quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Lecture video utilization in undergraduate medical education

An analysis of lecture video utilization in undergraduate medical education: associations with performance in the courses.
John A McNulty , Amy Hoyt , Gregory Gruener , Arcot Chandrasekhar , Baltazar Espiritu , Ron Price Jr and Ross Naheedy

BMC Medical Education 2009, 9:6doi:10.1186/1472-6920-9-6


Abstract (provisional)
Background


Increasing numbers of medical schools are providing videos of lectures to their students. This study sought to analyze utilization of lecture videos by medical students in their basic science courses and to determine if student utilization was associated with performance on exams.

Methods
Streaming videos of lectures (n=149) to first year and second year medical students (n=284) were made available through a password-protected server. Server logs were analyzed over a 10-week period for both classes. For each lecture, the logs recorded time and location from which students accessed the file. A survey was administered at the end of the courses to obtain additional information about student use of the videos.

Results
There was a wide disparity in the level of use of lecture videos by medical students with the majority of students accessing the lecture videos sparingly (60% of the students viewed less than 10% of the available videos. The anonymous student survey revealed that students tended to view the videos by themselves from home during weekends and prior to exams. Students who accessed lecture videos more frequently had significantly (p<0.002) lower exam scores.

Conclusions
We conclude that videos of lectures are used by relatively few medical students and that individual use of videos is associated with the degree to which students are having difficulty with the subject matter.


Acesse a versão provisória na íntegra em http://www.biomedcentral.com/content/pdf/1472-6920-9-6.pdf

sábado, 24 de janeiro de 2009

Crise no ensino médico

31/12/2008

Crise no ensino médico

Bráulio Luna Filho



O erro médico é um dos grandes flagelos da atualidade. Paradoxalmente, ante os avanços tecnológicos, da medicina e da ciência, presenciamos um número crescente de denúncias contra médicos, o que demonstra que alguma coisa não vai bem.

Em dez anos, de 1998 a 2007, o número de médicos denunciados no Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) cresceu 140%, muito acima da taxa de aumento de profissionais inscritos (42%) e do crescimento populacional de São Paulo no mesmo período (12 %). Em 2007 foram registradas cerca de 4.500 denúncias contra médicos, boa parte relacionada a erros de diagnóstico e de procedimentos clínicos ou cirúrgicos.

Não há escassez de médicos no Brasil, o que não quer dizer que estejam bem distribuídos geograficamente ou por especialidades. Sabe-se que os fatores socioeconômicos e culturais são em parte responsáveis por essa realidade. Não podemos admitir uma política de Estado que tenta reverter a concentração de médicos nos centros urbanos com o simples aumento no número de formandos.

São Paulo conta hoje com 31 escolas de Medicina. Apenas nos últimos anos, entre 2000 a 2007, foram abertos oito cursos - cinco na capital e três no interior. Destes, sete são privados e cobram mensalidades entre R$ 2.600 e R$ 4.300. O Brasil já conta com 176 escolas médicas, mais que EUA, Rússia e China, nações bem mais ricas e mais populosas. Podemos afirmar que não precisamos de mais médicos, e, sim, de bons médicos.

Ao mesmo tempo que luta contra a abertura indiscriminada de escolas médicas, o Cremesp tem apoiado experiências pioneiras na avaliação das escolas médicas e dos seus egressos. Lamentavelmente, essas iniciativas não surtiram efeito. Apesar da participação de inúmeras faculdades de Medicina e entidades do setor, a discussão sobre a insuficiência das avaliações das instituições de ensino é barrada tanto pelos interesses mercantis dos donos das escolas como pelo viés corporativo das entidades de professores.

É esdrúxulo que o debate público abrangente sobre a instituição de exame de habilitação dos médicos recém-formados tenha sido protelado, quando se sabe que na maioria das faculdades do País são raros os indivíduos que, uma vez admitidos, não conseguem obter o certificado de conclusão. Hoje se confunde diploma com proficiência e competência para toda a vida.

Foram essas circunstâncias, aliadas ao aumento substancial no número de denúncias contra médicos, que fizeram o Cremesp implementar o exame de avaliação dos estudantes de sexto ano de Medicina. Nos países onde se reconhece uma boa medicina, os médicos fazem, necessariamente, residência médica antes de adquirirem o direito pleno ao exercício profissional. No Brasil, a maioria não consegue uma vaga de residente e, mesmo assim, muitas vezes vai trabalhar em prontos-socorros ou lugares periféricos. Desnecessário especular sobre as consequências negativas dessa circunstância tão injusta do ponto de vista humano e social.

