segunda-feira, 20 de abril de 2009

Motivação para o Aprendizado

Motivation

Adults engage in continual education for various reasons. Our unique motivations help us stay focused and stick with a topic until we solve the current problem and gather enough information to complete our current task.
Cyril O. Houle conducted one of the most famous studies on what motivates learners. He identified three subgroups to categorize motivational styles. (1) Goal-oriented learners use education to accomplish fairly clear-cut objectives. (2) Activity-oriented learners take part mainly because of the social contact. Houle wrote, “Their selection of any activity was essentially based on the amount and kind of human relationships it would yield.” (3) Learning oriented learners seek knowledge for its own sake. “For the most part, they are avid readers and have been since childhood....and they choose jobs and make other decisions in life in terms of the potential for growth which they offer.”

Allen Tough simplified Houle’s motivational model by suggesting that adults learn because of (1) an increase in self-esteem, (2) a sense of pleasing and impressing others, and (3) certain pleasures or satisfactions.
Recognizing our unique motivational styles can also help us identify the types of educational products and problems that will satisfy our needs. For instance, self-study programs are not going to motivate ‘activity-oriented’ learners unless the program contains some element of interaction. The more social the situation the better.

As certain things motivate, others discourage. Few things are more demotivating than fear. Learning is, after all, a very emotional process. We must see, feel, and do. Fear, anxiety, and anger are emotional factors that negatively impact learning. On a physical level, stress can even cause cell assemblies to fire in unorganized patterns and ultimately inhibit transfer and retrieval. Our phase sequences can be in chaos.

Also, who likes learning something boring? If we don’t care about atopic we’re less likely to stick with it and continue to learn. Even when we’re interested in learning a topic, we’re sometimes more motivated to play with the equipment or to daydream. We can get easily distracted from the task at hand and become more motivated to do something else perhaps not on task.

The big issues are relevancy and immediacy. Information has to be relevant to our current wants and needs, and it must feel useful to us. Most people don’t have time to waste. We want to spend time learning what will make a difference now.

In one of the earliest studies of why adults volunteer for education activities, most said they do so to acquire the necessary knowledge and skills for vocational and professional advancement. While today another common reason may be to stay ahead of the influx of information in our jobs, career success motivates us to learn. No matter the motivator, if we can learn more of what we want and less of what we don’t, learning becomes more appealing.
Extraído de:
"Learning:The Critical Technology®A whitepaper on adult education in the information age"
Marcia L. Conner
Director of Learning Strategies
Wave Technologies International, Inc. , 1995.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Seleção de Professores para a Educação Básica

MEC propõe concurso único para professor

O Ministério da Educação vai entrar em uma área até agora intocada pelo governo federal: a seleção de professores para a educação básica. Em comum acordo com os secretários estaduais de Educação, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) apresentou uma proposta de concurso nacional para contratação de professores, tanto para as redes estaduais quanto municipais. O primeiro pode ocorrer já no segundo semestre deste ano, se houver adesão.
A proposta não é que o MEC faça a seleção no lugar dos governos locais, mas prepare a prova que será usada nos concursos, o que criaria um padrão mínimo nacional. "Nós discutimos há muito tempo a qualidade da formação do professor. Uma das formas de influenciar essa qualidade seria por meio dos concursos, mas muitos municípios afirmavam que é caro desenvolvê-los", explica Maria Auxiliadora Rezende, presidente do Consed (Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Educação).Os secretários de Educação não só aprovam a medida, como pretendem ir além. Vários manifestaram ontem, na reunião do Consed, a intenção de usar a prova com os professores já na ativa, em avaliações de desempenho para determinar promoções. A presidente do Consed explica que a avaliação de desempenho para promoção já está prevista na LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), mas é feita burocraticamente.
Fonte: Agência Estado.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

