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quarta-feira, 8 de maio de 2019

Integração Ensino-Serviços



Paulo Pupim



Ideia é desenvolver ações que fortaleçam a saúde pública na região via SUS



Coordenadores dos cursos de Enfermagem e Medicina, da Universidade Estadual de Maringá, se reuniram, hoje (6), no Gabinete da Reitoria, com representantes da 15ª Regional de Saúde, e o reitor e o vice-reitor da UEM, Julio Damasceno e Ricardo Dias Silva, respectivamente.

Participaram do encontro, além de Damasceno e Silva, o diretor da 15ª RS, Ederlei Alkamim; servidores técnicos de departamentos da Regional; e os coordenadores dos cursos de Enfermagem, Grace Jacqueline Aquiles, e de Medicina, Roberto Esteves, ambos professores.

Os participantes discutiram a questão da integração e parcerias da UEM com a Regional de saúde para desenvolver ações voltadas ao desenvolvimento regional da saúde pública e do ensino de graduação em saúde.

Outra pauta foi a elaboração de propostas visando o fortalecimento da Educação Permanente em Saúde na região. Alguns assuntos de relevância para a saúde pública da região, como a atual crise que envolve o Laboratório de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas (Lepac), da UEM, e o Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM), também estiveram na pauta.

A reunião ainda serviu para a discussão de propostas de avanços na integração da UEM com a 15ª RS e outros setores estratégicos do município e região, que resultem em ações de melhoria e consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) na região.

Com sede em Maringá, a 15ª Regional de Saúde, ligada à Secretaria de Saúde do Paraná (Sesa), engloba 30 municípios, incluindo o de Maringá.

quarta-feira, 27 de março de 2019

Integração Ensino-serviços-comunidade





Universidade e Poder Público: Relação entre Universidade e Sistema Único de Saúde. Saúde, Educação e Trabalho Interprofissional

Tiago Rodella
 


Será realizado nesta sexta-feira e sábado, dias 29 e 30 de março, no campus da USP em Bauru, o workshop “Universidade e Poder Público: Relação entre Universidade e Sistema Único de Saúde. Saúde, Educação e Trabalho Interprofissional”.

O evento é uma iniciativa do Curso de Medicina da FOB-USP, com apoio da Diretoria da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB), Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Ministério da Saúde e Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS). A inscrição é gratuita e pode ser feita até esta quarta-feira, 27 de março, pelo site www.hrac.usp.br/eventos. As vagas são limitadas!

Segundo o professor José Sebastião dos Santos, coordenador do Curso de Medicina da FOB-USP e superintendente do Centrinho-USP, o objetivo do workshop é promover uma reavaliação das relações e da cooperação entre entes públicos, sobretudo em função da realidade locorregional e sob a perspectiva da implementação do novo Curso de Medicina e da instalação do Hospital das Clínicas de Bauru.

“De acordo com as últimas diretrizes curriculares, não se pensa mais um curso da área da saúde restrito ao âmbito do campus universitário. Os futuros profissionais precisam ser formados conhecendo a realidade, o dia a dia. Para tanto, precisamos ter uma interação mais próxima entre a Universidade e as áreas de execução na saúde, educação, assistência social e segurança pública, em interface com o Legislativo, Judiciário e Ministério Público, porque essas relações precisam ser formatadas com instrumentos legais de cooperação e de acompanhamento. O evento é um momento oportuno, portanto, para que a cidade e a região façam uma releitura atenta do que já existe em termos de legislação, para que os marcos legais sejam explorados positivamente e as relações de cooperação entre as instituições e esferas de poder se fortaleçam”, pontua o professor.

“A contribuição de cada poder é importante para que essa cooperação se estabeleça do ponto de vista legal, administrativo e, principalmente, operacional, com vistas à produção de bens de natureza social com mais qualidade e também à formação dos futuros profissionais”, ressalta José Sebastião dos Santos.