Não obstante o boicote explícito ou velado de representações de alunos e professores, o exame realizado pelo Cremesp tem contado com participação significativa de estudantes da ampla maioria das escolas paulistas. Com caráter opcional, a proposta é avaliar se os estudantes adquiriram os conhecimentos exigíveis ao recém-formado.

Em 2008, 61% dos participantes foram reprovados, quase o dobro de três anos atrás. O resultado é surpreendente e preocupante. Demonstra que há tendência de piora num cenário que já não era bom. Se considerarmos que a amostra de voluntários pode ser constituída pelos alunos mais confiantes nos seus conhecimentos, a situação pode ser ainda mais sombria.

O exame também demonstrou que existem deficiências na formação em campos essenciais do conhecimento médico. Foi insuficiente - abaixo de 60% de aproveitamento - o desempenho dos participantes em áreas como pediatria, obstetrícia, ginecologia e clínica médica. Falta conhecimento na solução de problemas de saúde com grande prevalência e em situações frequentes no cotidiano da prática médica, como tratamento inicial do enfarte agudo do miocárdio, atendimento a gestante, diagnóstico de doenças como tuberculose, assistência a alcoolizados e a traumatizados em emergências, dentre outras demandas comuns dos serviços de saúde.

As autoridades da educação e da saúde, assim como os parlamentares, precisam urgentemente considerar a necessidade de uma estratégia de fiscalização das escolas médicas que combine a avaliação continuada durante os anos de formação com um exame terminal, para que apenas os profissionais habilitados tenham acesso ao mercado de trabalho.

Também é inadiável uma reforma na legislação que rege os Conselhos de Medicina, autorizando-os a exigir que os médicos recém-formados, além do diploma, apresentem também comprovação de competência por meio de exame de habilitação realizado por organismo externo à instituição que o graduou.

No mundo desenvolvido, cada vez mais se reconhece a necessidade de um controle que ultrapasse os limites burocráticos dos governos e possa garantir a boa formação dos indivíduos antes de iniciarem a prática profissional. Esse fenômeno não deve se restringir à medicina, deve-se estender às diversas áreas do conhecimento.

Há, por fim, que criar um organismo independente, com competência técnica, autonomia financeira e autoridade para efetuar o exame dos médicos recém-formados em todo o Brasil. Acreditamos que essa idéia está madura e que é chegado o momento da mudança.

Bráulio Luna Filho, médico cardiologista, pós-doutorado pela Harvard Medical School, livre-docente em Cardiologia
na Unifesp-EPM, é coordenador do exame do Cremesp

Rede Universitaria de Telemedicina

A Rede Universitária de Telemedicina é uma iniciativa que visa a apoiar o aprimoramento da infra-estrutura para telemedicina já existente em hospitais universitários, bem como promover a integração de projetos entre as instituições participantes.

A Rute é uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia, apoiada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pela Associação Brasileira de Hospitais Universitários (Abrahue), sob a coordenação da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).

Acesse o site da Rute: http://rute.rnp.br/

Abertura de Novos Cursos

22/01/2009
Para MEC, "ideia de que há excesso de faculdades no Brasil é falsa"
Bruno Aragaki


Um dia depois de o MEC (Ministério da Educação) anunciar que avaliará 21 faculdades que querem ter graduação em medicina ou direito, a secretária de Educação Superior, Maria Paula Dallari Bucci, saiu em defesa da abertura de novos cursos: "Ainda há espaço para expandir o ensino superior. A ideia de que há excesso de faculdades no Brasil é falsa", disse.

"Fila" para abrir curso
de medicina
Ijaa (InstitutoJoão Alfredo de Andrade) Juatuba (MG)
Unigran (Grande Dourados) Dourados (MS)
Immes (Inst Macapaense de Ensino Superior) Macapá (AP)
Facig (Faculdade de Ciências de Guarulhos) Guarulhos (SP)
FSM (Faculdade Santa Maria) Cajazeiras (PB)
FCHBS (Ciências Humanas, Biológicas e da Saúde) Boa Vista (RR)
Iesmig (Inst Ensino Sup de MG) Sabinópolis (MG)
FCHJT (Fac Ciências Humanas e Jurídicas) Teresina (PI)


Para a secretária, a preocupação central "não deve ser a quantidade de cursos, mas a qualidade deles". "O MEC vai assegurar a qualidade daqueles que abrirem. Estamos acabando com cursos ruins e vamos dar espaço para os bons", disse.


