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domingo, 31 de março de 2013

ENADE 2013


Enade 2013 avaliará 17 cursos; prova será em 24 de novembro


O Enade 2012 teve quase 600 mil inscritos.  A prova é obrigatória para receber o diploma universitário Foto: Terra
O Enade 2012 teve quase 600 mil inscritos.  A prova é obrigatória para receber o diploma universitário
Foto: Terra
 
O Ministério da Educação (MEC) publicou nesta quinta-feira, 28 de março, no Diário Oficial da União, as regras para aplicação do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2013.  Segundo a publicação, serão avaliados 17 cursos, sendo 13 de Bacharel e 4 Tecnólogos. A prova será aplicada no dia 24 de novembro, com início às 13 horas no horário oficial de Brasília.

 
  Bacharel
Agronomia
Biomedicina
Educação Física
Enfermagem
Farmácia
Fisioterapia
Fonoaudiologia
Medicina
Medicina Veterinária
Nutrição 
Odontologia
Serviço Social
Zootecnia

O Enade será realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) , sob a orientação da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (CONAES), e contará com o apoio técnico de Comissões Assessoras de Área. 

O Enade tem o objetivo de medir o rendimento dos alunos dos cursos de graduação quanto aos conteúdos programáticos, às suas habilidades e competências. Ele é usado para compor o Conceito Preliminar de Curso (CPC), que mede a qualidade dos cursos em uma escala de 1 a 5. Os resultados 1 e 2 são considerados insatisfatórios, o 3, razoável e o 4 e o 5, bons. A avaliação é feita a cada três anos.

Nesta ano, serão avaliados os cursos de bacharelado em agronomia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, serviço social e zootecnia. Também serão avaliados os cursos técnicos de agronegócio, gestão hospitalar, gestão ambiental e radiologia.

Devem fazer o exame, os estudantes que ingressaram no curso em 2013 e que tenham concluído até 25% da carga horária mínima do currículo do curso até o término do período. Também fazem a prova estudantes que tenham expectativa de conclusão do curso até julho de 2014, assim como aqueles que tiverem concluído mais de 80% da carga horária mínima do currículo do curso.

Tecnológo
Agronegócio
Gestão Hospitalar
Gestão Ambiental
Radiologia
 

Para os cursos superiores de tecnologia, participam os estudantes que têm expectativa de conclusão em dezembro deste ano, assim como os que tiverem concluído mais de 75% da carga horária mínima do currículo.

Ficam dispensados do exame aqueles que colarem grau até o dia 31 de agosto de 2013 e os estudantes que estiverem oficialmente matriculados e cursando atividades curriculares fora do Brasil na data de realização da prova, em instituição conveniada com a instituição de origem do estudante. A dispensa constará no histórico escolar do aluno.

Os dirigentes das instituições de ensino superior são os responsáveis pela inscrição de todos os estudantes habilitados, que devem ser feitas de 9 de julho a 16 de agosto pelo endereço eletrônico: http://enade.inep.gov.br. Cabe também às instituições a divulgação da lista de estudantes habilitados. Do dia 20 ao dia 30 de agosto, as instituições poderão fazer inclusões ou retificações, no mesmo endereço eletrônico.

Os estudantes farão a prova no município sede do curso, com exceção daqueles que cursam a modalidade de educação a distância. Esses poderão fazer a prova no município em que a instituição tenha um polo de apoio presencial.

As diretrizes para o exame serão divulgadas até o dia 31 de maio. Entre 22 de outubro e 24 de novembro, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disponibilizará o Questionário do Estudante, de preenchimento obrigatório, pelo site: http://portal.inep.gov.br. Somente depois do preenchimento do questionário, o estudante terá acesso ao local de prova e poderá imprimir o Cartão de Informação do Estudante.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Avaliação do Ensino Superior


Veja - Capa

MEC merece vivas pela avaliação do ensino superior. E puxões de orelha

Em artigo da edição de VEJA desta semana, o colunista analisa o sistema federal de acompanhamento de instituições e cursos

 
 
 
Claudio de Moura Castro
 
 
 
 
 
 
 