Programação e participação

De acordo com o programa preliminar, a programação tem início no dia 29 de março (sexta-feira), com dois pré-eventos no período da manhã. Das 8h30 às 9h30, no Anfiteatro do Centrinho-USP, será ministrada a conferência “Marcos teórico-conceituais e metodológicos da educação e do trabalho interprofissional em saúde”. Das 9h40 às 12h, estão programadas atividades práticas de simulação no Núcleo de Educação e Capacitação em Saúde (Necs), nas dependências do Hospital.

No período da tarde, no Teatro Universitário da FOB-USP, das 14h30 às 15h, acontece a abertura oficial do workshop “Universidade e Poder Público”, com as participações de Antonio Carlos Hernandes, vice-reitor da USP; Sandro Roberto Valentini, reitor da Unesp; Eduardo Aguilar Arca, diretor do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Sagrado Coração (USC); Carlos Ferreira dos Santos, diretor da FOB-USP; José Sebastião dos Santos, coordenador do Curso de Medicina da FOB-USP e superintendente do Centrinho-USP; José Henrique Rubo, prefeito do campus USP-Bauru; entre outras autoridades.

Das 15h às 17h, está programado o painel “Universidade e Sistema de Saúde”, que contará com a participação de Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado, pró-reitora de Cultura e Extensão Universitária da USP; Gladis Massini-Cagliari, pró-reitora de Graduação da Unesp; José Rodrigues Freire Filho, consultor internacional em recursos humanos em saúde da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), por videoconferência; de representantes do Ministério da Educação, Secretaria Municipal de Saúde de Bauru, associações e conselhos, organizações do terceiro setor; além de autoridades dos poderes Legislativo e Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Contas, Receita Federal e dos sistemas Educacional, de Assistência Social, de Segurança Pública e de Saúde.

A programação prossegue no sábado, 30 de março, no Teatro Universitário da FOB-USP. Das 8h30 às 9h45, acontece o painel e debate “Desafios para a integração entre currículos na educação de profissionais da saúde: A potência para educação interprofissional na graduação”. Das 9h45 às 10h30, será ministrada a conferência “Intencionalidade da educação interprofissional na formação em saúde: Caminhos possíveis”.

Após um pequeno intervalo, das 10h50 às 11h50, está programado o painel “Trabalho interprofissional em saúde: Perspectiva atual e capacidade de movimento dentro do processo de educação permanente”. Encerra a programação do workshop a conferência “Competências colaborativas nas iniciativas de educação interprofissional”, das 11h50 às 12h30.

O público-alvo do evento são autoridades dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), docentes, tutores, preceptores do “Programa PET Saúde – Bauru”, estudantes e pós-graduandos da área de saúde e demais interessados da comunidade.

A inscrição é gratuita e pode ser feita até esta quarta-feira, 27 de março, pelo site www.hrac.usp.br/eventos. As vagas são limitadas! O campus da USP-Bauru fica localizado na Alameda Doutor Octávio Pinheiro Brisolla, 9-75, Vila Universitária.


Integração ensino-serviço-comunidade

O workshop “Universidade e Poder Público” marca o início, em Bauru, do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde/Interprofissionalidade), da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) do Ministério da Saúde.

No final de 2018, Bauru teve dois projetos contemplados para o PET-Saúde, um da USP em parceria com a Universidade do Sagrado Coração (USC), e outro da Unesp. Ao todo, 120 projetos foram selecionados em todo o país, para implementarem, nos próximos dois anos, ações de integração ensino-serviço-comunidade utilizando os pressupostos teóricos e metodológicos da Educação Interprofissional em Saúde, com foco no desenvolvimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Os dois projetos de Bauru contam com 120 bolsas concedidas pelo Ministério da Saúde. O projeto da USP, que tem a USC como instituição convidada, conta com 60 bolsas para integrantes dos cursos de Medicina, Odontologia e Fonoaudiologia (FOB-USP) e Enfermagem, Fisioterapia e Nutrição (USC). O projeto envolverá as áreas de Atenção Primária em Saúde, Vigilância em Saúde, Urgência e Emergência, Oncologia e Gestão em Saúde. Tem a participação de 30 estudantes de graduação, 20 preceptores – da Secretaria Municipal de Saúde, do Departamento Regional de Saúde de Bauru (DRS 6) e do setor terciário – e dez docentes.