À frente da Secretaria de Educação Superior desde outubro de 2008, a doutora em direito Maria Paula Dallari Bucci falou por telefone ao UOL Educação. Confira trechos da entrevista:

UOL Educação - O MEC vai avaliar 21 faculdades, todas particulares, que querem dar cursos de medicina e direito. Há demanda para isso?

Maria Paula Dallari Bucci - Acredito que ainda há espaço para expandir o ensino superior no país. A ideia de que há excesso de faculdades no Brasil é falsa. A meta do PDE (Plano Nacional da Educação) é ter, até 2011, 30% dos jovens de 18 a 24 anos matriculados no ensino superior. Em 2006, o censo mostrou que só tínhamos 12%. Então ainda é preciso aumentar as vagas...

UOL Educação - Não é contraditório autorizar novos cursos pouco tempo depois de o próprio MEC ter determinado fechamento de vagas em faculdades particulares por falta de qualidade?

Dallari Bucci - Não acho. O que o MEC tem feito não é diminuir oferta, é fechar curso que não corresponde a critérios de excelência. Estamos acabando com as vagas em cursos ruins e vamos dar espaço para os bons.

UOL Educação - Quantas faculdades estão na fila esperando autorização para abrir?

Dallari Bucci - Muitas, não saberia quantas são exatamente agora. Todo mundo pede para abrir curso novo e não é proibido pedir. O MEC vai assegurar que só vão abrir cursos que tenham qualidade. O que a gente não pode aceitar mais é o aluno ficar três, quatro anos num curso e não ser aprovado na OAB, não conseguir trabalho...

UOL Educação - Mas por que essa qualidade não foi exigida para os cursos que já abriram?

Dallari Bucci - O processo de autorização de novos cursos era desorganizado, os critérios eram pouco claros. O MEC fez uma reforma do marco regulatório da Educação. Desde 2006, agora o processo está mais transparente. Há instrumentos de avaliação com critérios objetivos e rigorosos...

UOL Educação - Muitos dos cursos abertos há dez anos teriam autorização negada se fosse hoje?

Dallari Bucci - Com certeza. Mas esses cursos serão trazidos para um padrão rigorso à medida que forem reavaliados. Desde 2007, todos os cursos são avaliados de três em três anos. Nesse período, todos os cursos do Brasil serão analisados por instrumentos como o Enade (antigo provão). Quando identificamos um problema, a instituição tem prazo de até um ano para corrigi-lo, se não, terá de fechar.

UOL Educação - Nenhuma dessas instituições que querem abrir vaga é pública. Não dá a impressão de que a expansão do ensino superior ficará nas mãos da iniciativa privada?

Dallari Bucci - Não é verdade. O Reuni [plano de expansão das universidades federais] fez duplicar o número de vagas nas universidades públicas. O ensino tecnológico, que muita gente esquece que é de nível superior, teve uma expansão nunca vista antes no Brasil...

UOL Educação - O Conselho Federal de Medicina quer um exame nos moldes da OAB. Se as faculdades fossem boas, esse tipo de prova não seria dispensável?

Dallari Bucci - A obrigação do MEC é avaliar os cursos, fazer que eles formem bons profisisonais para o Brasil. A OAB e o CFM cuidam do exercício profissional, é outra questão.

UOL Educação - Nos exames da OAB, dificilmente mais da metade dos formados conseguem passar da primeira fase. Quando isso deve mudar?