A vida depois dos 90 anos de idade

A vida depois dos 90 anos de idade

Fernando Reinach*

A cada ano aumenta a expectativa de vida do ser humano. Novos remédios, dieta saudável e medidas preventivas estão aumentando a expectativa de vida em muitos países. Mas como serão vividas as últimas décadas dessa incipiente população de nonagenários? Otimistas acreditam que é possível viver mais de noventa anos com saúde física e mental, independência e liberdade. Pessimistas temem que o aumento na expectativa de vida produza uma população crescente de idosos dependentes de equipamentos médicos, atrelados a máquinas, fisicamente frágeis e mentalmente afetados por doenças degenerativas do sistema nervoso. Se esse for o caso, vale pena viver esses últimos anos?Felizmente esse problema está sendo investigado cientificamente. Em 1998 a Dinamarca identificou todos os habitantes nascidos em 1905 e, na época da pesquisa, tinham 92 anos completos. Todos foram convidados a participar de um estudo em que saúde física, mental e qualidade de vida seriam avaliadas periodicamente. Praticamente dois terços dos idosos concordaram em participar do estudo. No total, 2.262 pessoas. Eles foram reavaliados no ano 2000 e isso foi repetido em 2003 e 2005, quando o grupo atingiu os cem anos. Somente 166 das 2.262 pessoas atingiram um século de idade. É tão difícil chegar aos 92 quanto sobreviver dos 92 aos cem anos. O estudo permitiu descobrir como essas pessoas viveram seus últimos anos.A pesquisa investigou como as pessoas moravam, se tinham vida independente ou se viviam em casas de idosos ou asilos. Verificou grau de independência, capacidade de ir às compras, de caminhar e subir escadas. Mediu a força que tinham nas mãos, a capacidade cognitiva, a capacidade de dialogar e organizar os pensamentos, a memória e o estado psicológico. Descobriu quantas tinham depressão e se sofriam de solidão. A cada ano, os exames e entrevistas foram repetidos. Apesar da amostra pequena, do fato de muitas pessoas terem morrido durante o período analisado e levando em conta que essas pessoas sobreviveram a duas guerras mundiais e cresceram em uma época em que o fumo ainda era prevalente na Dinamarca, o estudo é provavelmente o mais completo já publicado.Os resultados são surpreendentemente encorajadores. O que foi observado é que a maioria das pessoas no grupo viveu de maneira independente e com boa saúde física e mental até os últimos meses de vida. A deterioração da saúde física ocorreu de maneira rápida e levou à morte em poucos meses. Os períodos de hospitalização foram relativamente curtos. Apesar de o estudo não ter analisado os custos desses últimos anos de vida para o governo da Dinamarca, tudo indica que os gastos maiores foram feitos nas poucas semanas anteriores à morte. Os resultados sugerem que - ao menos na população da Dinamarca nascida em 1905 - pessoas que sobrevivem até idades muito avançadas não têm uma qualidade de vida muito diferente de seus compatriotas de 70 ou 80 anos.O estudo precisa ser repetido em outras populações, mas tudo indica que o receio que os progressos da medicina acabem por criar uma população de idosos debilitados e infelizes parece não se justificar.

*Biólogo - fernando@reinach.com

Mais informações em:
Exceptional longevity does not result in excessive levels of disability. Proc. Nat. Acad. Sci., vol. 105, pág. 13.274, 2008

Novo ENEM

Secretário da Educação de São Paulo critica novo Enem

Ana Okada - São Paulo


O novo secretário da Educação de São Paulo, Paulo Renato Souza, criticou o novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), proposto pelo MEC (Ministério da Educação): "O modelo é parecido com o dos Estados Unidos; pode ser interessante para eles, mas não sei se é o melhor para o Brasil".