Já o projeto da Unesp conta com mais 60 bolsas e a participação dos cursos de Ciências Biológicas, Educação Física e Psicologia. A proposta do PET-Saúde Bauru é que os dois projetos trabalhem em conjunto e se complementem.

“É a primeira vez que Bauru é contemplada, em um esforço conjunto da Universidade de São Paulo e da Unesp. Esse projeto é importante porque amplia a interação da Universidade com os serviços municipais e estaduais de saúde. É bom para uma reavaliação da oferta quantitativa e qualitativa, e, ao mesmo tempo, para formar melhor os futuros profissionais e capacitar aqueles que já estão atuando. A Universidade não deve ter muros. Se os serviços tiverem alguma necessidade de capacitação e pudermos ajudar, nós, como Universidade, temos a obrigação de contribuir”, salienta o coordenador do Curso de Medicina da FOB-USP e superintendente do Centrinho-USP, José Sebastião dos Santos.

terça-feira, 24 de julho de 2018

PET-Saúde / Interprofissionalidade



Caras e Caros membros da ReBETIS, é com entusiasmo que divulgamos o Edital do novo PET-SAÚDE/
INTERPROFISSIONALIDADE, divulgado no D.O.U. hoje:


Desejamos que esta seja uma oportunidade para ampliarmos e aprofundarmos as iniciativas de Educação e Trabalho Interprofissional em Saúde.

Saudações cordiais,
Grupo Executivo da ReBETIS.

terça-feira, 22 de maio de 2018

Interprofessional Education



Results of the Implementation of Interprofessional Discipline for Health Area Courses

By Roberto Z. Esteves 

 
Roberto Z. Esteves, MD, PhD is Associate Professor and Medicine Course Coordinator at Universidade Estadual de Maringá and Postgraduate Professor in HPE at Faculdades Pequeno Príncipe (BRAZIL). He has colaborated in recent years with the FAIMER – Brazil Regional Institute. 

Interview

The main intention of my project was to re-orientate the formation of health professionals towards what the society needs. For that, it is fundamental to improve the interprofessionality and to strengthen what every profession can do.

It is fundamental to develop the common competences of the seven  courses together and early, to prevent a splitted view that focus on professional conflicts and not the synergies. Actually, when students are exposed to a health system and community demanding a interprofessional design, despite their different courses, they will probably develop better common and specific skills. During their graduate course and their professional life, they will recognize that every profession has its importance and interprofessional teamwork can improve the health outcomes .

There were challenges, of course. The university and faculties had misconceptions about IPE and usually only know to work in a uniprofessional model. The dean and coordinators as stakeholders were crucial to the success. Institutional support allowed the faculty development to IPE and to review the curricula.

Academia and health services have prejudices about each other, generally due to the lack of discussion. By doing workshops with  teachers and health services professionals we allowed the alignment of the objectives and created the feeling of belonging to a common project.