Dallari Bucci - Acredito que em três ou quatro anos, quando tivermos feito a primeira varredura em todos os cursos. Mas é importante lembrar que a OAB têm os seus critérios de avaliação, que fogem ao controle do MEC.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Êxodo de médicos indianos

Quality of medical training and emigration of physicians from India
BMC Health Services Research 2008, 8:279
Manas Kaushik, Ananya Roy, Anand A Bang, Ajay Mahal


Abstract

Background: Physician 'brain drain' negatively impacts health care delivery.Interventions to address physician emigration have been constrained by lack of research on systematic factors that influence physician migration. We examined the relationship between the quality of medical training and rate of migration to the United States and the United Kingdom among Indian medical graduates (1955-2002).
Methods: We calculated the fraction of medical graduates who emigrated to the United States and the United Kingdom, based on rankings of medical colleges and universities according to three indicators of the quality of medical education (a)student choice, (b) academic publications, and (c) the availability of specialty medical training.
Results: Physicians from the top quintile medical colleges and of universities were 2 to 4 times more likely to emigrate to the United States and the United Kingdom than graduates from the bottom quintile colleges and universities.
Conclusions: Graduates of institutions with better quality medical training have a greater likelihood of emigrating. Interventions designed to counter loss of physicians should focus on graduates from top quality institutions.

http://www.biomedcentral.com/content/pdf/1472-6963-8-279.pdf

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

A questão envolvendo formandos de Medicina da UEL

Posicionamento da Regional Sul II da Associação Brasileira de Educação Médica a respeito dos incidentes envolvendo alunos do 6º ano médico da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Associação Brasileira de Educação Médica
Regional Sul II - Paraná e Santa Catarina
Curitiba, 13 de dezembro de 2008.



Carta de Apoio ao Colegiado do Curso de Medicina da Universidade Estadual de Londrina

A Regional Sul II da Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM), reunida nesta data na Faculdade Evangélica do Paraná em Curitiba decidiu pela manifestação abaixo:
Considerando os recentes acontecimentos envolvendo formandos do Curso de Medicina da Universidade Estadual de Londrina (UEL), a Regional Sul II da ABEM vem a público manifestar seu total apoio a esta instituição.
A Universidade Estadual de Londrina sempre se situou na vanguarda do movimento de transformação na Educação Médica e primou pela qualidade de ensino médico com grande responsabilidade. Ao longo de quase meio século de história, a UEL forma profissionais médicos que se destacam no cenário brasileiro pela qualidade profissional e ética reconhecida pela sociedade.
Esses acontecimentos são muito preocupantes e merecem uma reflexão mais aprofundada. Contudo, não devem colocar em dúvida a competência da instituição em formar um médico ético, humano e comprometido com a sociedade, nem servir como argumento contra o processo de mudança na formação médica preconizado pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para a graduação em Medicina.

Ademir Garcia Reberti
Coordenador Docente do Núcleo da Regional Sul II da ABEM

Mayla Gabriela Borba
Coordenadora Discente do Núcleo da Regional Sul II da ABEM

domingo, 7 de dezembro de 2008

Atenção primária à Saúde na China

News
Bulletin of the World Health Organization | December 2008, 86 (12)

China’s village doctors take great strides
Village doctors have dramatically improved access to health care in China’s rural
communities over the last few decades.