Secretário Paulo Renato durante visita ao museu Catavento, voltado às ciênciasSegundo Souza, que foi um dos criadores do Enem, o tema é complexo, pois o objetivo inicial do exame era utilizá-lo para ajudar na implementação da reforma no ensino médio, e não como prova de ingresso no ensino superior. "Isso [o uso do Enem em vestibulares] é um elemento a mais, senão substituiríamos uma prova pela outra", disse. Para ele, o ideal é que "a universidade faça a avaliação do aluno em função de vários indicadores, incluindo a nota do Enem", pois o exame não tem elementos que devem estar presentes em uma prova de vestibular, como "uma sintonia fina para diferenciar dois candidatos", disse.O secretário afirmou também que o novo modelo é parecido com o Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos), em que são avaliadas mais competências e habilidades: "Seria um novo Encceja, com o nome do Enem". "Não sei se é esse o caminho que deve ser adotado; temos que examinar com mais calma a proposta do governo para saber se não estaremos tendo prejuízo grande ao abandonarmos o Enem na sua forma atual".As declarações foram proferidas em visita ao Museu Catavento nesta terça-feira (14), projeto do governo do Estado de São Paulo, com exposições científicas.
Resultado do SarespQuanto aos resultados do Saresp, apresentados na última semana, Paulo Renato disse que vai continuar os programas da secretaria. "O desafio da aprendizagem ocorre no mundo todo, vamos persistir nessa linha e os resultados continuarão a aparecer".Sobre o museu, Paulo Renato afirma que "deixou de ter inveja do La Villette", museu voltado às ciências, localizado em Paris. "Estou muito impressionado de termos um equipamento como esse."O Museu Catavento foi inaugurado em março e tem média de visitação de 4.000 pessoas por dia nos finais de semana. Com 250 instalações, a atração inclui laboratório de química, auditório para 180 pessoas, miniplanetário e cinema em 3D, divididos em quatro pavilhões. Há ainda projetos para instalações sobre matemática, música, foguetes e satélites, afirmou o presidente do conselho de administração do museu, Sérgio Silva de Freitas.
Fonte: UOL Educação

Novo ENEM

Reitoria da UFRGS rejeita novo Enem como critério de ingresso em 2010

Flávio Ilha - Porto Alegre

A reitoria da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) decidiu não aceitar o novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que será aplicada nos dias 3 e 4 de outubro deste ano em todo o país, como critério de seleção para o ingresso na instituição em 2010.Em reunião na segunda-feira (13), a reitoria justificou que não há tempo para uma alteração na forma de seleção de novos alunos, feito tradicionalmente por meio de exame vestibular. Além disso, a direção da instituição também alegou que precisa se certificar da eficiência do novo modelo de ingresso, proposto pelo MEC (Ministério da Educação). A nova avaliação, com 200 questões, será mesma para todo o país e a proposta do MEC é que ela possa substituir o vestibular nas universidades federais.Uma das ressalvas que a reitoria é sobre a uniformidade da prova - um mesmo teste aplicado para todo o país. De certa forma, a prova poderia eliminar as especificidades regionais dos conteúdos ensinados segundo a visão da UFRGS.O reitor da UFRGS, Carlos Alexandre Netto, alegou que uma mudança nos critérios de ingresso geraria "pânico" entre os vestibulandos neste momento. "O vestibular de 2010 já começou para a UFRGS. Em nossa história, nunca mudamos as regras de ingresso com menos de um ano de antecedência", justificou o reitor.
Esperar para verNetto ressalvou, porém, que a decisão da reitoria não significa uma rejeição ao modelo proposto pelo MEC para ingresso nas universidades públicas. Mas disse que os métodos de ingresso aplicados pela UFRGS nunca motivaram qualquer questionamento em relação à qualidade das provas. "Precisamos ter segurança de que o modelo [do MEC] é de fato eficaz", disse.Segundo ele, a instituição pretende utilizar a prova do Enem como critério de ingresso apenas para a seleção de 2011. E assim mesmo de forma parcial. Uma das propostas é fazer com a que prova substitua a primeira fase do vestibular da UFRGS, igual para todas as áreas de conhecimento. Outra possibilidade é atribuir um peso à nota do Enem, como forma de compor a nota final dos candidatos como acontecia até o último vestibular da Fuvest.A decisão final depende da aprovação de dois colegiados da UFRGS: o CEP (Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão) e do Consun (Conselho Universitário) da Ufrgs, instâncias superiores à reitoria. Os conselhos, que têm representação de alunos, funcionários e professores, podem acatar ou não a decisão tomada pela direção da universidade. A deliberação final precisa ser adotada até julho, data de publicação do edital de convocação do vestibular.O processo seletivo da federal gaúcha, a maior universidade pública da região Sul, ocorre em janeiro. No último concurso, 34 mil candidatos prestaram exame para disputar 4,5 mil vagas - densidade de oito candidatos por vaga. Desse total, 704 foram ocupadas por estudantes egressos do ensino público e outras 704 foram preenchidas através das cotas raciais. O curso de Medicina, mais procurado pelos vestibulandos, teve 37 vestibulandos por vaga.
Fonte: UOL Educação