We can’t expect future professionals to work in interprofessional teams when they didn’t learn the interprofessional design in their education and never saw the professors and professionals working together and respecting each other.
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Abstract

In Interprofessional Education (IPE) two or more health professions learn about each other, improving attitudes, knowledge, skills and behaviors for collaborative practice. At the State University of Maringá (UEM), the health courses present curriculum with disciplines that are hierarchical and teacher-centered. Changes are justified in search of an integral formation. Attention in Health was introduced in the curricular matrix in a mandatory way.
Objective:  to describe the results of the creation of disciplines in primary care. In the activities, the Arch of Maguerez was used as an active methodology and an evaluation system composed of cognitive, psychomotor and affective axes, articulated, continuous and systematic. In three years of activity, the discipline involved 1450 students, 65 teachers and 26 preceptors of the primary care network, producing 125 local intervention projects. The projects were discussed and carried out jointly with the preceptors of the health network.
Conclusion: IPE can be the integration between university and health services since the training of students, integrating the team and creating a future interprofessional perspective.




quinta-feira, 19 de abril de 2018

Interprofessional Education



UEM promove Oficina de
Educação Interprofissional

No dia 19/04/2018, o PROPET Saúde/UEM, coordenado pela Profª Drª Rozilda Alves das Neves Vidigal (DPI/UEM), promoveu um Oficina de Educação Interprofissional como parte das atividades de educação permanente dos participantes do Projeto.



A oficina foi conduzida pelo Prof. Dr. Marcelo Viana da Costa (UFRN/UERN/ReBETIS), autoridade internacional na área da Educação Interprofissional,  e contou com a participação de tutores da UEM e preceptores e gestores dos serviços.



Nos períodos da manhã e da tarde, os participantes tiveram a oportunidade de compartilhar suas experiências e contar com a grande experiência do Professor Marcelo.



terça-feira, 27 de março de 2018

Educação Interprofissional





Esse é o quarto ano em que a proposta está sendo colocada em prática
 
Ana Paula Machado Velho 

Cerca de 400 alunos dos cursos da saúde, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), iniciaram sua jornada pela formação interdisciplinar, foco dos currículos da instituição na área, na primeira aula da matéria Atenção em Saúde. As atividades tiveram início no auditório do Dacese, no câmpus de Maringá da UEM, na quinta-feira (22).




Segundo o coordenador pedagógico da disciplina e supervisor da enfermaria de pediatria do Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM), Edson R. Arpini Miguel, a disciplina Atenção em Saúde leva os alunos a vivenciar, desde o primeiro ano, o ambiente das Unidades Básicas de Saúde (UBS). São formados grupos mistos de 10 alunos cada um, que são acompanhados por professores formados para trabalhar com grupos interdisciplinares e por preceptores dos serviços. A proposta tem, ainda, o apoio da Secretaria Municipal de Saúde, que a entende como uma estratégia que pode criar novas interfaces entre a universidade e os serviços de saúde, explicou Arpini.

O professor, que organiza a iniciativa junto com a coordenadora da disciplina, a professora da enfermagem Ana Paula Oliva, acrescentou que a metodologia utilizada nas aulas é centrada no estudante, com problematização da prática. “Na primeira aula da disciplina, os professores usaram a Team Based Learning, uma metodologia que traz problemas para serem pensados e resolvidos em conjunto, pelos estudantes, bem diferente das estratégias normalmente usadas em sala de aula. É uma forma de inserir o aluno na realidade com várias aproximações e complexidade progressiva, visando à prática inter profissional futura”, esclareceu o pediatra do HUM.





Os cursos envolvidos na disciplina são: Medicina, Enfermagem, Odontologia, Educação Física, Biomedicina, Farmácia e Psicologia, da área de Humanas.




sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

COAPES





Manual de Apoio aos Gestores do SUS para a implementação do COAPES




O Contrato Organizativo de Ação Pública Ensino-Saúde (COAPES) e suas diretrizes foram publicadas em conjunto pelos Ministérios da Saúde e da Educação na Portaria Interministerial nº 1.127 de 04 de agosto de 2015. Trata-se de um dispositivo da Política Nacional de Educação Permanente ofertado aos atores do Sistema Único de Saúde (gestores, trabalhadores e usuários) e da Educação Superior da área da saúde (gestores, docentes e estudantes) para promover processos participativos de construção da formação e desenvolvimento profissional no SUS e para o SUS.