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sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Equity in Health



DARWIN DECLARATION









The Network: Towards Unity for Health (TUFH) an official non-state actor of WHO, is an international organization that works with national, state, and community partners to foster equitable community-oriented health services, education and research with the goal of improving health locally and globally. The participants of TUFH 2019 in Darwin, collectively, as a result of the Global Solutions Challenge Inclusive Process, curated and endorse the following declaration.  


ACHIEVING EQUITABLE HEALTH CARE BY RESPONDING TO POPULATION HEALTH NEEDS Whereas, 

1.The world desires and the future deserves Universal Health Coverage and Equitable Health Care for ALL; 

2.Universal Health Coverage and Equitable Health Care for the disadvantaged, neglected, and minorities rarely exists;  

3.The voices of marginalized populations including but not limited to First Nations, Indigenous, Elderly, Women, Migrants and Refugees, and people living in remote and rural areas are not adequately represented or invited to the table where health, system and funding decisions are made; 

4.Non-health sectors are not adequately represented or invited to the table where health, system and funding decisions are made; 

5.There is often a disconnect between the wisdom and ideas of the elders and the youth where both voices are often lost in healthcare discussion;  

6.Institutions who adopt and implement social accountability and interprofessional education and practice standards aren’t recognized;  

7.Climate change is increasingly effecting the environment, health and healthcare;  

8.Health Education and Training is rarely tailored to, addresses community needs, or informed by community implementation;  

9.Global siloed policy recommendations, consuming the majority of financial resources, are majorly ineffective as they are not developed with and by the communities they are targeted to impact and do not often engage and support the work of local clinicians and teams. 

We collectively declare we will work toward inclusiveness, education, and advocacy.


We will work toward INCLUSIVENESS defined by:  

 1.A global effort of caring for each other returning the human spirit to health care including community voices, culture, lived experiences, empathy, and compassion.  

2.Frequent and consistent communication in the creation of priorities for local action between and within the health sector both regionally and globally and with and for the people and communities of the world.  

3.Frequent and consistent communication in the creation of joint priorities of action beyond the health sector with non-health sectors.  


We will work toward EDUCATION defined by:  

4.Alternative health practitioners (e.g. community health workers) and emerging healthcare professionals are engaged, competently trained, certified, and represented in health workforce policies and practices. 

5.The next generation of health workforce leadership is prepared by creating greater opportunities for students with mentorship being one of the opportunities.  
6.Capitalize on the advancement of technology to enhance the sharing and education for academics, health workers and students regionally and around the world. 

7.Healthcare Education is tailored to and addresses community needs and incorporates community best practices (e.g. field case studies) reflecting what people are doing and not publishing. This includes the formation of additional health education and training platforms from communities, in communities, by communities, and for communities.  


We will work toward ADVOCACY defined by:  

8.Advocacy to ensure the voice of marginalized populations including but not limited to First Nations, Indigenous, Elderly, Women, Migrants and Refugees, and people living in remote and rural areas are adequately represented at the table where health, system and funding decisions are made.  

9.Provide international structures and systems for the structural implementation of Social Accountability (e.g. curriculum accreditation that responds to and does not increase disadvantages).  

10.A global effort recognizing the climate change and its impact on the environment, health, and healthcare.  

11.Demonstrate through evidence that Social Accountability, Interprofessional Education, and the Integrated Health Team create positive impact toward students, health professionals, and community.

12.Support the certification and recognition of institutions as the global leaders in implementing Social Accountability, Interprofessional, and Population Health that includes, at a minimum, the standards as listed below: 
 Policies, curricula, and regulatory standards that promote social accountability, community involvement, and interprofessional education and practice; 
 Environmental Impact of Healthcare including the monitoring waste production, efficiency, challenging the need of single use devices; 
 Inclusion of the student and patient/community voice in the development of policies, curricula and regulatory standards; 
 Holistic approach in delivering quality health that includes the healthcare team driven by patient goals verses silos. 
 Ensure training from communities, in communities, by communities, and for communities. 

TUFH commits to be a vibrant and effective network of networks that realizes, implements, and assesses the effectiveness of the above actions.