domingo, 5 de abril de 2009

Enseñar a ser médico - A. Marañón-Cabello

Enseñar a ser médico

A. Marañón-Cabello

© Viguera Editores SL 2008. EDUC MED 2008; 11 (Supl 1): S7-S9

Participar en este curso en el que figuran tan prestigiosas personas sobre un tema tan emblemático y siempre actual como es el de enseñar a ser médico, constituye para mí un honor cuyo ofrecimiento acepté con presteza como un deber que va más allá de la mera cortesía, pues estuvo alentado por el prestigio y admiración que me ofrece la Fundación Lilly, verdadera baluarte y gran acicate para el progreso de la biomedicina.

No todas las actividades exigen de quien las practica tanta grandeza moral como la medicina;los médicos, en el empeño de sus quehaceres, inciden en lo mas preciado que tienen los seres humanos: su vida y su salud. Por tanto, convertirse en médico significa mucho más allá que terminar los estudios de medicina y los años de formación del posgrado, significa adquirir una nueva forma de vida, muy vocacional, una impronta que es característica de nuestra verdadera profesión.

Harrison, el gran clínico estadounidense, en la primera edición de su obra, definía lo que se espera del médico en palabras que, aunque reflejan el sesgo de género de aquel momento, aún suenan muy bien como principio universal. Escribió:

‘No cabe mayor suerte, responsabilidad u obligación en el destino del hombre que convertirse en médico. Para atender a los que sufren debe poseer conocimientos científicos, habilidades técnicas y comprensión humana; sirviéndose de todo ello con coraje, humildad y sabiduría, prestará un servicio único a sus semejantes, a la vez que formará dentro de sí un firme carácter [...]. El médico no ha de pedir más a su destino pero tampoco ha de contentarse con menos [...]. Del médico se espera abnegación, simpatía y comprensión porque el paciente no es sólo un conjunto de síntomas, signos, funciones alteradas o emociones trastornadas; es un ser humano, temeroso y esperanzado que busca alivio y confianza’.

Al hilo de estas magníficas reflexiones de Harrison, yo diría que los médicos –y más aún en la medicina actual, necesariamente tecnificada– no debemos considerar a los pacientes como casos clínicos o enfermedades, sino como personas cuyos problemas biopsicosociales o familiares, especialmente en la medicina de atención primaria, trascienden las dolencias que les incitan a solicitar el parecer facultativo. Explicitado en otros términos: es preciso, en la medicina de nuestro tiempo, que el médico adopte la actitud de una visión integral del paciente. Y es imprescindible también la calidad ética del médico, de manera que sus actuaciones se conviertan en moralmente buenas.

Como ha escrito acertadamente uno de los grandes expertos en bioética de nuestro país, el Dr. Diego Gracia,

‘los actos médicos han de cumplir siempre las condiciones básicas de corrección y bondad’.