Saiu a nova avaliação do ensino superior. Vários vivas para o MEC, mas, também, puxões de orelha. Ambos merecidos. Vivas pela consolidação de um sistema ousado, único no mundo e combatido pelas hostes do atraso, inclusive dentro do MEC. É um sobrevivente, sofreu escoriações, mas também teve reparos. Todos ficam sabendo quem é quem: ele mata a onça e mostra o pau. Desta vez, a justiça é mais cega: puxões de orelha também para os cursos fracos da rede pública. E por que não? Outro avanço: a “dosimetria” das penalidades é graduada, leve para alguns e truculenta para os grandes pecadores. Até aqui, maravilha. O problema é ser muito fácil derrapar nos meandros da teoria estatística. O maior enguiço é no entendimento errado da curva descoberta pelo matemático Gauss. Como muitos fenômenos estatísticos se distribuem na forma de um sino, na avaliação é comum e correto dispor os dados na curva e dar notas a cada um de acordo com o ponto dela em que estejam. Quem ficou na cauda direita ganha a nota máxima. Vai a mínima para os da cauda esquerda.

"O MEC não pode dizer que os cursos
 com piores notas são ruins, nem se pioraram. 
Mas pode considerá-los sob suspeição"

Mas é preciso saber o que não dizem os resultados. Imaginemos que o MEC tivesse sob sua tutela as dez melhores universidades do mundo. Sendo a melhor, Harvard ganharia 5. E seria dada nota 2 para Berkeley, pois é a penúltima. O MEC iria proibi-la de fazer vestibular. Mas, vejam só, Berkeley é a melhor universidade pública do mundo! Onde está o erro? Muito simples, está na diferença entre ruim e pior. Pior é um relativo, ruim um absoluto. Berkeley é pior do que oito, mas é excelente. Nossa avaliação não permite dizer se é ruim ou boa, apenas compara cursos. Quem acertou menos ganha nota pior. São fracos só na comparação com os outros. E, pela regra, a proporção com nota ruim será sempre a mesma. Sabemos quais são os nossos piores cursos. Mas, para saber se são ruins, precisaríamos definir o que os graduados de cada área devem dominar minimamente. O exame da OAB é concebido assim (em que pese sua pouca transparência). Mas nas provas do Enade isso jamais foi feito, pois um grupo de professores redige as questões pela sua cabeça. Vejam o dilema: nas licenciaturas de matemática, as médias de acerto são baixíssimas. Só que não sabemos se os cursos são fracos, se os alunos são despreparados ou se quem formulou as questões tinha expectativas irrealistas. Pela mesma razão, ao contrário da Prova Brasil, os testes não são comparáveis de ano a ano. Portanto, não podemos dizer se algum curso melhorou, sabemos apenas se passou na frente de outros. No curto prazo, essas limitações das provas são incontornáveis. Portanto, o MEC não pode dizer que os cursos com piores notas são ruins, nem se pioraram, como vem fazendo. Mas pode e deve considerá-los sob suspeição, justificando uma investigação individualizada.
 
Thinstock/Digital Vision
(Thinstock/Digital Vision)

Um tropeço desnecessário é o uso de um indicador composto, somando o que o graduado sabe (o Enade) com o número de doutores e mestres, a proporção em tempo integral e a opinião dos alunos sobre assuntos que desconhecem. O argumento é muito simples: os alunos aprenderam? Tiraram boas notas na prova? Então, o curso é bom. Se consegue resultados sem doutores, qual é o problema? Na verdade, não há correlação entre tais indicadores e o que os alunos aprendem. O que o indicador composto (IGC) faz é tão somente penalizar aqueles cursos privados cujos alunos aprendem o mesmo mas não têm recursos para pagar doutores em tempo integral (cuja contribuição é incerta).
Por último, há uma diferença essencial entre o que o aluno sai sabendo e o que o curso forneceu para a sua formação (o chamado valor adicionado). Sabe-se que 80% do desempenho no Enade é estatisticamente explicado pelo que o aluno já sabia ao entrar no superior. Se o MEC quer punir cursos fracos — e deve fazê-lo —, cabe puxar as orelhas daqueles cujos alunos sabem menos porque eram fracos ao entrar? Ou dos cursos em que os alunos aprenderam pouco? Não são os mesmos! Esses breves comentários não fazem justiça à complexidade técnica do assunto. A avaliação é um instrumento precioso e é feita com boa técnica. O ensaio apenas alerta para os perigos de que ela seja mal-usada.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Escolas Médicas

Decisões equivocadas sobre escolas de medicina
Adib Jatene

Artigo de Adib Jatene – que foi publicado hoje (28/02/2012) na Folha de São Paulo na seção Tendência/Debates – versa sobre a reabertura de vagas nos cursos de Medicina que tinha sido fechadas por falta de condições de ensino de qualidade.