 

domingo, 30 de junho de 2019

Inclusão na Universidade




Pessoas com necessidades especiais: inclusão na sociedade e na universidade





Os alunos da Turma X da disciplina interprofissional "Atenção em Saúde" pertencentes aos 7 Cursos da área da Saúde da UEM ( Biomedicina, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Medicina, Odontologia e Psicologia) definiram as questões da Equidade e da Inclusão como prioridades para intervenção e como parte das atividades planejadas organizaram no último dia 27de junho de 2019 uma mesa-redonda com o tema: "Pessoas com necessidades especiais:inclusão na sociedade e na universidade". 

Os debatedores foram Raquel de Araújo Bonfim e Fabiana Polpeta Medeiros, representantes da ANPR (Associação Norte Paranaense de Reabilitação), Tania Alvarez Silva pelo PROPAE (Programa Multidisciplinar de Pesquisa e Apoio à Pessoa com Necessidades Educativas Especiais) da UEM e Wellington Liziero Dias, aluno do Curso de Biomedicina como representante dos alunos com necessidades especiais.  





O evento contou com a presença de alunos, professores e servidores da UEM e membros da comunidade externa. 


* Este evento integra as atividades desenvolvidas pela UEM em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde de Maringá e a sociedade. Contou com o apoio da DEPE/HURM-UEM e do Projeto PróSaúde/PET-Saúde.



sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Astana



Astana: uma conferência para se ler de trás para frente

‘É hora de agir!’, conclamam os integrantes da delegação brasileira, que apresentam aqui suas impressões sobre o evento


Todos nós estávamos preparados para ir para casa depois de três dias de debates intensos e produtivos e de ter desfrutado da atmosfera especial criada pelo povo do Cazaquistão. Durante os dias da Conferência Global sobre Atenção Primária à Saúde, na capital do país, Astana, ficamos embevecidos pelo espírito de Alma Ata nas palavras, ideias e compromissos, mas nada sintetizou mais o momento do que a fala final apaixonada, articulada e visionária da diretora regional para as Américas da OMS, Carissa Etienne. Ela trouxe à tona o profundo compromisso com a justiça social que, em 1978, encantou toda a comunidade de saúde pública do mundo – e continua a fazê-lo. De forma enfática, iniciou seu discurso afirmando que saúde não é mercadoria, é direito de todos e responsabilidade governamental. Clamou por uma nova “saúde para todos", que fosse não só sobre o acesso a serviços de qualidade em saúde, mas além, uma força para impulsionar o desenvolvimento sustentável, convocando outros setores a também se comprometerem a contribuir para um mundo melhor e saudável.

A grande ovação que a dra. Etienne recebeu de uma multidão de cerca de 2 mil participantes, autoridades, acadêmicas(os), trabalhadoras(es) da saúde, sociedade civil e representantes do setor privado, deve ser a imagem que, novamente, vai inspirar a saúde pública nas décadas futuras. Pode ser que tenha sido o Cazaquistão, terra gentil e de povo solidário e audacioso, que promoveu momentos especiais para a saúde pública, no passado e no presente. O que é certo é que todos nós esperamos que a Declaração de Astana inspire os líderes atuais e de gerações futuras. Ali estiveram jovens que, pela primeira vez, participaram ativamente desse tipo de conferência, contribuindo, às vezes, de forma mais clara e precisa que outros expositores tradicionais.


A grande ovação que a dra. Etienne recebeu de uma multidão de cerca de 2 mil participantes, autoridades, acadêmicas(os), trabalhadoras(es) da saúde, sociedade civil e representantes do setor privado, deve ser a imagem que, novamente, vai inspirar a saúde pública nas décadas futuras.


Durante os três dias, as(os) participantes examinaram a atenção primária à saúde no contexto da Agenda 2030. Saúde é ao mesmo tempo um tema central, um indicador e a melhor evidência do sucesso na implementação da Agenda.