Como ha sucedido siempre, muchos enfermos están angustiados y temerosos y no debe olvidarse que el hospital moderno es un lugar que atemoriza a la mayoría de los pacientes, por lo que sigue siendo fundamental que la primera medida terapéutica del médico consista en generar un clima de confianza y sosiego, ya que sólo cuando el paciente nota un profundo interés por él, reconoce al auténtico médico.

Sin embargo, algunos factores como el trabajo en equipo, la existencia de intermediarios y los propios avances tecnológicos han propiciado un progresivo distanciamiento entre el médico y el paciente.

Además, en la medicina actual, la práctica clínica, en un contexto de contención del gasto sanitario –necesariamente reconocible, dado que la economía de la salud es finita–, ha introducido un nuevo factor adicional de tensión sobre la relación clásica entre médico y paciente.
Muchos médicos deben atender al enfermo en un tiempo escaso, sin la quietud y el sosiego necesarios. Esta medicina es la antítesis del acto médico, ya que la relación entre ambos se apoya en la confianza, el respeto y el afecto por ambas partes, condiciones que difícilmente se contemplan en estas situaciones y que generan, a menudo, insatisfacción, desconfianza, ausencia de empatía e injusto desprestigio del médico y de la profesión.

Tan sólo el buen sentido clínico y la confianza del enfermo en el médico y en la institución a la que acude aminorarán la práctica de la medicina a la defensiva y evitarán el derroche en exploraciones complementarias y el temor ante el riesgo de posibles disensiones futuras.

En otro orden de cosas, el vigoroso impulso de la biomedicina se ha fraguado en los últimos 35 o 40 años, con avances importantísimos cuyo alcance no resulta fácil vaticinar a largo plazo, pero es incuestionable que estamos a las puertas de una nueva medicina, la medicina molecular, con tecnología cada vez más fiable, investigación translacional, secuenciación completa del genoma humano, curación de muchos tumores malignos y la conveniencia de la utilización de las células madre adultas como terapia paliativa de algunos trastornos, como la enfermedad de Parkinson o la diabetes autoinmune.

Por este motivo, gente bien intencionada valora en demasía la medicina actual con el pensamiento de que ‘lo cura todo o casi todo’. Sin embargo, los médicos conocemos que, por desgracia, existen numerosos procesos cuya terapia efectiva se nos escapa. A este respecto merece la pena recordar a Noah Gordon en su maravilloso libro titulado El médico, cuando en una de sus páginas el maestro dice a su joven discípulo:

‘[...] aunque estudiaras medicina durante más de una vida, acudirían a ti gentes cuyas enfermedades son misterios’.

Como ha escrito atinadamente Puerta,

‘esta fe que muchas personas profesan por la ciencia y por las idílicas posibilidades que vienen de la medicina han propiciado lo que se conoce como medicalización de la sociedad, hasta el punto de que los individuos esperan que la medicina dé soluciones a problemas que no entraban en el ámbito clínico’.

Como afirma asimismo este autor, la medicalización genera la falsa creencia de que combatiendo síntomas médicos se solucionan problemas sociales, lo que ha deparado un notable incremento del número de pacientes y nuevas formas de dependencia.

Como dejó escrito Illich, la vejez, que en diversas situaciones se consideraba un privilegio dudoso o un final patético, pero nunca una enfermedad, ha sido puesta directamente sobre las órdenes médicas. El progreso médico ha condicionado también el exagerado uso de la tecnología y la práctica de una medicina en la que subyace la idea de que todos los procedimientos farmacológicos y técnicos deben utilizarse como una tabla de salvamento con independencia del dudoso beneficio del resultado final. Muchas veces se obvian inadecuadamente los cuidados paliativos, que podían ser más beneficiosos y apropiados en numerosas situaciones. La sociedad desea y exige en muchos casos que se utilicen siempre todos los medios al alcance de la medicina para vencer las enfermedades.