Médicos qualificados doaram o seu tempo para avaliar cursos ruins e cortar vagas; o Conselho Nacional de Educação ignorou o nosso trabalho e recriou todas

O Conselho Nacional de Educação acaba de tornar sem efeito decisões da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do Ministério da Educação (MEC) sobre a redução de vagas em cursos de medicina.

Até 1996, o país possuía 82 faculdades de medicina, das quais 33 eram privadas (40%). Em 12 anos, entre 1996 e 2008, foram criadas 98 novas faculdades, das quais 68 privadas (70%).

Existiam ainda, sob análise do MEC, mais de 50 pedidos de autorizações de novas faculdades, praticamente todas privadas e sem infraestrutura mínima para ministrar um curso médico.

Em 2008, o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) identificou 17 escolas, entre as que tinham formandos, com nota inferior a três (em uma escala de um a cinco).

Alarmado com a situação, o então ministro Fernando Haddad, após discutir o problema, concordou em recriar a Comissão de Especialistas do Ensino Médico, presidida por mim e com maioria absoluta de membros da Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM), inclusive com quatro ex-presidentes. Todos os membros têm ampla atuação e experiência na área.

Após uma revisão dos pré-requisitos que a entidade que deseja abrir o curso médico deveria observar, foi explicitado que, como item eliminatório, a entidade teria de possuir um complexo médico-hospitalar com pelo menos quatro leitos por vaga pretendida. Seria necessário ter também uma residência médica reconhecida pelo Ministério da Saúde e um pronto-socorro em atividade.

Alem disso, a instituição deveria possuir um complexo ambulatorial, contando tanto com unidades básicas com o Programa de Saúde da Família quanto com ambulatórios de especialidades.

Desse modo, estaria garantido o campo de treinamento e dimensionado o número de vagas. Na hipótese de a instituição não possuir complexo próprio, seria permitido um convênio, por período não inferior a dez anos, sem compartilhamento com outra instituição.

Quanto às escolas existentes cujo desempenho no Enade foi insatisfatório, decidiu-se fazer uma visita ao local com pelo menos dois membros da comissão.

Eles, após entrevistas com docentes e com discentes e visitas às instalações, avaliaram as condições para a oferta do curso e elaboraram relatórios circunstanciados.

Na impossibilidade de indicar o fechamento da escola, optaram por reduzir o número de vagas, deixando o mínimo tolerável, capaz de beneficiar não apenas os alunos, mas também a população que seria atendida pelos egressos dessas escolas.

Baseado nesse trabalho sério, de pessoas que doaram seu tempo na expectativa de melhorar o ensino médico, foi que a Sesu acolheu as indicações e reduziu o número de vagas em várias escolas médicas. Isso aconteceu depois de ampla discussão com a comissão de especialistas -que, reitero, avaliou com o maior cuidado a situação do ensino nessas entidades.

De repente, o Diário Oficial da União publica uma decisão por unanimidade do Conselho Nacional de Educação (CNE) restaurando o número de vagas previamente existentes, desconsiderando o trabalho da comissão, que levou mais de dois anos para ser executado -sem nem sequer dar uma oportunidade para nos manifestarmos.

Decisões equivocadas como essas servem para desmotivar os que ainda acreditam ser possível corrigir as iniquidades, criadas por influência empresarial ou política, e para reforçar a ideia de que não adianta lutar por dias melhores.

Mas ainda há gente neste país que acredita, mesmo com as instituições atuais e com os conselhos suscetíveis a pressões, ser possível avançar.

Decisões como a do CNE não nos farão desistir. Elas nos alimentam para continuarmos a luta, que antes de ser nossa deveria ser do CNE.

ADIB JATENE, 82, cardiologista, é professor emérito da Faculdade de Medicina USP e diretor-geral do Hospital do Coração. Foi ministro da Saúde (governos Collor e FHC)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

SINAES

Curso de Medicina da UEM é considerado o melhor do Brasil pelo INEP

O Curso de Medicina da Universidade Estadual de Maringá (UEM) foi o melhor avaliado no último ciclo avaliativo realizado pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) no ano de 2010.
No vídeo, reproduzo a entrevista que o Reitor da UEM, Prof. Dr. Júlio Santiago Prates Filho e eu demos para a TV UEM. Nela detalho brevemente a metodologia do SINAES e destaco a alta qualidade do nosso corpo discente. Fica patente também outro mérito do nosso Curso: a paixão pela docência médica que procuramos incurtir em nossos professores.




Roberto Z.Esteves
Coordenador do Curso de Medicina - UEM
Administrador, Blog Educação Médica - UEM