China’s barefoot doctors were a major
inspiration to the primary health care
movement leading up to the conference
in Alma-Ata, in the former Soviet
Republic of Kazakhstan in 1978. These
health workers lived in the community
they served, focused on prevention
rather than cures while combining western
and traditional medicines to educate
people and provide basic treatment.
Dr Philip Lee, then a professor
of social medicine at the University of
California in San Francisco, wrote glowingly
in the Western Journal of Medicine
about China’s primary health care system
after visiting the country in 1973
as part of a United States of America
(USA) medical delegation. He said
prior to the founding of the People’s
Republic of China in 1949, epidemics,
infectious disease and poor sanitation
were widespread. “The picture today is
dramatically different … there has been
a pronounced decline in the death rate,
particularly infant mortality. Major
epidemic diseases have been controlled
… nutritional status has been improved
[and] massive campaigns of health
education and environmental sanitation
have been carried out. Large numbers
of health workers have been trained,
and a system has been developed that
provides some health service for the
great majority of the people.”
Dr Zhang Zhaoyang, the deputy
director general of China’s Department
of Rural Health Management,
says the barefoot doctor scheme had
a profound influence on the Declaration
of Alma-Ata. “WHO research in
the 1970s found problems relating to
the health-cost burden and unequal
distribution of health resources. To try
to solve the inequality, it did research
in nine countries, including four
cooperation centres in China. China’s
experience inspired WHO to launch
the health for all by 2000 programme.”
Zhang says the barefoot doctor
scheme, initiated by central government
but largely administered locally,
had its origins in the 1950s. “The
name barefoot doctor became popular
in late 1960s after an editorial in the
People’s Daily by Chairman Mao in
1968,” he says. “The name ‘barefoot
doctor’ originated in Shanghai because
farmers in the south were often
barefoot working in the paddy field.
But China’s village doctors had been
there long before. In 1951, the central
government declared basic health care
should be provided by health workers
and epidemic prevention staff in
villages. In 1957, there were already
more than 200 000 village doctors
across the nation, enabling farmers to
receive basic health care at home and
work every day. The barefoot doctor
scheme was simply the reform of medical
education in the 1960s. In areas
lacking medicine or doctors, village
doctors could go through short-term
training – three months, six months, a
year – before returning to their villages
to farm and practise medicine.”
China now has more than 880 000 rural doctors,
about 110 000 licensed assistant doctors
and 50 000 health workers.
Dr Zhang Zhaoyang
Zhang says the scheme has evolved
over the decades, though the term
barefoot doctor is no longer used. “The
scheme has never stopped. In the early
1980s, the State Council (the Central
People’s Government, the highest
executive organ in China) directed
that barefoot doctors, after passing an
examination, could qualify as a ‘village
doctor’. Those who failed would be
health workers and practise under the
guidance of the village doctors. The
village doctors and rural health workers
still undertake the most primary
health work – prevention, education,
maternal and child health care, collecting
disease information. The quality
of [care provided by] rural doctors
keeps increasing in line with social and
economic development.”
Dr Liu Xingzhu, the programme
director at the Fogarty International
Centre at the National Institutes of
Health in the USA, was a barefoot
doctor from 1975–1977. Aged 19,
his senior secondary school classes
were interrupted during the Cultural
Revolution drive to equip people with
practical skills. “The county’s health
bureau organized medical training in
my school and provided free accommodation
and food. The trainers were
the best from the county’s central
hospital in various fields. Many of the
doctors were dispatched from the urban
hospitals during the Down to the
Countryside Movement (when Mao
decreed ‘privileged’ urban youth go to
rural areas to learn from workers and
farmers) and showed great professionalism.
They were very good trainers
and doctors.
“After graduating in June 1975,
I became a barefoot doctor at the
Suliuzhuang commune (in northwestern
Shandong Province, south
of Beijing) serving 1800 residents.
Despite the knowledge I learned from
the strict training, the conditions and
equipment in the countryside were
very limited. I was given only a bag of
some basic medicine with two syringes
and 10 needles.”
Therein lay both the strength
and weakness of the barefoot doctor
scheme. It provided the rural poor
with health care not known in pre-
Revolution days, but the doctors’ limited
training, equipment and medical
supplies meant they could not do a lot.
Another of the barefoot brigade,
Dr Liu Yuzhong, still offers basic
health care to his fellow villagers after
43 years’ service. Now 69, he is known
by patients as a caring, skilful doctor,
though he says, “I learned something
of everything, but specialized in
nothing.” He adds: “There are great
advantages to having a barefoot doctor
in the village. The patients are all my
neighbours. I know each family’s situation,
lifestyle and habits. Since I see
my patients very often, even if I cannot
diagnose precisely the first time, I can
follow up closely and give a better
diagnosis the next time.”
When the rural cooperative healthcare
system was dismantled in the
1980s as a result of China’s economic
liberalization, Liu Yuzhong was hired
by the local Dingfuzhuang Health Centre
on the eastern outskirts of Beijing.
“I was lucky because I had passed a
Ministry of Health exam in 1981 and
acquired the certificate to practise as a
village doctor.”
Liu Xingzhu believes health-care
services did suffer in the late 1970s and
early 1980s when the agricultural sector
was privatized. “The barefoot doctors,
who were paid collectively by the
commune, lost their source of income.
Many turned to farming or industry.
The most direct effect was that few
did inoculations or provided primary
health care for the peasants. Many diseases
that had been eradicated emerged
in the countryside again.”
I was lucky
because I had
passed a Ministry
of Health exam in
1981 and acquired
the certificate to
practise as a village
doctor.
Dr Liu Yuzhong
The user-pays system introduced
in China in the 1980s left many out of
pocket or unable to afford treatment.
The government in recent years has
recognized the need to increase health
spending and promote new health
insurance schemes, a reflection perhaps
of China’s special commitment to a
primary health care system that “everyone
can enjoy, reflects social equality,
is affordable for everyone and matches
social and economic development,” according
to Zhang. Dr Lei Haicho of the
Department of Health Policy and Regulation
at the Ministry of Health, says
the New Rural Cooperative Medical
Scheme introduced in 2003 now covers
more than 800 million rural residents,
while public financing of the health
system has increased substantially.
Zhang maintains, however, healthcare
standards have risen steadily in
China, thanks in part to the work of
village doctors and health workers, who,
he says, receive excellent training and
support. “The maternal mortality rate
in rural China has decreased from 150
per 100 000 before 1949 to today’s 41.3
per 100 000. The infant mortality rate
for the same period has decreased from
200 per 1000 to 18.6. China now has
more than 880 000 rural doctors, about
110 000 licensed assistant doctors and
50 000 health workers.” He believes
primary health care has also helped
reduce poverty in China. “Only with
a health body can people undertake
education and production activities and
improve their living standards. Village
doctors have played a significant role
in preventing people from becoming
impoverished.”
Despite the challenges China faces
in providing a modern health-care service
to all of its 1.3 billion people, the
barefoot doctors and their successors
can still show the way to the rest of the
world in primary health care, according
to Zhang Lingling. Writing in the
Young Voices in Research for Health
2007 essay competition sponsored by
the Global Forum for Health Research
and the Lancet, the doctoral student at
the Harvard School of Public Health
said: “The impact of barefoot doctors
in rural health-care services still exists.
Today, both researchers and policymakers
have widely acknowledged it is
hard to bring people to work in rural
areas. Even the developed countries
have experienced a difficult time attracting
medical professionals to rural
places [so] training local people seems
to be the optimal solution [in] building
sustainability in rural health-care
services.”
Liu Xingzhu also believes the
Chinese model can inform other countries’
approach to primary health care.
“Chinese experience showed that to
promote primary health care, the key
issues are human resources and medicine.
Chairman Mao advocated there
was no need for five years’ training;
one year was enough to train a doctor.
Short-term training focusing on
specific types of work, such as antiviral
treatment or prenatal care, is sufficient
to meet the demands of primary health
care, especially in the countryside or
poverty-stricken areas.” ■