Sin embargo, la excelencia de las actuaciones médicas, como afirma Rozman, seguirá siendo la base de un buen sistema sanitario, de manera que la práctica de una adecuada historia clínica, la pericia de una exploración rigurosa y la utilización de la ‘inteligencia humana’ en el proceso de formulación diagnóstica no podrán ser sustituidos, sino únicamente complementados, por el ordenador o la inteligencia artificial, en especial si el médico transmite al paciente bondad y calor humano e interés por sus vertientes biopsicosociales.

El médico que realiza su actividad con estas características es no sólo excelente como profesional, sino eficiente desde el punto de vista de la gestión sanitaria. Defenderemos siempre, por tanto, una medicina tecnológicamente avanzada, pero siempre emocionalmente comprometida con los pacientes.

Interesa destacar que el progreso de la biomedicina ha deparado nuevos problemas éticos y morales; así, el incremento de la expectativa de vida y, por ende, de la longevidad, ha modificado
el acto de la muerte, o si se prefiere, la tecnificación hace emerger nuevas formas de morir. Hace más de 50 años, la medicina escasamente tecnificada y con escasos remedios terapéuticos condicionaba que la muerte no fuera una decisión humana que demandar al médico y, por tanto, no existían razones para planificar la muerte. Pero en el siglo actual, la medicina pública, con su tecnología, profesionales sanitarios altamente cualificados y su magnífica red hospitalaria, ha propiciado que muchos pacientes se adhieran al hospital como una tabla de salvamento y, por tanto, muchos fallecimientos se producen en su seno. Antaño sucedía que la muerte se producía en la intimidad del hogar; ahora, la muerte se ha medicalizado y ya no existen pacientes desahuciados, sino terminales.

Por ello me permito recordar que al final de la vida, en situaciones de graves procesos, de crisis o desamparo, o ante el desgarro emocional de una muerte próxima, se necesita más que nunca del calor humano y la presencia del médico, quien debe proporcionar al paciente apoyo emocional, paliar sus dolores y sufrimientos e impedir que quede aislado de su familia en el medio hospitalario, evitando prolongar de forma innecesaria la vida con técnicas artificiales y con fármacos, ya que no alargar inútilmente la vida, también engrandece la medicina.

Como ha escrito el gran oncólogo Sanz Ortiz, cuyos conceptos suscribo:

• Es necesario incorporar la muerte a la vida.
• La sedación terminal permite culminar el adiós a la vida de una forma humanizada.
• El último acto de la vida debe protagonizarlo, si es posible, la propia persona, cuyos valores, prioridades y creencias deben respetarse siempre.
• Nadie debería morir con sufrimiento y nadie debería morir solo, nunca debe faltar el calor de una mano amiga.
• Asistir a una muerte digna de un ser querido es un bien personal que deja buen recuerdo y perdura en el tiempo.

Bibliografía

1. Gracia D. Fundamentos de bioética. Madrid: Eudema; 1989.
2. Gracia D. Los cambios en la relación médico-enfermo. Med Clin (Barc) 1989: 93: 100-2.
3. Illich I. Némesis médica. La expropiación de la salud. México: Joaquín Mortiz-Planeta; 1978.
4. Marañón-Cabello A. La medicina actual: luces y sombras. Med Clin (Barc) 2004; 122: 623.
5. Ortiz-Vázquez J. Encarnizamiento terapéutico, ensañamiento diagnóstico y medicina a la defensiva. Rev Clin Esp 1995: 11: 68-76.
6. Puerta JL. Reflexiones en torno a cinco hitos de la historia de la medicina que ayudan a comprender la práctica médica actual. In: Medicina Interna. Madrid: Harcourt; 2000. Vol. 1. p. XLI-XLIX.
7. Rozman. C. Fundamentos de la práctica médica hoy y mañana. In: Medicina Interna. Madrid: Harcourt; 2000. p. 7-9.