, obteve nota 439 de uma escala que vai de 0 a 500.
Entre as públicas que tiraram menos de 200 (referente aos conceitos 1 e 2) estão a Uncisal (Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas), com 149, e a UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia), com 176.
Segundo o MEC, as instituições com notas 1 e 2 não passarão por vistoria, como acontece com os cursos com baixo desempenho no Enade. "O IGC vai influenciar no recredenciamento da instituição, que pode ser liberado sem nenhuma exigência ou com termo de compromisso para melhora. No limite, pode até não ser recredenciada", disse o ministro da Educação, Fernando Haddad, na divulgação dos dados em Brasília.
Instituições estaduais não são obrigadas a fazer as avaliações realizadas pelo Inep --por isso, USP e Unicamp ficaram de fora, da mesma maneira que não participam do Enade. "A adesão é voluntária no sistema estadual, mas eu lamento porque a presença dessas instituições daria mais solidez a esse sistema e puxaria o referencial para cima", afirmou Haddad.
Avaliação
Foram avaliadas 173 universidades, 131 centros universitários e 1.144 faculdades isoladas e integradas. Do total, 35,5% das instituições públicas têm percentual de IGC 4 e 5. Entre as instituições privadas, essa proporção é de 4,9%.
Segundo o MEC, as que ainda não tiveram o seu indicador calculado são instituições novas, que não possuem concluintes em seus cursos.
Cálculo
No cálculo do indicador, são utilizados a média do CPC (conceito preliminar do curso) e o conceito fixado pela Capes para a pós-graduação. A média dos conceitos dos cursos é ponderada pela distribuição dos alunos entre os diferentes níveis de ensino (graduação, mestrado e doutorado).
Para esta edição, foram utilizados os CPCs referentes às edições do Enade no período de 2005 a 2007. Esse indicador de cursos considera, além de resultados de avaliação de desempenho de estudantes, infra-estrutura e instalações, recursos didático-pedagógicos e corpo docente.
A nota da Capes é referente à avaliação do triênio de 2004 a 2006.
UOL - 08/09/2008.
A Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) está no topo do ranking das universidades públicas com melhor desempenho, segundo o novo indicador de qualidade do MEC (Ministério da Educação) divulgado nesta segunda-feira (8). A avaliação, no entanto, não inclui a USP (Universidade de São Paulo) e a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), entre outras públicas.
Os dados, chamados de IGC (Índice Geral de Cursos da Instituição), foram divulgados pela primeira vez pelo MEC. O índice sintetiza, para cada instituição, a qualidade de todos os seus cursos de graduação, mestrado e doutorado, distribuídos em campi e municípios onde a instituição atua.
A Unifesp, cuja cúpula renunciou há duas semanas devido a denúncias de irregularidades, obteve nota 439 de uma escala que vai de 0 a 500.
Entre as públicas que tiraram menos de 200 (referente aos conceitos 1 e 2) estão a Uncisal (Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas), com 149, e a UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia), com 176.
Segundo o MEC, as instituições com notas 1 e 2 não passarão por vistoria, como acontece com os cursos com baixo desempenho no Enade. "O IGC vai influenciar no recredenciamento da instituição, que pode ser liberado sem nenhuma exigência ou com termo de compromisso para melhora. No limite, pode até não ser recredenciada", disse o ministro da Educação, Fernando Haddad, na divulgação dos dados em Brasília.
Instituições estaduais não são obrigadas a fazer as avaliações realizadas pelo Inep --por isso, USP e Unicamp ficaram de fora, da mesma maneira que não participam do Enade. "A adesão é voluntária no sistema estadual, mas eu lamento porque a presença dessas instituições daria mais solidez a esse sistema e puxaria o referencial para cima", afirmou Haddad.
Avaliação
Foram avaliadas 173 universidades, 131 centros universitários e 1.144 faculdades isoladas e integradas. Do total, 35,5% das instituições públicas têm percentual de IGC 4 e 5. Entre as instituições privadas, essa proporção é de 4,9%.
Segundo o MEC, as que ainda não tiveram o seu indicador calculado são instituições novas, que não possuem concluintes em seus cursos.
Cálculo
No cálculo do indicador, são utilizados a média do CPC (conceito preliminar do curso) e o conceito fixado pela Capes para a pós-graduação. A média dos conceitos dos cursos é ponderada pela distribuição dos alunos entre os diferentes níveis de ensino (graduação, mestrado e doutorado).
Para esta edição, foram utilizados os CPCs referentes às edições do Enade no período de 2005 a 2007. Esse indicador de cursos considera, além de resultados de avaliação de desempenho de estudantes, infra-estrutura e instalações, recursos didático-pedagógicos e corpo docente.
A nota da Capes é referente à avaliação do triênio de 2004 a 2006.
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