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

"Exame de Ordem" na Arábia Saudita

The need for national medical licensing examination in Saudi Arabia
Sohail Bajammal , Rania Zaini , Wesam Abuznadah , Mohammad Al-Rukban , Syed Moyn Aly , Abdulaziz Boker , Abdulmohsen Al-Zalabani , Mohammad Al-Omran , Amro Al-Habib , Mona Al-Sheikh , Mohammad Al-Sultan , Nadia Fida , Khalid Alzahrani , Bashir Hamad , Mohammad Al Shehri , Khalid Bin Abdulrahman , Saleh Al-Damegh , Mansour M. Al-Nozha and Tyrone Donnon

BMC Medical Education 2008, 8:53doi:10.1186/1472-6920-8-53




Abstract (provisional)
Background

Medical education in Saudi Arabia is facing multiple challenges, including the rapid increase in the number of medical schools over a short period of time, the influx of foreign medical graduates to work in Saudi Arabia, the award of scholarships to hundreds of students to study medicine in various countries, and the absence of published national guidelines for minimal acceptable competencies of a medical graduate.

Discussion
We are arguing for the need for a Saudi national medical licensing examination that consists of two parts: Part I (Written) which tests the basic science and clinical knowledge and Part II (Objective Structured Clinical Examination) which tests the clinical skills and attitudes. We propose this examination to be mandated as a licensure requirement for practicing medicine in Saudi Arabia.

Conclusions
The driving and hindering forces as well as the strengths and weaknesses of implementing the licensing examination are discussed in details in this debate.

Para ler o texto provisório na íntegra, clique em http://www.biomedcentral.com/content/pdf/1472-6920-8-53.pdf

sábado, 29 de novembro de 2008

O PROMED e a Mudança Curricular nos Cursos de Medicina

Changes in medicine course curricula in Brazil encouraged by the Program for the Promotion of Medical School Curricula (PROMED)
Patricia Alves de Souza , Angelica Maria Bicudo Zeferino and Marco Aurelio Da Ros