A atenção primária à saúde é o fundamento de sistemas de saúde sustentáveis, primeiro ponto de entrada efetivo e eficiente nos sistemas de saúde e marco conceitual do que deve ser feito para avançar na saúde e no bem-estar. A Declaração de Astana propõe que:

- Governos e sociedades devem priorizar, promover e proteger a saúde e o bem-estar das pessoas, tanto no plano da população, quanto nos níveis individuais, por meio de sistemas de saúde fortalecidos;
- Cuidados primários de saúde e serviços de saúde devem ser de alta qualidade, seguros, abrangentes, integrados, acessíveis, disponíveis e alcançáveis para todos e em todos os lugares, propiciados com compaixão, respeito e dignidade, por profissionais de saúde bem treinados, qualificados, motivados e comprometidos;
- Garantia de ambientes que propiciem a boa saúde de indivíduos e comunidades engajados em manter e aprimorar sua saúde e o bem-estar;
- Parceiros e interessados devem estar alinhados no fornecimento de apoio efetivo às políticas nacionais de saúde, estratégias e planos.

A apresentação do desenvolvimento do Plano de ação global para a vida saudável e bem-estar para todos, em uma sessão de Alto Nível, serviu para promover o engajamento dos países, das organizações internacionais, da sociedade civil e do setor privado. O plano de ação, iniciativa de líderes globais, marca o início de um esforço para apoiar a implementação da Agenda 2030 por meio de: alinhar ações, acelerar a implementação e prestar contas:

Alinhar: alinhar e coordenar para reduzir duplicidades e ineficiências;
Acelerar: abordar as sete áreas transversais, nas quais esforços mais inovadores e sinergísticos podem acelerar significativamente o progresso na saúde global;
Prestar contas: desenvolver um esquema para avaliar os resultados e vincular os investimentos e os resultados.

Tratar os temas da Agenda 2030 e da atenção primária juntos é uma abordagem inovadora e promissora para a saúde pública em suas diversas dimensões, como os determinantes sociais, comerciais e ambientais da saúde; o acesso a serviços de saúde de qualidade; pesquisa, desenvolvimento e inovação para disponibilizar novas tecnologias para a saúde e para enfrentar grandes desafios (segurança humana, saúde mental, resistência antimicrobiana e uso adequado da tecnologia da informação e das tecnologias sociais, entre outros).

"Não será fácil" era uma frase comum ouvida em muitas sessões, quando se tratava de discutir a saúde vis-à-vis os grandes desafios econômicos, sociais, políticos e do ambiente físico que o mundo enfrenta hoje. Todas essas áreas estão em crise e dando sinais de que são necessárias mudanças profundas para poder ajustar o desenvolvimento às novas dimensões da população e da crise planetária. Muitos disseram que a saúde não é um problema ou fonte de gasto, mas essencialmente a melhor solução para inspirar e promover as mudanças necessárias e construir a equidade social. Tudo depende de como a saúde será posicionada e como atenção primária terá oportunidade de ser ator principal nesse jogo difícil.

Tratar os temas da Agenda 2030 e da atenção primária juntos é uma abordagem inovadora e promissora para a saúde pública em suas diversas dimensões

Todos trazemos mensagens claras e inspiradoras para casa. O Brasil, com seu sistema universal de saúde, o SUS, e a Estratégia Saúde da Família, foi mencionado várias vezes como exemplo por seu impacto positivo no acesso e na melhoria da saúde da população, e todos nós esperamos que, no futuro, continue sendo assim, inspirando a garantia dos direitos humanos, da equidade e da democracia.

Na página da conferência é possível conferir vídeos das várias sessões plenárias e paralelas sobre temas específicos como Força de trabalho, Saúde mental, Resistência antimicrobiana (com a participação da diretora assistente da OMS, a brasileira Mariângela Simão) e Acesso a vacinas, medicamentos e produtos (com a participação do diretor do Centro de Relações Internacionais em Saúde da Fiocruz, Paulo Buss).