BMC Medical Education 2008, 8:54doi:10.1186/1472-6920-8-54

Published: 27 November 2008

Abstract (provisional)
Background
The Program for the Promotion of Changes in Medical School Curricula (PROMED) was developed by the Brazilian Ministries of Health and Education. The objective of this program was to finance the implementation of changes to the curricula of medical schools directed towards the Brazilian national healthcare system (SUS). This paper reports research carried out together with the coordinators responsible for the PROMED of each medical school approved, in which interviews were used to evaluate whether this financial support succeeded in stimulating changes. The aim of this study was to evaluate the impact of this program three years after implementation in the universities that received funding. Methods: The 19 course coordinators of the medical schools in which the PROMED project was implemented were interviewed using a questionnaire containing 12 questions for qualitative analysis. This paper focuses partially on the reports of the results of this qualitative analysis Laurence Bardin's. Results: The universities interviewed were found to have some common concerns: the decoupling of basic and professional training difficulties in achieving proximity to the network of services; insufficient funding; and the emphasis of most teachers being on teaching hospitals and specialization. These findings indicate that the direction of curriculum reform (PROMED) is toward providing a targeted training for this system. Conclusions: The interviewees were aware that this program would trigger future changes in all aspects of healthcare and represents an ongoing challenge to the academic field. PROMED provided the momentum for change in the nature of medical training in Brazil and was seen as powerful enough to override other processes and as a basis for guidance regarding the methodology, pedagogical approach and scenarios of practical experience.


Para ler a versão provisória completa do artigo, acessar http://www.biomedcentral.com/content/pdf/1472-6920-8-54.pdf

domingo, 23 de novembro de 2008

ENADE Universal

Enade será universal a partir de 2009, confirma Inep

UOL Educação

A partir de 2009, o Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) será universal e não mais por amostragem. O anúncio foi feito por Reynaldo Fernandes, presidente do Inep, nesta quinta (20).

Para os alunos universitários concluintes, continua valendo a obrigatoriedade do Enade para obter o diploma. Segundo o Inep, os alunos ingressantes também serão obrigados a realizar a avaliação, mas ainda não há sanção prevista para o caso de não-comparecimento.

Com essa ampliação de público, os custos da avaliação devem subir em 30%, segundo estimativa de Fernandes. Em 2008, última edição amostral do Enade, foram necessários R$ 25 milhões para custear a prova nacional.

Conforme Fernandes, a alteração atende aos pedidos das instituições de ensino superior, que solicitavam ampliação do número de alunos que prestam o exame, em razão do surgimento de novos indicadores educacionais calculados a partir das médias do Enade, como IGC (Índice Geral de Cursos de Graduação) e CPC (Conceito Preliminar de Curso). "O Enade sempre foi um exame seguro metodologicamente. Ao torná-lo universal, estamos atendendo aos pedidos das instituições e investindo na credibilidade do instrumento", afirmou.

Outras insituições que boicotavam o exame, como a USP (Universidade de São Paulo), devem aderir à avaliação universalizada. Uma das principais críticas das estaduais paulistas ao exame era o sistema de amostragem da prova. Segundo elas, a amostra pode não representar a totalidade do curso.


Estava previsto
Segundo Fernanddes, a adequação está prevista na lei que instituiu o Enade, a lei do Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior). "Esta lei faculta a utilização do procedimento estatístico amostral ou universal", explicou.

"Esta mudança, certamente, acabará com aquela reclamação de alunos que questionavam por que alguns de seus colegas eram selecionados para a prova e outros não", afirmou o coordenador do Enade, Webster Spiguel Cassiano.

De acordo com o presidente do Inep, operacionalmente a mudança vai auxiliar o trabalho do instituto já que não será mais necessário montar amostras. Para garantir a segurança estatística, as amostras eram montadas com grande rigor, o que levava a um percentual bastante alto: entre 60% e 65% do total de estudantes ingressantes e concluintes dos cursos eram selecionados para o exame.


Antigo provão
O Enade, componente curricular obrigatório dos cursos de graduação, é realizado em ciclos avaliativos com duração de três anos. Desta forma, as 23 áreas de conhecimento avaliadas em 2008, por exemplo, só serão novamente avaliadas em 2011.

A prova é igual para ingressantes e concluintes do mesmo curso. São considerados ingressantes aqueles alunos que, até o dia 1º de agosto, concluíram entre 7% e 22% da carga horária total do curso. E, concluintes, os que, na mesma data, cumpriram pelo menos 80% da grade curricular ou estão em vias de concluir o curso.

*Com informações do Inep