O documento preparado e apresentado pela Fiocruz e Conselho Nacional de Saúde [em português, espanhol e inglês], que afirma a atenção primária à saúde e os sistemas universais de saúde como compromissos indissociáveis e direito humano fundamental, foi compartilhado com todos os participantes do evento. Ele sintetiza a história, os desafios e perspectivas para continuar a perseguir uma melhor saúde para todos. A presidente da Fiocruz, Nisia Trindade, tem liderado esforços para organizar a capacidade técnica da Fiocruz de modo a continuar apoiando a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

A Declaração de Astana foi submetida a consultas públicas e a processo negociador com os Estados-membros da OMS. Foram mais de 60 horas de negociação do texto, com participação ativa do Brasil. Entre as pautas prioritárias apresentadas pelo país destacam-se: reafirmação da Declaração de Alma Ata, direitos humanos e direito à saúde, fortalecimento dos sistemas universais de saúde, responsabilidade primordial dos governos na garantia do direito à saúde, justiça social, equidade e financiamento adequado e sustentável.

Os três primeiros artigos da Declaração de Astana reafirmam o compromisso com Alma Ata e reconhecem a importância da APS e os desafios a enfrentar:

I - Afirmamos enfaticamente nosso compromisso com o direito fundamental de todo ser humano para o gozo do mais elevado padrão de saúde possível de atingir, sem distinção de qualquer tipo. Na comemoração do 40º aniversário da Declaração de Alma Ata, reafirmamos nosso compromisso com todos os seus valores e princípios, em particular, com a justiça e a solidariedade, e salientamos a importância da saúde para a paz, a segurança e o desenvolvimento socioeconômico e a sua interdependência.
II – Estamos convencidos de que o fortalecimento da atenção primária à saúde (APS) é a abordagem mais inclusiva, eficaz e eficiente para melhorar a saúde física e mental das pessoas, bem como o bem-estar social, e que a APS é a pedra angular de um sistema de saúde sustentável para a cobertura universal de saúde (UHC) e Agenda 2030 e seus objetivos de desenvolvimento sustentável relacionados à saúde [...].
III – Em todas as partes do mundo ainda existem necessidades de saúde insatisfeitas.

Os artigos IV a VII falam sobre os compromissos:
IV – Fazer escolhas políticas ousadas para a saúde em todos os setores
V – Desenvolver uma atenção primária à saúde sustentável
VI – Empoderar indivíduos e comunidades
VII – Alinhar o apoio das partes interessadas às políticas, estratégias e planos nacionais

A Declaração também reconhece que todo sucesso da atenção primária à saúde será dependente de: Conhecimento e capacidades; Recursos humanos para a saúde; Tecnologia; e Financiamento.

Temos o que precisamos para cobrar de governos, setor privado e organizações da sociedade civil, suas responsibilidades para promover melhor saúde e bem-estar para todos até 2030. A trajetória a ser percorrida pela Declaração, a partir de Astana, será: 1) exame por parte do Comitê Executivo da OMS (Genebra, janeiro de 2019), presidido pela embaixadora Maria Nazareth Farani Azevêdo, do Brasil, que a colocará como parte de uma Resolução da OMS sobre APS; 2) submissão dessa Resolução, que contém a Declaração, à Assembleia Mundial da Saúde (Genebra, maio de 2019); e 3) finalmente, num momento importante e singular, o tema da atenção primária à saúde será examinado pela própria Assembleia Geral das Nações Unidas – corpo maior de decisão da ONU – durante a Reunião de Alto-nível sobre Cobertura Universal de Saúde (UHC), em setembro de 2019. Em qualquer desses momentos, haverá possibilidade de os Estados-membros incidirem com aperfeiçoamentos na Declaração, não no seu texto que, desde Astana, fica imutável, mas por meio de recomendações às agências das Nações Unidas, aos governos dos Estados-membros e à própria sociedade civil nacional e global, para adequadamente implementarem os princípios aprovados.

Conclamamos todos os interessados a acompanhar esse processo simultâneo de reafirmação e renovação da APS, nos planos global e nacional. Que acompanhem cada fase e participem dos eventos que, ao menos no Brasil, serão desenvolvidos pela Fiocruz, para difundir e debater o tema da APS, no momento de incertezas que temos pela frente.

É hora de agir!

terça-feira, 9 de agosto de 2016